500.000 visitantes! Feliz Ano Novo!

O Cemetery Games encerra o ano atingindo a marca acumulada de 500.000 visualizações. É isso aí mesmo: MEIO MILHÃO de visualizações! É uma alegria ver que tantas pessoas continuam compartilhando do nosso eterno amor por videogames clássicos.

Quando o Cemetery Games foi criado em março de 2009, nunca poderíamos imaginar que, uma década depois, o blog estaria não apenas vivo como recebendo uma média de mais de 40.000 visualizações anuais – ainda mais diante do fato de que o Cemetery Games jamais contou com qualquer tipo de divulgação ou publicidade, sendo desde sempre um projeto underground, levado adiante como hobby nas horas vagas.

Para alguns, os fanáticos por retrogaming são loucos. Pode ser. Mas é muito mais legal ser maluco quando a gente pode compartilhar nossas experiências com tantos outros doidos por aí. 😀

O Cemetery Games deseja a todos um Feliz Ano Novo, com um agradecimento especial para todos que contribuem para preservar a memória dos games e consoles que marcaram época e fizeram história.

FELIZ 2021!

AS ÚLTIMAS NOVIDADES GAMERS DO NATAL … DE 1997/1998!

Ho, ho, ho! Feliz Natal, meus caros retrogamers! Aqui quem fala é o Fantasma do Natal Passado. Estou de volta! Depois da nossa pequena viagem no tempo para os natais de 1981 e 1982, agora é hora de conferir o que estava rolando na cena gamer natalina de 1997 e 1998. Apertem os cintos e venham comigo!

O gênero “games de corrida” estava prestes a mudar para sempre em dezembro de 1997 por conta do lançamento do hoje lendário Gran Turismo para o Playstation. Aclamado por público e crítica, o jogo se tornou simplesmente o título mais vendido do PsOne em todos os tempos, com 10.8 milhões de unidades comercializadas pelo mundo afora. Com uma combinação animal de visual, música e jogabilidade, Gran Turismo deu origem a uma franquia que continua firme e forte até os dias atuais.

O lançamento de Gran Turismo, por si só, já seria mais do que suficiente para colocar o Natal de 1997 na história. Mas tem mais: o mesmo mês de dezembro daquele ano testemunhou a chegada de uma das continuações mais aguardadas dos anos 90 – Quake 2!

O primeiro Quake havia abalado o mundo em 1996 e revolucionado para sempre o estilo FPS (first-person shooters). Com seus ambientes e personagens construídos inteiramente em 3D, Quake tornou imediatamente obsoletos todos os jogos do estilo que estavam no mercado até então e tomou de assalto a coroa que pertencia ao célebre Duke Nukem 3D. Depois de um jogo arrasa-quarteirão como Quake, era natural que o hype em torno de uma continuação estivesse em níveis estratosféricos. Quake 2 inovou com gráficos ainda melhores, embora sua temática e ambientação tenham ido numa direção mais ficção científica/militar/alienígena, bem diferente do terror lovecraftiano que tão bem caracterizava o jogo original.

Assim como aconteceu com o primeiro jogo, Quake 2 foi adaptado posteriormente dos PCs para o Nintendo 64. O curioso foi a “troca de papeis” entre o Sega Saturn e o Playstation: o Saturn ganhou uma versão do Quake original, mas ficou sem Quake 2. Já o Playstation nunca ganhou uma adaptação do primeiro jogo, mas teve uma versão de Quake 2 lançada posteriormente. O Quake 2 do Playstation pegou muita gente de surpresa e derrubou queixos no chão por sua qualidade visual, sendo lembrado até hoje como uma das mais destacadas proezas técnicas do console.

As paradas da época eram dominadas por games como Formula 1 ’97 (Playstation), Nuclear Strike (Playstation), Sega Worldwide Soccer ’98 (Saturn) e Resident Evil (Saturn). No PC, a expansão The Aftermath do clássico Command and Conquer – Red Alert despontava no topo das paradas, acompanhada de títulos como Total Annihilation e Hexen 2. Nos arcades, a Sega estava lançado Sega Bass Fishing, um jogo de … pesca! Esse tipo de coisa não é a minha praia (com o perdão pelo trocadilho!).

