NINTENDO WII: UMA MARAVILHOSA CENTRAL DE RETROGAMING

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Hoje em dia existem diversas formas diferentes de curtir games antigos sem precisar recorrer ao hardware original de cada console. Afinal, nem sempre é prático ou conveniente manter funcionando aparelhos e acessórios fabricados há vinte ou trinta anos atrás. Existem inúmeros bons emuladores para Windows e para Android, mas uma boa alternativa também são os emuladores para consoles mais modernos (ou “menos antigos”, como se queira…).

Atualmente, o já ultrapassado Nintendo Wii é uma das minhas plataformas favoritas para retrogaming. Uso ele para jogar, além obviamente dos games do próprio Wii, também jogos de Game Cube, Super Nintendo, Mega Drive, Nintendo 8-bits, Master System, Game Gear e Sega CD. Nada mau, hein?

Um console Wii desbloqueado (o procedimento é extremamente fácil e não requer mudanças no hardware do aparelho) e um HD externo é tudo o que você precisa para montar uma biblioteca com dezenas de games de Wii. O console tem muitos jogos bons, como Super Mario Galaxy 1 e 2, Mario Kart Wii, New Super Mario Bros Wii, Xenoblade Chronicles, The Legend of Zelda – Skyward Sword, Super Smash Bros Brawl, Metroid Prime Trilogy, Donkey Kong Country Returns, Red Steel 2, Sin & Punishment: Star Successor, Zack & Wiki: Quest for Barbaros’ Treasure, Madworld e muitos outros.

De quebra, o Wii (exceto em seus últimos modelos fabricados) é nativamente retrocompatível com o console anterior da Nintendo, o Game Cube. A lateral esquerda do console conta até mesmo com entradas para joysticks e memory cards originais do Game Cube. É só inserir o disco original com o jogo da sua preferência e sair jogando.

Mas fica melhor do que isso: com um pequeno programa chamado NINTENDON’T, você pode rodar ISOS de jogos do Game Cube direto via SD Card no Wii. É só baixar a ISO do game desejado na internet, copiar ela no cartão de memória e usufruir da melhor e mais fidedigna plataforma possível para jogos de Game Cube possível (exceto, é claro, pela hipótese de jogar em um velho Game Cube original!).

Duas gerações de games da Nintendo rodando em um único console já é muito bom, mas que tal expandir para QUATRO plataformas da empresa? Adicionando dois emuladores à brincadeira, você poderá curtir todos os games lançados para consoles da empresa entre 1985 e 2011 (ficam de fora apenas o Nintendo 64 e, é claro, as plataformas portáteis).

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Para jogar Nintendo 8-bits e Super Nintendo no Wii, os dois emuladores recomendáveis são respectivamente o FCEUGX e o SNES9XGX. Os dois são uma maravilha: altíssima compatibilidade, emulação de alta qualidade e interface amigável com o usuário. Depois de instalados, a navegação é fácil e tranquila.

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Mas nenhuma plataforma abrangente de emulação estará jamais suficientemente adequada sem a presença dos clássicos Mega Drive e Master System, e o emulador que quebra esse galho pra gente no Wii é o fantástico GENPLUS. Ele tem todas as qualidades dos emuladores anteriores: alta compatibilidade, emulação excelente de imagem, som e frame-rate e navegação fácil e amigável. Mas, como se não bastasse emular Mega Drive, Master System e até o velho portátil Game Gear, o GENPLUS ainda emula com perfeição o antigo Sega CD.

CG_09O emulador Genesis Plus GX emula até o SG-1000, o primeiro console da Sega e “pai” do Master System.

 

O resultado é realmente muito bom e, atualmente, graças a este emulador, o Wii é a minha plataforma favorita para emular Sega CD. No entanto, vale lembrar que as ISOS de jogos do SEGA CD são relativamente grandes (frequentemente possuem algo em torno de 500 megabytes cada), então recomendo utilizar no Wii um SD Card de 16 GB para estocar uma quantidade generosa de games.

