TEENAGE MUTANT HERO TURTLES (ZX Spectrum/MSX, 1990)

Neste ano de 2020, o primeiro filme das Tartarugas Ninja comemora impressionantes 30 anos! Parece inacreditável. Ainda lembro de, em algum ponto de 1991, ter alugado ele em VHS numa locadora para assistir em casa. Eu tinha entre nove e dez anos e adorei o filme.

Embora as Tartarugas Ninja tenham feito o seu debut nos EUA em 1984, em histórias em quadrinhos, foi no começo dos anos 1990 que os personagens atingiram o ápice de sua popularidade. Entre 1989 e 1992, foram dois filmes nos cinemas, muitos brinquedos e action figures, uma série animada (que estreou em 1987 mas que atingiu o pico do sucesso alguns anos depois) e quatro games de muito sucesso, que fizeram muito barulho na época e que se tornaram lendários.

O primeiro destes jogos foi lançado pela Konami em 1989 para arcades. Considerado até hoje com um dos games de estilo beat’em up mais amados de todos os tempos, ele foi adaptado com maestria para o Nintendo 8-bits (NES) dois anos depois, em 1991, com o título Teenage Mutant Ninja Turtles II: The Arcade Game. Conversões menos satisfatórias também foram lançadas para vários computadores domésticos da época, como Commodore 64, ZX Spectrum, PC e Amiga.

Hey, mas espera um pouco. O primeiro jogo das Tartarugas Ninja chegou às plataformas domésticas com o nome “Teenage Mutant Ninja Turtles II“? É isso mesmo. O negócio é o seguinte: enquanto que, nos arcades, o primeiro jogo das tartarugas foi o hoje cultuado beat’em up de 1989, nas plataformas domésticas a franquia debutou com um jogo totalmente diferente, embora igualmente desenvolvido pela Konami. Para confundir ainda mais as coisas, ele recebeu o mesmíssimo título do jogo do arcade: Teenage Mutant Ninja Turtles.

A plataforma de estreia deste primeiro TMNT para máquinas domésticas foi o NES, que à época era (de longe) o videogame mais popular que existia no mercado. Ao contrário do título do arcade, que era um jogo de dar porrada sem parar, o game do NES era mais elaborado conceitualmente, porém (bem) menos impressionante sob o aspecto visual e sonoro.

O jogo era um “mix” de aventura com ação, com o jogador navegando por mapas de missão com visão aérea e a partir dali indo a locais que levavam a níveis de ação com progressão lateral. Não era um jogo tão intuitivo e imediatamente agradável como o clássico dos arcades.

Como resultado disso, até hoje os saudosistas do NES e retrogamers contemporâneos se dividem bastante quando relembram do TMNT do NES. Alguns acham que o jogo tinha o mérito de ter uma mecânica diferente e menos repetitiva, enquanto outros acham que as Tartarugas Ninja só mostraram todo o seu verdadeiro potencial no NES em 1991, quando o jogo do arcade foi (maravilhosamente bem) adaptado para o console.

Em 1990, o jogo do NES foi adaptado para diversos computadores, incluindo Commodore 64, Amiga, Atari ST e ZX Spectrum. E é aqui que a coisa fica interessante.

Embora, tecnicamente, a versão para o ZX Spectrum seja mais simples em termos de gráficos e sons do que o original do NES, na prática o resultado final foi um jogo mais fácil (ou “menos difícil”), menos frustrante e mais divertido do que o original. No fim das contas, a versão do ZX Spectrum era um grande jogo para os padrões da plataforma. A popular revista britânica Your Sinclair, que era especializada no Spectrum, deu nota 90 para o game. Veja o que o pessoal da revista falou sobre a comparação com o jogo do NES (edição nº 61, de janeiro de 1991):

Então, qual é o veredito? Bem, para mim, Turtles tem sido uma surpresa muito agradável. Rumores circularam pela indústria por muito tempo, dando conta de que o jogo era realmente ruim – aparentemente, as versões do Nintendo americano e do Amiga são absolutamente terríveis ou coisa que o valha, e este jogo é baseado naquelas versões – mas não: a Probe modificou bastante a coisa, e o produto final do Spectrum possui apenas uma pequena semelhança com aqueles títulos. De fato, é realmente muito legal. Não espere o jogo mais aprofundado de todos os tempos – mas, para o que pretende ser, é mais ou menos perfeito. Eu achei uma diversão excelente.

A revista britânica Crash (que era a principal referência da época quando o assunto eram jogos do ZX Spectrum) resenhou TMHT em sua edição nº 84, de janeiro de 1991, e deu nota 80 para o jogo. Veja o que o pessoal da revista escreveu:

O jogo pode ser muito frustrante. Você leva muito dano e acaba sendo morto de novo nos mesmos lugares até arrancar os cabelos. Mesmo assim, depois de se acalmar, você definitivamente voltará para mais uma dose porque a jogabilidade é tãããão viciante. Teenage Mutant Hero Turtles é a melhor diversão que eu tive em muito tempo. No entanto, depois de apenas alguns dias eu completei o jogo, então algumas missões a mais não teriam sido uma má ideia. De qualquer forma, Turtles ainda assim é altamente recomendado“.