Saltamos para o Natal de 1998 e algumas coisas interessantes estavam surgindo também no ano seguinte. Ok, não teve nenhum lançamento com a importância história de Gran Turismo, mas não dá para reclamar de um dezembro que teve o lançamento de The House of the Dead 2 nos arcades e de Star Wars: Rogue Squadron no Nintendo 64. Rogue Squadron é lembrado até hoje com um dos melhores games da franquia Star Wars em todos os tempos – e com razão!

Achou pouco? Pois Sonic Adventure, o jogo que consagrou a transição do ouriço da Sega do visual 2D para o 3D, chegou no Dreamcast em dezembro de 1998. Pode não ser um jogo perfeito, pode não ser um clássico da estatura de Super Mario 64, mas é um game fantástico para os padrões da época e que estabeleceu os padrões das aparições posteriores do Sonic em games das próximas gerações. Falando no Mario (aquele que te deu Feliz Natal atrás do armário), dezembro de 1998 também contou com o lançamento de Mario Party para Nintendo 64. O jogo não faz muito o meu tipo, mas foi o pontapé inicial em uma franquia bem sucedida.

Em um toque de nostalgia retrô, em dezembro de 1998 a Activision lançou para o Playstation uma versão repaginada de um de seus clássicos mais antigos, o pioneiro Asteroids – um hit dos arcades lá dos idos do Atari 2600. A nova versão não era nada de parar o trânsito, mas tinha o seu charme.

Enquanto isso, no Natal de 1998, as paradas eram dominadas por games como Tekken 3, Medievil, Colin McRae Rally, Victory Boxing 2 e International Superstar Soccer Pro 98 (todos do Playstation), bem como por F-1 World Grand Prix e 1080 Snowboarding (do Nintendo 64). Tudo isso rolava, é claro, ao som de Cher cantando Believe a plenos pulmões nas rádios.

Era isso, meus amigos! Obrigado por acompanharem essa pequena jornada rumo aos natais passados. Feliz Natal para todos vocês!

AS ÚLTIMAS NOVIDADES GAMERS DO NATAL … DE 1981/1982!

E aí, pessoal! Como estão? Eu sou o Fantasma do Natal Passado e resolvi dar uma pequena contribuição aqui para o Cemetery Games!

O Natal de 2020 se aproxima. Apesar de todo o caos instaurado pela pandemia, foi um ano marcado por vários games legais. Pena que este final de ano provavelmente será lembrado pelo fiasco do problemático lançamento de Cyberpunk 2077, que saiu completamente bugado nas versões para consoles e cujo futuro decente no PS4/Xbox One ainda é muito incerto.

Mas enfim, chega de falar de 2020. O que estava rolando nos natais de antigamente? Imbuído do melhor espírito natalino retrogamer, resolvi pesquisar o que a cena gamer reservava para o público lá nos idos de antigamente.

A nossa viagem no tempo começa em dezembro de 1981 e … bem, pra ser sincero, não tinha muita coisa excitante acontecendo em termos de videogames naquela época. Boa parte dos melhores games do Atari 2600 (o console dominante da época) ainda não haviam sido lançados e os computadores domésticos ainda estavam em um processo gradativo de popularização. No Apple II, o jogo no topo das paradas era Castle Wolfenstein, o “avô” espiritual da franquia iniciada com o clássico Wolfenstein 3D de 1992.

O clássico micro britânico ZX Spectrum ainda não havia sido introduzido no mercado, mas o seu antecessor ZX 81 despontava nas paradas com QS Defender, QS Asteroids, Star Trek, The Damsel and the Beast e Volcanic Dungeon.

Nos cinemas, o hoje lendário Mad Max 2 marcava a sua estreia mundial. Nas paradas musicais, a Human League emplacava Don’t You Want Me.

Seguimos para 1982 e, aqui, a coisa fica mais interessante. Para começo de conversa, em dezembro de 1982 tivemos o lançamento do clássico River Raid, indiscutivelmente um dos melhores games do Atari 2600 em todos os tempos. A gente já analisou River Raid a fundo aqui no Cemetery Games, confira: https://cemeterygames.com/2009/04/09/river-raid-atari-2600-1982/

Dezembro de 1982 também contou com o lançamento nos arcades da primeira continuação do clássico Donkey Kong: Donkey Kong Jr. Se no game original o jogador enfrentava Donkey Kong, dessa vez o personagem principal era o filho do DK, buscando resgatar seu pai das garras do vilão que o capturou … Mario! É, AQUELE Mario que você está pensando mesmo. Até hoje, Donkey Kong Jr tem a distinção de ser o primeiro e único jogo do planeta no qual Mario é o vilão.