CG_10O bom e velho SEGA CD: no começo dos anos 90, era um videogame de sonho!
CG_11Muita porcaria foi lançada para o Sega CD no decorrer dos anos, mas a plataforma conta com algumas pérolas imperdíveis. É só por meio dele, por exemplo, que você pode jogar, em inglês, aquela que é disparada a melhor versão do clássico adventure cyberpunk SNATCHER. A adaptação para SEGA CD é universalmente considerada como a versão definitiva do game!

 

Entre outras funcionalidades muito legais, o GENPLUS permite utilizar o controle de sensor de movimento do Wii para emular a Menacer, a “bazuca” do Mega Drive. Isso significa que você não precisa mais sofrer tentando jogar TERMINATOR 2 – THE ARCADE GAME com o joystick normal, e nem gastar todas as suas economias atrás de um exemplar ainda em funcionamento da velha Menacer em algum site de usados na internet.

02Matéria na revista “Videogame”, em 1993, falando da Menacer. “Uma bazuca muito louca”(?), segundo a revista. Vai entender o que essa gente tinha na cabeça …

 

O emulador oferece ainda este mesmo recurso para simular o uso da pistola Light Phaser do Master System. Graças a esta facilidade, jogar os games de tiro do Master System, Mega Drive e Sega CD se torna uma experiência melhor, mais precisa e mais confortável do que nunca.

CG_07Quando você pensou que um dia poderia usar a Wii Zapper para emular a pistola do Master System e a bazuca do Mega Drive? Depois de experimentar essa combinação, você nunca mais irá querer jogar os velhos games de tiro da Sega de outro jeito.
CG_14É muito mais divertido fuzilar terminators com a Wii Zapper! 😀

 

Para jogar Mega Drive ou Super Nintendo no Wii, minha recomendação básica é utilizar o joystick do Game Cube (que, vale lembrar, é pré-requisito do sistema para jogar os títulos do próprio Game Cube no Wii). No caso dos games de Master System, Game Gear e Nintendo 8-bits (cujos controles só tinham dois botões), o joystick padrão do Wii, utilizado na horizontal, é a opção mais fácil e confortável, com ótima resposta e sensibilidade. Um aviso: não use o Wii Classic Controller. Ele é muito bom para jogar velharias que ficavam disponíveis no sistema Virtual Console do Wii, mas não possui boa compatibilidade com os emuladores.

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Apesar de todas estas plataformas representarem uma infinidade de ótimos games, fica de fora o Nintendo 64, console de quinta geração da empresa. Até existem emuladores de N64 para o Wii, mas eu não os recomendo. Minha sugestão é utilizar emuladores melhores para Windows ou Android, em máquinas mais recentes e com maior poder de processamento, para garantir uma emulação mais adequada (e mesmo assim, até hoje, jamais vi um emulador de Nintendo 64 que possa ser considerado “perfeito” para todos os fins práticos, pois o desempenho varia muito dependendo do game emulado).

Isso não quer dizer, no entanto, que os fãs de N64 ficam na mão tendo um Wii: vale lembrar que a plataforma Virtual Console da Nintendo disponibilizou diversos games do N64 para Wii ao longo dos anos, incluindo clássicos como Super Mario 64, Mario Kart 64, Cruis’n USA, Wave Race 64, Ocarina of Time, Majora’s Mask, F-Zero X e vários outros.

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O uso destas “roms” do Virtual Console no Wii é outro aspecto que torna o aparelho uma máquina sedutora para retrogamers. Tenho dezenas de games do Virtual Console instalados no meu Wii, incluindo vários games de PC-Engine, Nintendo 64, Mega Drive, Super Nes, Master System, Nintendo 8-bits e até alguns do Commodore 64, velho microcomputador dos anos 80. Rolam até alguns clássicos dos arcades em suas versões originais, como Golden Axe e Ghosts ‘n Goblins. E, se você é fã de Neo Geo, vale lembrar que nada menos do que 54 games do clássico console da SNK estão disponíveis para Wii pelo Virtual Console. Também vale lembrar que tudo isso pode ser instalado no console meramente baixando os arquivos necessários na internet e instalando posteriormente via SD Card.