A esta altura, você deve estar estranhando o fato de eu estar falando tanto sobre a versão de TMHT do ZX Spectrum, já que o título deste review sugere que o objeto da nossa análise seria também o TMHT do microcomputador MSX. A explicação é muito simples: a versão de TMHT do MSX é essencialmente uma conversão direta do ZX Spectrum, idêntica de ponta a ponta e essencialmente indistinguível do jogo do clássico micro britânico.

Ok, ok, admito: eu posso ter exagerado. De fato, há uma “pequena” diferença da versão MSX em relação ao TMNT do Spectrum. Como ocorria com 99% das conversões de games de Spectrum para MSX, a versão deste último é mais lenta do que a do Spectrum. Bem mais lenta seria o termo correto. Enquanto o jogo do Spectrum é rápido e ágil, a ação no MSX parece se desenrolar na metade da velocidade. Não é nada terrível ao ponto de inviabilizar a diversão e não incomoda tanto depois que você joga um pouco e se acostuma com a animação mais lenta. Mas, se você vê vídeos das duas versões rodando ao mesmo tempo, dá pra levar um susto com a diferença de velocidade. O irônico disso tudo é que, tecnicamente, o MSX (mesmo em seu modelo 1.0, mais básico) era sensivelmente superior em termos de hardware em relação ao ZX Spectrum. No entanto, por falta de otimização, as conversões diretas geralmente falhavam em utilizar adequadamente todo o potencial do MSX e o resultado eram jogos idênticos em visual e sons, mas sem a mesma animação rápida (vide exemplos de Robocop, Indiana Jones and the Last Crusade, etc).

Em termos de experiências pessoais, embora eu tenha jogado vários games de ZX Spectrum entre o fim dos anos 1980 e começo dos 1990 (meu tio, na época, comprou um TK-95 da Microdigital, um dos clones brasileiros do micro britânico), infelizmente não cheguei a ter contato com o TMHT do Spectrum. Só fui conhecer o jogo, já na versão MSX, em algum ponto entre o final de 1992 e o começo de 1993. Nessa época, depois de cinco anos tendo um Atari, ganhei um micro Expert da Gradiente (compatível com o padrão MSX) e é claro que eu estava louco para botar as mãos em qualquer coisa que tivesse algo a ver com as Tartarugas Ninja!

Na época, eu gostei muito do jogo. Claro, não era tão fantástico e frenético como o maravilhoso TMNT II – The Arcade Game do NES (que, em termos de Tartarugas Ninja, era basicamente o meu “sonho de consumo” na época). Ainda assim, era um game interessante. Os gráficos eram bacanas, tinha o Destruidor, tinha a April, tinha o Splinter, tinha o Bebop (embora irreconhecível, ilustrado por um sprite horroroso e disforme), tinha as Turtles nadando numa represa para desativar bombas submersas, tinha o “furgão” das tartarugas e por aí vai. Vale lembrar que o jogo (apesar de lançado no mesmo ano do primeiro filme das tartarugas) é uma adaptação do jogo lançado para o NES no ano anterior – sendo, portanto, baseado no desenho animado das Turtles e não no filme.

Uma vantagem que posso atestar sobre esta versão MSX/Spectrum, em relação ao TMNT do NES, é que o jogo era muito menos difícil e muito menos frustrante/irritante. No início, o jogo parecia bem inclemente. Mas, com um pouco de treino, era possível dominar a jogabilidade e chegar ao fim do game de forma razoavelmente tranquila. Uma coisa que me ajudou muito, na época, foi o mapa completo do jogo, publicado na edição nº 23 da saudosa revista nacional CPU MSX.

Numa matéria de quatro páginas, a revista apresentava um detonado completo, passo a passo, do jogo. Eu tinha essa revista na época e esse “detonado” foi o meu roteiro para entender melhor o game e chegar até o final. Depois que “virei” o jogo pela primeira vez, posteriormente repeti a proeza várias vezes. Embora com menos conteúdo do que o TMNT do NES, o TMHT do MSX/Spectrum era realmente menos inclemente, irritante e frustrante – e, justamente por isso, mais viciante e divertido.

