BREVES NOTAS RETROGAMERS

Ok, eu sei que games de quatro ou cinco anos atrás são recentes demais para serem tecnicamente considerados como objeto de retrogaming, mas eu realmente não poderia deixar de compartilhar essa boa notícia com vocês: as Lojas Americanas estão vendendo alguns ÓTIMOS games de Playstation 2, ORIGINAIS, pelo inacreditável preço de R$ 19,90 cada!

Os destaques absolutos dessa promoção são SYPHON FILTER – DARK MIRROR (um dos melhores games do PSP, em versão para Play2), de 2006, o megaclássico GOD OF WAR (2005) e a maravilhosa continuação GOD OF WAR II (2007). Esse último, além de ser um jogo excelente, ainda vem numa inacreditável edição especial com dois DVDs, sendo que o segundo disco contém um monte de material bônus legal (making of, fases deletadas, música do jogo, etc). Imperdível! Não preciso nem dizer que já comprei o meu, né?

O Syphon Filter eu já comprei também. Infelizmente, na loja em que fui não tinha mais o primeiro God of War, mas vou sair à caça dele!

O melhor de tudo é que, incentivado pela compra, fui jogar de novo o God of War II e consegui passar de uma parte na qual eu estava trancado desde outubro do ano passado. Acabo de jogar mais de duas horas sem parar e acho que agora vou conseguir chegar ao fim desse jogão em breve!

A outra notícia já não é tão nova, mas eu não poderia deixar de comentar: o ótimo site Good Old Games finalmente colocou em catálogo o Ultima Underworld (1992), um game que eu adorava nos anos 90 e que é um dos melhores jogos do estilo dungeon crawler em primeira pessoa que eu já vi. O game está sendo vendido por apenas US$ 5,99 e ainda vem acompanhado da continuação Ultima Underworld II – Labyrinth of Worlds (a qual eu nunca dei muita bola e que, até onde sei, não é tão legal quanto o primeiro).

Ainda não comprei o meu por pura falta de tempo para jogar, mas já está na minha lista! Torci muito para que esse game aparecesse no GOG. Agora, como sonhar não custa nada, vou ficar torcendo para que dia apareça por lá o DUNGEON HACK (1993), de longe o game do estilo que eu mais joguei nos anos 90.

Também não dá pra esquecer que o mesmo GOG colocou à venda outra pérola que era muito elogiada nos anos 90: CRUSADER – NO REMORSE. É mais um que está na minha lista!

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X-MEN (1992, Arcades)

Vendo o novo filme X-Men – First Class no cinema essa semana, me lembrei de um game antigo dos personagens que pouca gente por aqui conhece. Trata-se de um ótimo beat’em up lançado em 1992 pela Konami, e que na época não ganhou adaptações para consoles domésticos.


É um game que eu vim a conhecer recentemente, graças aos bons e velhos emuladores. Não me recordo de ter visto esse arcade na adolescência por aqui, e vejo que pouca gente lembra dele, embora aparentemente ele tenha sido um game popular nos EUA.


O jogo é repetitivo pra caramba, e adota a fórmula caminhar-e-bater da forma mais limitada possível. Não rola muita variedade de golpes, nem uma grande variedade de inimigos. É porrada na sua forma mais simples, mas satisfaz.

Os gráficos deste X-Men da Konami são bem legais e a jogabilidade é muito boa, (apesar de repetitiva), como é de praxe nos games da empresa. O jogador pode escolher entre seis diferentes personagens: Cyclops, Colossus, Wolverine, Storm, Nightcrawler ou Dazzler. O objetivo, como não poderia deixar de ser, é frustrar mais um plano maligno do vilão Magneto, que só para variar resolveu varrer a raça humana do mapa.


Apesar de ser um sólido beat’em up para jogar sozinho, o grande barato do game, é claro, está no modo multiplayer. As máquinas originais do arcade eram diferentes entre si, sendo que algumas aceitavam quatro jogadores simultâneos e outras apenas dois. No entanto, haviam algumas máquinas – mais raras – que aceitavam até SEIS jogadores, sendo que estas tinham duas telas contíguas! Legal, não?


É verdade que o game, na época, nunca foi adaptado para nenhum sistema doméstico. Mas, recentemente, pelo jeito a Konami resolveu “tirar o atraso”. Em 2010, o game ganhou uma versão com resolução HD para Playstation 3 e Xbox 360 (disponível para compra online nas respectivas redes de cada console). E, no começo deste mês (provavelmente em virtude do lançamento do novo filme dos X-Men), a Konami também lançou o game na loja virtual da Apple, para ser jogado no Ipad, no Iphone ou no Ipod Touch. Ou seja: agora não faltam opções para conhecer essa interessante antiguidade. Claro que o jogo também roda numa boa no M.A.M.E, o que vem a calhar para quem não é usuário de nenhuma das supracitadas tralhas do Sr. Steve Jobs, e nem é usuário das redes online dos consoles da Sony ou da Microsoft.