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Um aspecto “chato” do Wii é que, por se tratar de um console já relativamente velhinho (foi lançado em 2006), ele não tem saída HDMI, o que compromete a qualidade da imagem nas TVs contemporâneas. Mas este é um probleminha que pode ser contornado com o uso de um adaptador HDMI específico para o console, que pode ser facilmente obtido por aí e que não é muito caro. Eu uso e acho uma belezinha. É óbvio que nenhum milagre é capaz de tornar a imagem do console tão cristalina quanto a dos consoles mais novos, cujo sinal é de alta resolução. Mesmo assim, o adaptador quebra o galho de forma muito adequada e, na minha percepção, a resolução do Wii nas TVs modernas é simplesmente perfeita para emulação de games antigos, deixando-os com uma qualidade melhorada de imagem (por meio de filtros gráficos) mas ao mesmo tempo com um aspecto fiel ao visual que esses jogos tinham em TVs antigas.

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Por último, cabe uma pequena nota pessoal: como sempre, o objetivo do CEMETERY GAMES não é incentivar a pirataria. Vale lembrar que estamos falando de jogos antigos que estão fora do mercado há vários anos. É preciso sempre ter em mente que, tecnicamente, o uso de emuladores não fere direitos autorais, mas o mesmo não pode ser dito do download de roms e ISOS dos jogos. Juridicamente, a legalidade do uso destas roms antigas é uma questão bastante discutível, embora constitua prática disseminada e popularizada ao longo dos anos.

De qualquer forma, a lógica da emulação deve ser a de preservação dos antigos clássicos enquanto patrimônio cultural, e não de exploração comercial destes títulos que, mesmo sendo antigos, não caíram em domínio público.

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Minha filosofia pessoal nesta questão em particular, para os consoles atuais que tenho (Playstation 4 e Xbox One) e para os “semi-novos” (Playstation 3), é utilizar única e exclusivamente games originais, comprados em mídia física ou digital. Mas é claro que, quando se trata de plataformas muito antigas, esse tipo de coisa se torna virtualmente impraticável, dada a dificuldade de conseguir aparelhos velhos em bom estado de funcionamento, peças para manutenção, acessórios adequados e de garantir a compatibilidade com televisões modernas. A coisa acaba se tornando um desafio exclusivo para colecionadores obstinados e com muito tempo livre.

Eu próprio colecionei aparelhos antigos por muitos anos, incluindo Super Nintendo, Nintendo 8-bits, Mega Drive, Sega CD, Sega 32X, Master System, Game Boy e Game Gear, mas atualmente minha tendência é de reduzir o número de velharias e recorrer mais a emuladores, em virtude da crescente dificuldade de manutenção adequada destas máquinas (que ficam cada vez mais velhas e sensíveis).

Bem, seria esse o relatório da minha experiência com o Nintendo Wii como plataforma de emulação. Em breve, compartilharei com vocês alguns outros aparelhos que atualmente estão entre os meus prediletos na hora de jogar alguns bons e velhos clássicos do passado.

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Detonando o clássico CONTRA do Nintendo 8-bits (ou pelo menos tentando …)

Aqui vai um vídeo que eu e o Daniel, do canal Stream Team, gravamos no ano passado. A antiguidade destrinchada é nada mais, nada menos do que o clássico CONTRA do Nes!

Jogamos no modo 2-players. Foi um festival de testosterona, com direito a bandanas na cabeça e muita pizza. Uma grande exibição de masculinidade e de … inabilidade com o joystick! As mortes ao longo da partida não foram poucas. Mas ei: no pain, no gain, certo?

Será que conseguiremos chegar até o final e zerar este que é um dos games mais difíceis de sua geração? A resposta vem no segundo vídeo, que sai em março! Nos aguardem!

Confira o primeiro vídeo, com 11 minutos de duração, em: https://www.youtube.com/watch?v=-guNF_W8LtY

Créditos para o nosso querido amigo, cinegrafista, editor de vídeo e apoiador moral César Blauth.