Em dezembro de 1982, o ZX Spectrum já estava no mercado – mas ainda estava longe de ser agraciado com os grandes games que todos nós amamos e lembramos com saudades. No top das paradas do ZX Spectrum, estavam alguns dos games das primeiras fornadas da plataforma, como Escape, Mazeman, Spectral Invaders, Meteor Storm e Niteflight. Nada de memorável. Mazeman, que era essencialmente um clone genérico do clássico Pac-Man, também era o game mais vendido do ZX 81. No computador VIC-20 o jogo que estava em primeiro lugar em vendas era o adventure texto Adventureland.

Bom, era isso. Não aconteceu mais nada de importante no mundo dos games em dezembro de 1982 e …

Ok, isso não é verdade.

Tem mais uma “coisinha” que aconteceu. Eu não queria entrar no assunto porque até hoje se trata de um dos maiores traumas da indústria dos videogames em todos os tempos, mas precisamos ter a coragem de lidar com o elefante na sala. No caso, um elefante que veio de outro planeta.

O Natal de 1982 é marcado pelo lançamento do lendário, notório e infame E.T – The Extra-Terrestrial para o Atari 2600.

Programado às pressas (com a imposição absurda de um prazo insano de apenas cinco semanas) por Howard Scott Warshaw (que também foi o responsável por Yar’s Revenge e Raiders of the Lost Ark, ambos do Atari 2600), o jogo foi um fracasso monumental odiado pelo público e pela crítica. Considerado por muito tempo como sendo simplesmente o pior game de todos os tempos, até hoje E.T é considerado como um dos fatores que levou o mercado ao histórico “crash” de 1983 – um evento que quase sepultou a indústria de videogames para todo o sempre.

O jogo era mesmo assim tão ruim? Depende. O conceito do jogo era interessante, os gráficos bem trabalhados e a tela de abertura era uma das melhores já vistas no Atari 2600 (talvez A melhor). O problema é que o jogo, feito à pressas, foi lançado no mercado de forma prematura, com sérios problemas de jogabilidade e polimento. Como o caso de Cyberpunk 2077 bem ilustra, esta continua sendo uma lição que ainda não foi devidamente aprendida pela indústria, mesmo depois de quase quarenta anos! Com alguns meses a mais de revisão, acabamento e “debugs”, o E.T do Atari poderia ter sido um grande game. Infelizmente, não foi o que aconteceu e o produto lançado nas lojas era aborrecido, frustrante e irritante – sobretudo para um jogo voltado principalmente para o público infantil.

Comercialmente, por conta do apelo do sucesso do filme, o jogo vendeu muito bem. Com 1,5 milhão de cópias vendidas, ele se tornou o quinto jogo de Atari 2600 mais vendido da história. Soa impressionante, não? O problema é que a Atari (imaginando que o jogo quebraria todos os recordes) produziu uma quantidade absurda e excessiva de cartuchos e inundou o mercado com eles. Com a terrível recepção da crítica e do público, a Atari ficou com 3 milhões de cartuchos encalhados nas mãos – e isso depois de ter gasto uma fortuna pelos direitos de uso do nome e imagem do filme e de seus personagens.

O lançamento de Cyberpunk 2077 pode ter sido um fiasco histórico, mas realmente nada pode se comparar ao desastre mítico do E.T do Atari, que permanece sendo o desastre do Titanic do mundo dos videogames.

Seria isso por enquanto, meus queridos amigos retrogamers. O Espírito do Natal Passado vai descansar um pouco, mas a nossa viagem no tempo continuará nos próximos dias, quando iremos ver o que rolou nos natais de 1997 e 1998. Não percam!

13 RETROGAMES PARA CURTIR O HALLOWEEN

Chegamos a mais um Halloween! Para celebrar a data mais assustadora (e divertida!) do calendário, o Cemetery Games apresenta uma lista com 13 ótimas sugestões de games antigos de horror para curtir o 31 de outubro! A lista não está em nenhuma ordem específica. Confira … se tiver coragem! Feliz RETROWEEN!