Uma curiosidade: você deve ter notado que, na versão MSX/Spectrum, o título Teenage Mutant NINJA Turtles mudou, sem maiores explicações, para Teenage Mutant HERO Turtles. O que foi isso? Alguém cometeu algum erro de digitação? A explicação é simples. Isso não aconteceu apenas com esse jogo, mas sim com todos os produtos da franquia lançados nos mercados europeus naquela época. A maior parte das legislações europeias, visando proteger as crianças de produtos de entretenimento carregados de violência excessiva, proibia o uso de expressões como “ninja” (ou qualquer coisa que tivesse relação com violência ou assassinato) em brinquedos em geral. As mesmas restrições não existiam no mercado americano. É por isso que, nos EUA, o nome da franquia ostentava o título NINJA enquanto que, na Europa, as tartarugas (pelo menos no título) passaram a exibir HEROES no nome. Como as conversões do game para microcomputadores eram essencialmente voltadas para o público europeu, acabou prevalecendo a nomenclatura europeia no título. No entanto, o mesmo não aconteceu com a versão para o micro Commodore 64 (cujo maior mercado era os EUA). No C64, o nome do jogo permaneceu igual ao do NES: Teenage Mutant NINJA Turtles.

Ainda a título de curiosidade, na Espanha (que era um dos maiores mercados do MSX na Europa) o game foi lançado como TORTUGAS NINJA. O lançamento espanhol (oficial, diga-se de passagem) chama a atenção menos pela opção exótica de traduzir o nome do jogo e mais pelo fato de que a “censura” em torno da expressão “ninja” foi sumariamente ignorada (ainda que o software em si continuasse se apresentando como Teenage Mutant HERO Turtles). O jogo nesta versão vinha acompanhado de um manual muito legal, que incluía também os códigos antipirataria necessários para entrar no jogo. O manual encontra-se preservado em versão digital no Internet Archive, e você pode acessá-lo na íntegra no seguinte endereço: https://archive.org/details/TortugasNinjaES/mode/2up

Parece difícil de acreditar, mas lá se vão 30 anos desde o lançamento do filme original das Tartarugas Ninja (que, para mim, continua sendo o filme definitivo dos personagens). Também já se vão quase 30 anos do meu primeiro contato com o game do MSX, que me proporcionou muitas horas de diversão e que tem um lugar especial nas minhas memórias até hoje. Surrar o Destruidor e comer muita pizza são coisas que jamais deixarão de ser divertidas. Cowabunga!

13 RETROGAMES PARA CURTIR O HALLOWEEN

Chegamos a mais um Halloween! Para celebrar a data mais assustadora (e divertida!) do calendário, o Cemetery Games apresenta uma lista com 13 ótimas sugestões de games antigos de horror para curtir o 31 de outubro! A lista não está em nenhuma ordem específica. Confira … se tiver coragem! Feliz RETROWEEN!

1 – ATIC ATTACK (1983 – ZX SPECTRUM)

O mais clássico game de horror do aclamado microcomputador britânico ZX Spectrum? Acredito que sim. De qualquer forma, é o meu favorito. Este clássico da Ultimate foi detalhadamente analisado aqui no Cemetery Games no Halloween de 2010 (confira no link abaixo). De uma década para cá, rolou uma novidade: os fãs deste antigo sucesso horrorífico ganharam mais uma forma de experimentá-lo em equipamentos modernos. Isso porque, em 2015, Atic Attack foi incluído na coletânea Rare Replay, lançada para o Xbox One.

https://cemeterygames.com/2010/10/29/atic-atac-zx-spectrum-1983/

2 – HALLOWEEN (1983 – ATARI 2600)

O melhor game de horror do venerável Atari 2600? É discutível, já que o pai de todos os consoles modernos recebeu alguns outros jogos do gênero que eram bastante interessantes, como o lendário Haunted House (1981) e o ótimo Frankenstein’s Monster, também de 1983. Porém, não há dúvida de que Halloween é o mais efetivamente assustador. Seja pela excelente versão do tema do filme (uma das melhores trilhas do Atari em todos os tempos?), seja pelas abóboras sinistras na tela ou seja pelas aparições súbitas do serial killer Michael Myers. E, é claro, não podemos esquecer da mocinha decapitada correndo sem cabeça pela casa, na cena que com certeza é a mais splatter e gore que os videogames domésticos já haviam testemunhado até então. A mecânica do jogo é limitada e rapidamente enjoativa, mas a experiência de horror videogâmico em 8-bits era – e continua sendo – inesquecível!

https://cemeterygames.com/2010/10/27/maratona-atari-especial-halloween-games-de-terror/

3 – GHOSTBUSTERS (1984 – MSX e MASTER SYSTEM/ 1989 – MEGA DRIVE)