O X-Men da Konami não é o melhor game dos heróis já feito (ainda acho, por exemplo, que Mutant Apocalypse do Super Nes é muito mais legal), mas está acima da média dos games estrelados pelos personagens ao longo das décadas e qualquer retrogamer que goste de beat’em ups vai aprovar o jogo sem pensar duas vezes. Reúna um amigo para ajudá-lo a arrebentar os inimigos e arranque os dentes do Magneto a porrada!

ROAD FIGHTER (1985, MSX e NES)

Nos anos em que fui o feliz proprietário de um microcomputador MSX (ou seja, entre 1992 e 1995), um dos meus games de corrida favoritos era um jogo já meio velhinho e bastante simples da Konami: Road Fighter.


Lançado nos arcades em 1984 (um ano antes das conversões domésticas para MSX e para o Nintendo 8-bits), Road Fighter tem a distinção de ter sido o primeiro game de corrida desenvolvido pela Konami. E, dessa vez, os MSXzeiros levaram a melhor: a versão de Road Fighter do MSX é claramente superior à adaptação do NES, com gráficos melhor definidos, mais coloridos e melhores efeitos sonoros. Para piorar, na época a versão do NES só foi lançada no Japão, sendo que uma versão ocidental só veio a sair na Europa em 1992(!), quando o joguinho já estava bastante ultrapassado e quando o próprio NES já caminhava para a aposentadoria.


Road Fighter é uma espécie de Out Run com visão aérea. O objetivo é pisar fundo no acelerador e correr pelas fases com a maior rapidez possível, evitando colisões com os veículos adversários. O tanque de combustível, nesse jogo, funciona como um contador de tempo, e é preciso chegar ao final de cada fase antes que o combustível do seu carro termine. As fases são bem variadas, com cenários legais e boa ambientação, quase como uma antecipação da fórmula que Out Run viria mostrar ao mundo dois anos mais tarde.


Os veículos adversários variam em grau de periculosidade. O mais desgraçado de todos os adversários é o afrescalhado carro cor-de-rosa (vermelho, no NES), que simplesmente SE ATIRA para cima do seu carro quando você se aproxima dele. Assanhado, não? Os carros azuis e verdes são mais tranquilos, mas ainda assim frequentemente atrapalham a vida do jogador, causando acidentes e deixando o combustível cada vez mais perto de acabar antes do final da fase.


Falando em “frescuras”, parece que os responsáveis pelam versão MSX de Road Fighter realmente eram uns rapazes bem … “alegres”. Veja só: no game original, os itens de bônus que o jogador coletava pelo caminho eram representados por carros multicoloridos. Já no MSX, esses itens foram substituídos por … corações cor-de-rosa! Nóóófa, mas que excesso de fofura, não acham?


Road Fighter foi relançado (em sua versão original dos arcades) em 1999 como parte da coletânea Konami Arcade Classics, do Playstation. Posteriormente, o jogo também integrou, em 2007, a coletânea Konami Classics Series: Arcade Hits, lançada para o Nintendo DS. O jogo também integra o serviço online Game Room, da Microsoft (disponível para Xbox 360 e PCs com Windows). Apesar disso, até onde eu tenho conhecimento, infelizmente jamais houve um relançamento da ótima versão MSX (que eu acho até mais legal do que o game do arcade). Ainda bem que os emuladores estão aí para garantir nossa alegria e compensar a desídia das empresas do setor.

Uma curiosidade: 11 anos depois do lançamento de Road Fighter nos arcades, o game ganhou uma continuação chamada Midnight Run (que, no Japão, foi lançada com o subtítulo “Road Fighter 2“). O jogo saiu para arcades e foi convertido para o Playstation em 1997. Apesar disso, na prática o game não se parece em nada com Road Fighter, já que a visão aérea bidimensional é substituída pelos gráficos 3D em terceira pessoa, no melhor estilo Gran Turismo. Uma segunda continuação, chamada Winding Heat, foi lançada nos arcades em 1996, e é basicamente uma versão aperfeiçoada de Midnight Run.


Finalizando, Road Fighter é um game bastante simples, típico dos primeiros anos da terceira geração de consoles, época na qual a mecânica dos games e os gráficos não haviam chegado nem perto de esgotar o grande potencial que os videogames/microcomputadores de 3ª geração ainda viriam a exibir. Apesar da simplicidade, é um joguinho rápido, sem enrolações e bastante divertido, que deixou saudades entre os jogadores das antigas, especialmente entre os fãs do MSX.

(Versão NES)