1 – ATIC ATTACK (1983 – ZX SPECTRUM)

O mais clássico game de horror do aclamado microcomputador britânico ZX Spectrum? Acredito que sim. De qualquer forma, é o meu favorito. Este clássico da Ultimate foi detalhadamente analisado aqui no Cemetery Games no Halloween de 2010 (confira no link abaixo). De uma década para cá, rolou uma novidade: os fãs deste antigo sucesso horrorífico ganharam mais uma forma de experimentá-lo em equipamentos modernos. Isso porque, em 2015, Atic Attack foi incluído na coletânea Rare Replay, lançada para o Xbox One.

https://cemeterygames.com/2010/10/29/atic-atac-zx-spectrum-1983/

2 – HALLOWEEN (1983 – ATARI 2600)

O melhor game de horror do venerável Atari 2600? É discutível, já que o pai de todos os consoles modernos recebeu alguns outros jogos do gênero que eram bastante interessantes, como o lendário Haunted House (1981) e o ótimo Frankenstein’s Monster, também de 1983. Porém, não há dúvida de que Halloween é o mais efetivamente assustador. Seja pela excelente versão do tema do filme (uma das melhores trilhas do Atari em todos os tempos?), seja pelas abóboras sinistras na tela ou seja pelas aparições súbitas do serial killer Michael Myers. E, é claro, não podemos esquecer da mocinha decapitada correndo sem cabeça pela casa, na cena que com certeza é a mais splatter e gore que os videogames domésticos já haviam testemunhado até então. A mecânica do jogo é limitada e rapidamente enjoativa, mas a experiência de horror videogâmico em 8-bits era – e continua sendo – inesquecível!

https://cemeterygames.com/2010/10/27/maratona-atari-especial-halloween-games-de-terror/

3 – GHOSTBUSTERS (1984 – MSX e MASTER SYSTEM/ 1989 – MEGA DRIVE)

Este clássico dos anos 1980 foi lançado para quase tudo que era máquina de rodar jogo da época. Minhas versões favoritas e recomendadas são a do MSX (por uma questão de nostalgia e memória afetiva, já que foi a versão que eu joguei na infância e pré-adolescência) e a versão do Master System (que, seguramente, é tecnicamente a melhor e mais bem acabada de todas). Apesar de eu amar esse jogo há quase 30 anos, eu sei que muita gente acha ele devagar, amarrado, aborrecido e carente de ação. Se for o seu caso, não tem problema: opte pelo excelente Ghostbusters (1989) do Mega Drive, que também é ótimo mas é um jogo completamente diferente, focado em ação/plataforma. Pessoalmente, eu fico com os dois. E, se você quiser encarnar os Caça-Fantasmas em um game mais moderno, lembre-se que Ghostbusters – The Videogame (2009) é excelente. Ele saiu para o Playstation 3 (também para Xbox 360 e PC), mas ganhou uma versão remaster recentemente para o Playstation 4, Xbox One e PC. Who you gonna call?

https://cemeterygames.com/2010/04/05/ghostbusters-1984-atarinesmaster-systemmsx/

https://cemeterygames.com/2009/05/02/ghostbusters-mega-drive-1989/

4 – CASTLEVANIA (1987 – NES) / SUPER CASTLEVANIA IV (1991 – SUPER NES)

Ok, esse aqui é batido! Mas é batido porque é um clássico absoluto. A gente detonou o jogo do começo ao fim aqui no Cemetery Games em 2015. Se você preferir enfrentar o Drácula em 16-bits, pode trocar o Castlevania original do NES pelo espetacular Super Castlevania IV (1991) do Super Nes – até porque, em termos de história e narrativa, o jogo do Super Nes é essencialmente um “remake” do original do NES de 1987. Embora Super Castlevania IV seja o meu Castlevania favorito de todos os tempos, eu fico com todos!

https://cemeterygames.com/2015/03/04/castlevania-1987-nes-detonado-do-comeco-ao-fim-em-video/

https://cemeterygames.com/2009/11/02/super-castlevania-iv-1991-super-nes/

5 – PHANTOMAS 2 (1986 – ZX SPECTRUM e MSX)