Este clássico dos anos 1980 foi lançado para quase tudo que era máquina de rodar jogo da época. Minhas versões favoritas e recomendadas são a do MSX (por uma questão de nostalgia e memória afetiva, já que foi a versão que eu joguei na infância e pré-adolescência) e a versão do Master System (que, seguramente, é tecnicamente a melhor e mais bem acabada de todas). Apesar de eu amar esse jogo há quase 30 anos, eu sei que muita gente acha ele devagar, amarrado, aborrecido e carente de ação. Se for o seu caso, não tem problema: opte pelo excelente Ghostbusters (1989) do Mega Drive, que também é ótimo mas é um jogo completamente diferente, focado em ação/plataforma. Pessoalmente, eu fico com os dois. E, se você quiser encarnar os Caça-Fantasmas em um game mais moderno, lembre-se que Ghostbusters – The Videogame (2009) é excelente. Ele saiu para o Playstation 3 (também para Xbox 360 e PC), mas ganhou uma versão remaster recentemente para o Playstation 4, Xbox One e PC. Who you gonna call?

https://cemeterygames.com/2010/04/05/ghostbusters-1984-atarinesmaster-systemmsx/

https://cemeterygames.com/2009/05/02/ghostbusters-mega-drive-1989/

4 – CASTLEVANIA (1987 – NES) / SUPER CASTLEVANIA IV (1991 – SUPER NES)

Ok, esse aqui é batido! Mas é batido porque é um clássico absoluto. A gente detonou o jogo do começo ao fim aqui no Cemetery Games em 2015. Se você preferir enfrentar o Drácula em 16-bits, pode trocar o Castlevania original do NES pelo espetacular Super Castlevania IV (1991) do Super Nes – até porque, em termos de história e narrativa, o jogo do Super Nes é essencialmente um “remake” do original do NES de 1987. Embora Super Castlevania IV seja o meu Castlevania favorito de todos os tempos, eu fico com todos!

https://cemeterygames.com/2015/03/04/castlevania-1987-nes-detonado-do-comeco-ao-fim-em-video/

https://cemeterygames.com/2009/11/02/super-castlevania-iv-1991-super-nes/

5 – PHANTOMAS 2 (1986 – ZX SPECTRUM e MSX)

Entre 1983 e 1992, a Europa testemunhou a “Era de Ouro do Software Espanhol”. Neste período, a Espanha se converteu (perdendo apenas para o Reino Unido) em um dos maiores polos de desenvolvimento de software (sobretudo games!) no continente. A cena contava com muitas desenvolvedoras que marcaram época, como Topo Soft e Opera Soft. No entanto, a rainha suprema da era dourada do software espanhol era a DINAMIC – que desenvolveu este interessante game de horror. Em Phantomas 2, um protagonista com visual de ladrão tem a missão de entrar no castelo do Conde Drácula e dar fim no vampirão. Com ótimo visual e atmosfera, o jogo conta com aqueles elementos tradicionais de games oitentistas da Dinamic, como uma enorme quantidade de salas e uma dificuldade de arrancar os cabelos. Não fica claro se o protagonista Phantomas tem ou não algo a ver com o famoso personagem literário francês de mesmo nome. Durante o jogo em si, o personagem é meio parecido com o antigo ladrão francês. Na tela de abertura, por outro lado, o protagonista mais parece o Sir Daniel Fortesque do game Medievil (do Playstation 1). Phantomas 2 ainda não foi devidamente resenhado aqui no Cemetery Games com profundidade, mas está na nossa lista!

6 – FRIDAY THE 13th (1989, NES)

Muita gente detona esse jogo até hoje. “Ah, porque foi lançado pela LJN e a LJN só fazia jogo ruim” (um mito popularizado pelo famoso Angry Videogame Nerd). “Ah, porque é chato“. “Ah, não dá pra entender o que tem que fazer“. Bobagem. Dedique um pouco de tempo para entender a mecânica do jogo e você vai chegar à conclusão de que este é um dos games de horror mais atmosféricos, tensos e assustadores da geração 8-bits. Em 2015, a gente liquidou o Jason, terminou o game e registrou tudo em detalhes para quem quiser repetir a façanha em casa. Confira no link:

https://cemeterygames.com/2015/02/13/friday-the-13th-nes-1989-como-matar-jason-e-terminar-o-game/

7 – THE MUNSTERS (1989, ZX SPECTRUM e MSX)

Baseado na série de TV homônima dos anos 1960, esse game causava comoção nos proprietários de microcomputadores do final do anos 80 (e começo dos 90s) por conta de sua belíssima tela de abertura e da trilha sonora maravilhosa, que reproduzia com grande qualidade o tema da antiga série televisiva. O jogo está longe de ser perfeito: a jogabilidade é um pouco limitada e a curta duração do game é “compensada” com uma dose cavalar (e, frequentemente, frustrante) de dificuldade. Ainda assim, a ótima apresentação visual e sonora faz com que esta seja uma experiência retrogamer absolutamente recomendável – especialmente para fãs de horror ou, mais especificamente, de Herman Monstro e sua mórbida família. Ainda não foi destrinchado a fundo aqui no Cemetery Games, mas esperar não custa nada!