E lembrem-se: eu como boinas verdes no café da manhã! 😀

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Estamos de volta!

Saudações, amigos e amigas retrogamers!

Estamos de volta! Depois de uma “rápida paradinha” de DOIS ANOS (!), o Cemetery Games retorna novamente do mundos dos mortos para darmos continuidade à nossa missão de explorar os tesouros gamísticos das velhas gerações. E já retornamos em grande estilo, agora em nosso novo endereço: www.cemeterygames.com

Por que o blog ficou tanto tempo parado? Bem, zilhões de coisas aconteceram na minha vida de dois anos para cá. Para ficar com a versão resumida: publiquei meu primeiro livro, morei um semestre em Londres fazendo pesquisa, escrevi uma tese e concluí um doutorado. É, pois é – andei ocupado. 😛

Mas o que importa mesmo é: WE’RE BACK!

Que 2017 seja um excelente ano de retrogaming para todos nós! 🙂

Com carinho,

O Caveira – Editor do Cemetery Games.

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HÁ 20 ANOS ATRÁS: O QUE ESTAVA ACONTECENDO NA CENA GAMER EM JANEIRO DE 1995

(Artigo originalmente publicado no nº 102 da revista britânica Retrogamer. Traduzido pelo Cemetery Games).

 

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A desenvolvedora de games de arcade Midway anunciou que o terceiro título de sua bem-sucedida franquia de luta, Mortal Kombat, estaria a caminho dos arcades ao redor do mundo em abril, com uma enxurrada de conversões para consoles domésticos logo em seguida.

Era difícil dizer que Mortal Kombat 3 era longamente esperado, já que as versões para console de Mortal Kombat 2 haviam sido lançadas apenas quatro meses antes. A Midway estava claramente tirando o leite de sua vaca de dinheiro tanto quanto podia. De forma controversa, a Midway removeu vários personagens favoritos dos fãs em MK III, incluindo Raiden, Scorpion, Kitana e Reptile, e trocou eles por um novo elenco. Stryker, Sindel e Nightwolf estavam entre os novos personagens disponíveis. Mortal Kombat sem Scorpion gritando “Get over here!”? Isso é muito próximo de um sacrilégio.

Outro jogo de luta da Midway, Killer Instinct, finalmente chegou aos arcades europeus neste mês. Desenvolvido pela Rare, ele foi anunciado como o primeiro jogo de arcade a conter um hard drive interno para armazenar os dados requeridos para os imensamente detalhados gráficos 3D pré-renderizados. Donkey Kong Country, lançado recentemente pela Rare para o Super Nes, utilizou um processo similar.

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Apesar dos sprites com ótima aparência e dos cenários, o game em si não foi de todo pré-testado e uma série de glitches prejudicaram o que poderia ter sido um jogo espetacular. No entanto, o game representou o agradável retorno de um dos personagens originais da Rare dos tempos em que a empresa se chamava Ultimate: Sabrewulf.

Proprietários do 3DO vinham sofrendo há bastante tempo e gastaram uma pequena fortuna no seu console, mas eles estavam aguardando por alguns jogos realmente incríveis que estavam para chegar. A paciência deles estava para ser recompensada com um par de lançamento de primeira qualidade no Reino Unido. O game de estreia daquela que viria a se tornar uma longa franquia, um deles era The Need for Speed da Electronic Arts. Um jogo de corrida com elementos de simulação, era o melhor de seu gênero no 3DO com jogabilidade muito boas e física realística. Isso somado aos vídeos em full-motion para melhorar as coisas e o resultado era que tanto a EA quanto os donos de 3DO tinham em mãos um vencedor.

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Então houve o lançamento de Super Street Fighter 2 Turbo pela Capcom. Era uma fantástica conversão do jogo do arcade e, combinado com algumas trilhas sonoras remixadas que eram igualmente esplêndidas, SSFII Turbo se tornou um jogo obrigatório no 3DO. O problema com o 3DO é que ele não era um console obrigatório, ainda que o modelo FZ-1 estivesse para ser substituído por uma versão mais barata chamada FZ-10. Isso viria a fazer qualquer diferença para o futuro do 3DO? Não. 18 meses mais tarde, o console viria a ser descontinuado, tendo sua produção encerrada.