Entre 1983 e 1992, a Europa testemunhou a “Era de Ouro do Software Espanhol”. Neste período, a Espanha se converteu (perdendo apenas para o Reino Unido) em um dos maiores polos de desenvolvimento de software (sobretudo games!) no continente. A cena contava com muitas desenvolvedoras que marcaram época, como Topo Soft e Opera Soft. No entanto, a rainha suprema da era dourada do software espanhol era a DINAMIC – que desenvolveu este interessante game de horror. Em Phantomas 2, um protagonista com visual de ladrão tem a missão de entrar no castelo do Conde Drácula e dar fim no vampirão. Com ótimo visual e atmosfera, o jogo conta com aqueles elementos tradicionais de games oitentistas da Dinamic, como uma enorme quantidade de salas e uma dificuldade de arrancar os cabelos. Não fica claro se o protagonista Phantomas tem ou não algo a ver com o famoso personagem literário francês de mesmo nome. Durante o jogo em si, o personagem é meio parecido com o antigo ladrão francês. Na tela de abertura, por outro lado, o protagonista mais parece o Sir Daniel Fortesque do game Medievil (do Playstation 1). Phantomas 2 ainda não foi devidamente resenhado aqui no Cemetery Games com profundidade, mas está na nossa lista!

6 – FRIDAY THE 13th (1989, NES)

Muita gente detona esse jogo até hoje. “Ah, porque foi lançado pela LJN e a LJN só fazia jogo ruim” (um mito popularizado pelo famoso Angry Videogame Nerd). “Ah, porque é chato“. “Ah, não dá pra entender o que tem que fazer“. Bobagem. Dedique um pouco de tempo para entender a mecânica do jogo e você vai chegar à conclusão de que este é um dos games de horror mais atmosféricos, tensos e assustadores da geração 8-bits. Em 2015, a gente liquidou o Jason, terminou o game e registrou tudo em detalhes para quem quiser repetir a façanha em casa. Confira no link:

https://cemeterygames.com/2015/02/13/friday-the-13th-nes-1989-como-matar-jason-e-terminar-o-game/

7 – THE MUNSTERS (1989, ZX SPECTRUM e MSX)

Baseado na série de TV homônima dos anos 1960, esse game causava comoção nos proprietários de microcomputadores do final do anos 80 (e começo dos 90s) por conta de sua belíssima tela de abertura e da trilha sonora maravilhosa, que reproduzia com grande qualidade o tema da antiga série televisiva. O jogo está longe de ser perfeito: a jogabilidade é um pouco limitada e a curta duração do game é “compensada” com uma dose cavalar (e, frequentemente, frustrante) de dificuldade. Ainda assim, a ótima apresentação visual e sonora faz com que esta seja uma experiência retrogamer absolutamente recomendável – especialmente para fãs de horror ou, mais especificamente, de Herman Monstro e sua mórbida família. Ainda não foi destrinchado a fundo aqui no Cemetery Games, mas esperar não custa nada!

8 – THE ADDAMS FAMILY (1991, GAME BOY)

Já que falamos da Família Monstro, não podemos deixar de falar também da Família Addams! O debate sobre quem veio primeiro é antigo. Tecnicamente, a série de TV The Munsters precedeu a série The Addams Family, mas os Addams surgiram primeiro nos quadrinhos. Tanto faz: eu gosto de ambas! A Família Addams teve a sua popularidade ressuscitada no começo dos anos 90 por conta do excelente filme dirigido por Barry Sonnenfeld e estrelado por Anjelica Huston e pelo saudoso Raul Julia. Games baseados no filme de 1991 foram lançados para os mais diferentes consoles, portáteis e microcomputadores da época. A minha versão favorita, sem pensar duas vezes, é este excelente The Addams Family do Game Boy clássico. A gente destrinchou o jogo do começo ao fim, em 2010, aqui no Cemetery Games. Confere lá!

https://cemeterygames.com/2010/02/07/the-addams-family-1991-game-boy/

9 – MEDIEVIL (1998, Playstation 1)