8 – THE ADDAMS FAMILY (1991, GAME BOY)

Já que falamos da Família Monstro, não podemos deixar de falar também da Família Addams! O debate sobre quem veio primeiro é antigo. Tecnicamente, a série de TV The Munsters precedeu a série The Addams Family, mas os Addams surgiram primeiro nos quadrinhos. Tanto faz: eu gosto de ambas! A Família Addams teve a sua popularidade ressuscitada no começo dos anos 90 por conta do excelente filme dirigido por Barry Sonnenfeld e estrelado por Anjelica Huston e pelo saudoso Raul Julia. Games baseados no filme de 1991 foram lançados para os mais diferentes consoles, portáteis e microcomputadores da época. A minha versão favorita, sem pensar duas vezes, é este excelente The Addams Family do Game Boy clássico. A gente destrinchou o jogo do começo ao fim, em 2010, aqui no Cemetery Games. Confere lá!

https://cemeterygames.com/2010/02/07/the-addams-family-1991-game-boy/

9 – MEDIEVIL (1998, Playstation 1)

Com uma vibe que parece diretamente saída de “O Estranho Mundo de Jack” (The Nightmare Before Christmas) de Tim Burton, esse é um dos jogos mais “com cara de Halloween” de todos os tempos. Na pele (ou melhor, nos ossos) do ressuscitado cavaleiro Sir Daniel Fortesque, você terá que enfrentar o maligno mago Zarok e sua legião de monstros e mortos-vivos. A jogabilidade deixa a desejar em alguns momentos e os gráficos não envelheceram tão bem assim, mas a atmosfera e o humor do jogo permanecem divertidíssimos. Se você não quiser encarar o original, há boas opções. Primeiro, o excelente remake estilizado Medievil: Resurrection, lançado para o portátil PSP em 2005. Quem estiver em busca de uma releitura ainda mais recente pode optar pelo remake homônimo lançado em 2019 para o Playstation 4.

https://cemeterygames.com/2011/10/31/especial-de-halloween-medievil-1998-playstation/

10 – SPLATTERHOUSE (1988, PC ENGINE)

Um dos games mais visceralmente violentos de sua época, Splatterhouse aterrorizou nos arcades antes de chegar no PC-Engine (ou TurboGrafx-16). O herói do jogo, Rick, mais parece o Jason com a sua habitual máscara de hóquei … e ninguém está reclamando, porque o visual do protagonista é muito legal! As duas continuações seguintes foram lançadas exclusivamente para o Mega Drive e também são altamente recomendáveis. Por que essa maravilhosa trilogia de horror ainda não foi devidamente dissecada no Cemetery Games? Não sabemos explicar. Nos aguardem. Em tempo: evite o frustrante e dispensável “reboot” de 2010, lançado para Playstation 3 e Xbox 360.

11 – MASTER OF DARKNESS (1992, MASTER SYSTEM)

Quem não tem Castlevania, joga Master of Darkness. Como o console de 8-bits da Sega não podia receber adaptações do clássico da Konami em razão de contratos de exclusividade com a Nintendo, a Sega resolveu criar o seu próprio clone de Castlevania. O resultado é ótimo e, seguramente, o melhor game de horror da biblioteca de jogos do Master System. Está na lista para ser devidamente resenhado, do começo ao fim, aqui no Cemetery Games.

12 – DEMON’S CREST (1994, SUPER NES)

Ghosts ‘n Goblins é uma série tão bem sucedida que gerou até spin-of! Lembra do Firebrand, aquele demônio vermelho que azucrinava a vida do herói no clássico da Capcom. Pois é, o diabão virou protagonista de dois jogos lançados para o Game Boy original: Gargoyle’s Quest (1990) e Gargoyle’s Quest II (1992). Ambos são interessante, mas o ápice desta série spin-of de Ghosts ‘n Goblins é o terceiro game protagonizado por Firebrand: o maravilhoso Demon’s Crest, lançado em 1994 para o Super Nes. Com um visual fantástico, trilha sonora arrebatadora e um nível de dificuldade infernal de arrancar os cabelos, Demon’s Crest não faz feio na comparação com clássicos como Ghouls ‘n Ghosts ou Super Ghouls ‘n Ghosts. É imperdível, desde que você esteja preparado para sofrer, e muito, nas garras das fases insanamente difíceis desta jóia de horror videogâmico.

13 – GHOSTS ‘N GOBLINS (1985 – ARCADE, NES e GAME BOY COLOR)

Já que falamos nele, não dá pra deixar este clássico absoluto de fora desta lista. Não tem como pensar na história dos videogames de horror sem pensar em Ghosts ‘n Goblins. A imagem do cavaleiro Artur correndo de cuecas por um cemitério enquanto hordas de mortos-vivos levantam de suas sepulturas é icônica. Embora tenha recebido diversas conversões para plataformas domésticas da época, a versão mais “canônica” e popular sem dúvida é a do Nintendo 8-bits (NES), apesar da inegável perda de qualidade audiovisual na comparação com o original dos arcades. Ainda assim, a versão do NES é suficientemente fiel ao original e é um clássico por seus próprios méritos. Em 1999, o jogo ganhou uma adaptação para o Game Boy Color que se trata basicamente da versão do NES com pequenas alterações (como a inclusão de um sistema de passwords). Se você quiser conferir o original do arcade, é possível encontrá-lo como parte da coletânea Capcom Arcade Cabinet, lançada em 2013 para o Playstation 3 e para o Xbox 360.