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Outro sistema muito espinafrado foi o Philips CD-i, e até ele estava desfrutando de um bom mês, com um dos melhores títulos de seu ciclo de vida tendo sido lançado neste mês – o infame Burn: Cycle. Alguns poderiam até argumentar que se trata do melhor game lançado para o Philips CD-i. Desenvolvido pela Trip Media, Burn: Cycle era um excelente jogo de puzzle/adventure do tipo “apontar e clicar”, que colocava o jogador no papel de um ladrão de dados infectado por um vírus neural assassino, tendo apenas duas horas para encontrar a cura. Burn: Cycle tinha o que a maioria dos jogos do CD-i não tinha: uma história envolvente com um bom equilíbrio entre cenas em full-motion video e uma jogabilidade interessante e atraente. A cereja no topo do bolo era a trilha sonora techno, que garantia uma boa batida no mesmo ritmo de sua aceleração cardíaca. O CD-i é frequentemente citado como sendo uma porcaria completa, mas Burn:Cycle foi uma pequena ilha de luz em um mar de títulos educativos rasos e um excesso de jogos baseados em full-motion video.

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O 32X da Sega foi outro sistema que sofreu de apatia e de pobreza de lançamentos. Apesar de os próximos dois lançamentos para o 32X, Space Harrier e Afterburner, serem considerados retrô até mesmo para os padrões de 1995, a sensação é de que esses jogos pareciam estranhamente “em casa” no 32X, sendo excelentes conversões dos originais dos arcades. Quem precisa de games novos de qualquer forma? Bem-vindo à Fantasy Zone!

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Para quem gostava de shoot-em-ups à beira de um colapso mental combinados com grandes doses de surrealismo, então o mais recente título da série Parodius era a melhor opção. Chamado de Ultimate Parodius em sua versão para Super Nes no Reino Unido, Fantastic Journey no arcade e Gokujou Paradius no original japonês, o game levava o nível de bizarrice para um novo patamar.

A jogabilidade era naturalmente muito similar a Gradius, sendo uma paródia deste game (daí o nome) e coloca o jogador no confronto com ondas frenéticas de naves de combate inimigas, coletando power-ups, fazendo upgrades no seu personagem e voando por níveis coloridos e com design interessante (apesar de um pouco desequilibrados). Você podia escolher um entre onze diferentes personagens, muitos saídos de outros jogos da Konami, e essa ideia permeava todo o game, com diversas ligações, referências e piadas internas ligadas a diferentes jogos da Konami.

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Apesar de seus gráficos estranhos e design excêntrico, Gokujou Parodius era formidavelmente divertido. Ele podia ser louco para além de qualquer possibilidade de comparação, mas a atenção aos detalhes era espetacular. Infelizmente, a prometida versão para Super Nes no Reino Unido nunca chegou a se materializar, então tínhamos que nos contentar com a versão japonesa importada até que as conversões para Sega Saturn e Playstation chegaram, 18 meses depois.

Se games de navezinha de Super Nes eram meio assustadores para você, não fique com medo. Você podia relaxar com um cobertor de nostalgia retrogamer ao invés disso. A próxima adição à excelente série Pitfall! estava sendo lançada. Pitfall: The Mayan Adventure era a sequência para o grande clássico de David Crane para o Atari 2600. Dessa vez você jogava com o filho de Pitfall Harry enquanto tentava resgatar o seu velho das profundezas cheias de perigo da selva maia.

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Por mais que fosse legal ver um Pitfall modernizado chegando ao Super Nes e ao Mega Drive, o jogo em si era frustrantemente curto e muito fácil de completar. Ainda assim, um toque interessante foi a adição do jogo original do Atari 2600, inteiramente jogável, escondido atrás de uma porta secreta – apesar de que alguns poderiam dizer que o original era na verdade um game melhor do que aquele no qual estava escondido.