Com uma vibe que parece diretamente saída de “O Estranho Mundo de Jack” (The Nightmare Before Christmas) de Tim Burton, esse é um dos jogos mais “com cara de Halloween” de todos os tempos. Na pele (ou melhor, nos ossos) do ressuscitado cavaleiro Sir Daniel Fortesque, você terá que enfrentar o maligno mago Zarok e sua legião de monstros e mortos-vivos. A jogabilidade deixa a desejar em alguns momentos e os gráficos não envelheceram tão bem assim, mas a atmosfera e o humor do jogo permanecem divertidíssimos. Se você não quiser encarar o original, há boas opções. Primeiro, o excelente remake estilizado Medievil: Resurrection, lançado para o portátil PSP em 2005. Quem estiver em busca de uma releitura ainda mais recente pode optar pelo remake homônimo lançado em 2019 para o Playstation 4.

https://cemeterygames.com/2011/10/31/especial-de-halloween-medievil-1998-playstation/

10 – SPLATTERHOUSE (1988, PC ENGINE)

Um dos games mais visceralmente violentos de sua época, Splatterhouse aterrorizou nos arcades antes de chegar no PC-Engine (ou TurboGrafx-16). O herói do jogo, Rick, mais parece o Jason com a sua habitual máscara de hóquei … e ninguém está reclamando, porque o visual do protagonista é muito legal! As duas continuações seguintes foram lançadas exclusivamente para o Mega Drive e também são altamente recomendáveis. Por que essa maravilhosa trilogia de horror ainda não foi devidamente dissecada no Cemetery Games? Não sabemos explicar. Nos aguardem. Em tempo: evite o frustrante e dispensável “reboot” de 2010, lançado para Playstation 3 e Xbox 360.

11 – MASTER OF DARKNESS (1992, MASTER SYSTEM)

Quem não tem Castlevania, joga Master of Darkness. Como o console de 8-bits da Sega não podia receber adaptações do clássico da Konami em razão de contratos de exclusividade com a Nintendo, a Sega resolveu criar o seu próprio clone de Castlevania. O resultado é ótimo e, seguramente, o melhor game de horror da biblioteca de jogos do Master System. Está na lista para ser devidamente resenhado, do começo ao fim, aqui no Cemetery Games.

12 – DEMON’S CREST (1994, SUPER NES)

Ghosts ‘n Goblins é uma série tão bem sucedida que gerou até spin-of! Lembra do Firebrand, aquele demônio vermelho que azucrinava a vida do herói no clássico da Capcom. Pois é, o diabão virou protagonista de dois jogos lançados para o Game Boy original: Gargoyle’s Quest (1990) e Gargoyle’s Quest II (1992). Ambos são interessante, mas o ápice desta série spin-of de Ghosts ‘n Goblins é o terceiro game protagonizado por Firebrand: o maravilhoso Demon’s Crest, lançado em 1994 para o Super Nes. Com um visual fantástico, trilha sonora arrebatadora e um nível de dificuldade infernal de arrancar os cabelos, Demon’s Crest não faz feio na comparação com clássicos como Ghouls ‘n Ghosts ou Super Ghouls ‘n Ghosts. É imperdível, desde que você esteja preparado para sofrer, e muito, nas garras das fases insanamente difíceis desta jóia de horror videogâmico.

13 – GHOSTS ‘N GOBLINS (1985 – ARCADE, NES e GAME BOY COLOR)

Já que falamos nele, não dá pra deixar este clássico absoluto de fora desta lista. Não tem como pensar na história dos videogames de horror sem pensar em Ghosts ‘n Goblins. A imagem do cavaleiro Artur correndo de cuecas por um cemitério enquanto hordas de mortos-vivos levantam de suas sepulturas é icônica. Embora tenha recebido diversas conversões para plataformas domésticas da época, a versão mais “canônica” e popular sem dúvida é a do Nintendo 8-bits (NES), apesar da inegável perda de qualidade audiovisual na comparação com o original dos arcades. Ainda assim, a versão do NES é suficientemente fiel ao original e é um clássico por seus próprios méritos. Em 1999, o jogo ganhou uma adaptação para o Game Boy Color que se trata basicamente da versão do NES com pequenas alterações (como a inclusão de um sistema de passwords). Se você quiser conferir o original do arcade, é possível encontrá-lo como parte da coletânea Capcom Arcade Cabinet, lançada em 2013 para o Playstation 3 e para o Xbox 360.