BACK TO THE EIGHTIES – As últimas notícias gamers de fevereiro … de 1987!

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De forma emocionante, as primeiras fotos do novo computador doméstico Amiga 500 da Commodore chegaram à imprensa de computação. A Commodore esperava que sua nova máquina assumisse o poder dos sistemas 520ST da Atari, estabelecidos no Reino Unido e nos EUA. A empresa antecipou o lançamento do Amiga nos EUA em abril, com o Reino Unido logo após. Para a frustração dos consumidores do Reino Unido, eles foram prejudicados com o preço fixado em 599 libras esterlinas, enquanto os americanos pagaram US$ 599 pela mesma configuração.

A empresa de software barato, Mastertronic, tinha comunicados de imprensa voando como confetes. O primeiro dos três comunicados à imprensa revelou que a empresa deveria entrar no mercado de software de 16 bits com seu novo rótulo, 16-Blitz. O primeiro jogo disponível seria Ninja Mission, que seria lançado no Atari ST e PC por meras 9,95 libras.

Os tentáculos da Mastertronic começaram a se estender para além das costas britânicas com a criação da Arcadia Systems. Esta subdivisão da companhia estaria sediada nos EUA e se concentraria no desenvolvimento de novos jogos para arcades.

Infelizmente, os tempos de desenvolvimento para os poucos jogos que estavam sendo trabalhados tornaram-se tão prolongados que essa operação cara quase colocou toda a
empresa fora do negócio. A Arcadia foi rapidamente descartada sem que nada de especial fosse produzido.

Para completar o trio digno de nota, o melhor foi deixado para o final. Melbourne House, famosa por jogos como The Hobbit e Horace, foi comprada através de sua holding, a Beam Software, por um valor reportado de 1 milhão de libras, embora se pensasse que o valor real estivesse mais próximo da metade dessa soma.

A Mastertronic estava interessada em entrar no mercado de software com preços completos e, em vez de criar seu próprio novo rótulo, buscou a idéia de comprar um nome conhecido existente. A Beam Software estava enfrentando problemas financeiros naquela época e, assim, foi fechado um acordo que beneficiou ambas as partes.

O nome da Melbourne House permaneceu intacto com novos títulos iminentes, como Throne Of Fire e Judge Dredd. O último resultou em uma porcaria de jogo para o C64 e o Spectrum.

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A CRL anunciou que seu mais novo jogo seria como o antigo jogo de taco, bola e parede Breakout. É verdade que tal anúncio não chegava a ser algo para balançar as calças de excitação. No entanto, Ballbreaker seria isométrico e apresentaria mísseis e monstros. Tinha boa jogabilidade e visual bonito, mas a medição do efeito 3D e do ponto onde a bola estava em relação ao seu taco não foram coisas tão bem executadas quanto poderiam ter sido, tornando Ballbreaker abertamente frustrante. Ele estreou no CPC da Amstrad, com uma versão Spectrum a seguir mais tarde.

A Ocean Software orgulhosamente divulgou seu atual trabalho em andamento, uma conversão do clássico jogo de arcade Mario Bros. O original não foi muito empolgante, mas a Ocean achou que havia espaço no mercado para outro jogo de plataforma. Eles estavam tristemente enganados. Era tão monótono e sem vida quanto um cocô seco de vaca. Além disso, a Atari havia convertido o mesmo título três anos antes, também no C64, e era graficamente superior e notavelmente mais jogável que a versão da Ocean, fazendo com que esta “novidade” parecesse ainda mais desprezível.

A Gremlin Graphics, enquanto desenvolvia Gauntlet e, mais tarde, seu Deeper Dungeons para a US Gold, encontrou tempo para produzir algumas ofertas muito palatáveis ​​para seu próprio rótulo. Bounder, um conto de bolas saltitantes que levavam à frustração do tipo atirar-o-joystick-lone, estava recebendo o tratamento de sequela. Re-Bounder – essencialmente mais do mesmo, exceto que sua bola agora está blindada e empacotando calor – acabou sendo lançado no C64 e bem recebido, com a conversão do Spectrum desaparecendo estranhamente no éter para nunca mais ser vista. Que pena.

Houve melhores notícias para os jogadores do Spectrum com a sequela de Thing On A Spring quase pronta para ser lançada. Apesar de que C64, CPC, Spectrum e MSX estavam recebendo versões do novo Thing Bounces Back, foi na verdade o primeiro lançamento do “Thing” nos dois últimos sistemas. Mais uma vez, o jogo foi muito bem recebido por todos.

Concluindo o trio triunfante de Gremlin, Jack The Nipper II: In Coconut Capers, apresentando as façanhas de retorno do “filho-bebê-fofo” do Wally Week (protagonista do celebrado Pyjamarama, de 1984). A Gremlin mais uma vez realizou sua magia e produziu uma aventura arcade bastante decente.

hqdefaultJack the Nipper II: In Coconut Capers (ZX Spectrum)

A Computer & Video Games colocou o Contact Sam Cruise (Microsphere, Spectrum) como um dos seus dois Jogos do Mês, sendo o outro a compilação de jogos gêmeos de Uridium e Paradroid (Hewson, C64).

O status C&VG Hit foi concedido a mais uma dúzia: Fairlight II (The Edge, Spectrum), Skate Rock (Bubble Bus, C64), Paperboy (Elite, C64), Championship Wrestling (US Gold/ Epyx, C64), Five Star Games (Beau Jolly, Spectrum, C64 e Amstrad), Impossaball (Hewson, Spectrum), Katrap (Streetwise, Spectrum), Boulderdash Construction Kit (Databyte, C64), Destroyer (US Gold/ Epyx, C64), Terra Cresta (Imagine, C64), Erebus (Virgin, C64) e Myorem (Robico Software, BBC B).

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Embora os jogadores de Commodore 64 tivessem de passar sem um jogo padrão  Medalha de Ouro neste mês, houve muitos aclamados pela Zzap! 64 em fevereiro de 1987. Os beneficiários da premiação da publicação foram Gauntlet (US Gold), Silicon Dreams (Level 9/Rainbird), Moonmist (Infocom/Activision), Dragon’s Lair II: Escape From Singe’s Castle (Software Projects), Park Patrol (Firebird) e They Stole a Million (39 Step/Ariolasoft).

A revista Amstrad da Newsfield tinha seus “Amtix Accolades” enfileirados para premiar Gauntlet (US Gold), Into The Eagles Nest (Pandora), Starglider (Rainbird), The Sacred Armor of Antiriad (Palace Software), Mercenary (Novagen) e também The Pawn (Rainbird / Magnetic Scrolls) para jogadores da plataforma PCW8256 (todos os três que existiam no mundo…).

Into the Eagles Nest (Amstrad CPC)Into the Eagles Nest (Amstrad CPC)

Com o Gauntlet original subindo alto nas paradas, clones do jogo eram o sabor do momento entre os desenvolvedores de games. Em fevereiro de 1987, a revista Amstrad Computer User comparou vários títulos no “estilo Gauntlet”, incluindo Storm (da Mastertronic), Druid (da Firebird) e Dandy (da Electric Dreams) para ver se havia alguma coisa melhor do que Gauntlet no mercado. Não havia.

Gauntlet_C64 Gauntlet (Commodore 64)

 

O QUE ESTAVA NAS PARADAS EM FEVEREIRO DE 1987

MÚSICAS
1) “I Knew You Were Waiting (For Me)” – Aretha Franklin & George Michael
2) “Heartache” – Pepsi & Shirlie
3) “Down to Earth” – Curiosity Killed the Cat
4) “Almaz” – Randy Crawford
5) “It Doesn’t Have to be That Way” – The Blow Monkeys

GAMES DE ZX SPECTRUM

1) Oli & Lissa
2) Paperboy
3) Uridium
4) Trivial Persuit
5) Infiltrator

Uridium_ZXSpectrumUridium (ZX Spectrum)

(Artigo publicado originalmente na revista britânica Retro Gamer, nº 63, em abril de 2009).

OUT RUN 2019 (1993, Mega Drive)

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O ano de 2019 chega ao fim, e nada melhor do que comemorar com um game das antigas ambientado no “futuro” que agora é passado.

Como todo gamer das antigas já está cansado de saber, Out Run foi um dos jogos de corrida mais revolucionários e aclamados dos anos 1980. Lançado em 1986 pela Sega nos arcades, o game ganhou versões para praticamente tudo o que era máquina de rodar jogos da época.

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Há vários anos, analisamos aqui no Cemetery Games o Out Run original e, num outro post, também as várias conversões do jogo para consoles e microcomputadores.

Como seria de se esperar, depois do sucesso do jogo original, Out Run ganhou várias continuações nos anos seguintes. Nos arcades, apareceram Turbo Out Run (1989) e Outrunners (1992). Nas plataformas domésticas, a franquia continuou com Out Run 3-D (1989), Battle Out Run (1989) e Out Run Europa (1991). Já nos anos 2000, a série ressurgiu com Out Run 2 (2003) e Out Run 2006: Coast 2 Coast (2006). Alguns destes jogos são interessantes, outros são bem legais e outros são medíocres. De qualquer forma, persiste o fato de que nenhum deles conseguiu marcar lugar na história da mesma maneira como o clássico original de 1986.

Porém, é digno de nota que o último suspiro da franquia original (antes da “ressurreição” nos anos 2000) tenha apostado numa fórmula bem diferente do conceito inicial de Out Run. Enquanto o primeiro game de 1986 apostava num clima de praia, sol, linda paisagens naturais e direção aventureira, o capítulo final de Out Run nos anos 90 apostava suas fichas numa corrida de veículos high-tech turbinados. Tudo isso ambientado 26 anos no futuro, no “distante” e “longínquo” ano de … 2019! O resultado dessa piração, é claro, é OutRun 2019.

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A bem da verdade, OutRun 2019 não foi originalmente concebido como um jogo da série. Ele nasceu como um projeto para o Sega-CD e seu nome, inicialmente, seria Cyber Road. Quando foi decidido que o jogo seria lançado para Mega Drive ao invés do Sega-CD, o título foi alterado para Junker’s High. Em algum ponto, sabe Deus por que, os desenvolvedores resolveram atrelar o game à franquia Out Run (o fato de que a distribuidora do game era a Sega, a criadora da franquia Out Run, certamente ajudou).

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Logo de cara, a primeira impressão diante de OutRun 2019 é de que o jogo não tem nada a ver com o clássico original. Na verdade, quando você começa a jogá-lo, ele parece mais uma mistura de F-Zero com Top Gear – seja na ambientação, na estética, na trilha sonora ou na atmosfera do jogo.

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Mas calma lá: os pontos de contato com o Out Run clássico estão por todo o jogo. Primeiro, nas diversas bifurcações ao longo das estradas, que permitem ao jogador escolher diferentes trajetos e explorar cenários diversos. Segundo, na grande variedade de ambientes e locações que vão surgindo ao longo das corridas. O jogo começa com uma ambientação futurista urbana, mas logo você estará pilotando em alta velocidade pelas mais diferentes paisagens naturais. Apesar de Out Run 2019 ter uma jogabilidade e atmosfera bem diferentes do clássico original, a mecânica do jogo guarda muitas semelhanças.

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O jogo conta com quatro fases, que evoluem num nível crescente de dificuldade. Cada fase possui cinco rotas diferentes, com duas bifurcações ao longo da estrada em cada fase. Como cada rota introduz um cenário diferente, temos um total de vinte locações distintas ao longo do jogo – o que garante uma boa variedade de backgrounds ao longo das corridas e torna a experiência visualmente interessante.

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A qualidade gráfica dos cenários varia bastante também: alguns são discretos e sem graça, enquanto outros são realmente muito bonitos e evocam a magia dos cenários do clássico Out Run original. Tudo isso é complementado por uma série de pontes, túneis, subidas, descidas e pequenas rampas de impulso que farão o seu carro literalmente voar na estrada.

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Para ajudar você a chegar vivo (e a tempo!) ao final de cada percurso, seu carro conta com uma turbina traseira que parece saída diretamente de uma aeronave. O turbo é ativado automaticamente quando o veículo atinge altas velocidades. Graças a essa turbina, é possível atingir velocidades absurdas e atravessar a estrada como um raio. No entanto, como já seria de se esperar, o turbo torna o veículo muito mais difícil de controlar na hora de desviar de outros carros, fazer curvas ou evitar uma queda de cima de uma ponte ou viaduto.

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Para quem quiser experimentar Out Run 2019, recomendo a utilização de um bom emulador de Mega Drive. Mas, para quem estiver com pressa ou em busca de uma experiência mais rápida e facilitada, é possível jogar o game diretamente no seu navegador pelo seguinte link disponibilizado pelo Internet Archive: https://archive.org/details/sg_Out_Run_2019_1993_Sega_Sims_US (utilize as setas cursoras do teclado para mover o veículo, a tecla “Alt” esquerda para acelerar e “Tab” para entrar nas configurações do emulador online).

Out Run 2019 está longe de ser um clássico dos games de corrida, mas é legal e merece uma boa conferida – sobretudo por conta das músicas. A jogabilidade é um pouco “dura” e limitada, mas basta um pouco de prática para acostumar o jogador à mecânica do game. Por ter sido lançado já no fim da vida comercial do Mega Drive, o jogo não fez muito barulho e, tecnicamente, era um título sem maiores atrativos para os padrões do ano de 1993. Se tivesse sido lançado três ou quatro anos antes, poderia ter conquistado uma significativa legião de fãs e deixado boas memórias nos jogadores de Mega Drive da época.

O ano de 2019 chegou e passou – mas Out Run 2019 continua à disposição dos retrogamers com a sua concepção de um futuro em altíssima velocidade. É o futuro sendo retratado em gráficos e sons de 16 bits. Como resistir?

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