ROBOCOP (1989, NES)


Quem já frequenta o Cemetery Games há algum tempo vai lembrar do nosso review detalhado do Robocop do ZX Spectrum, um dos games de computador mais memoráveis e comercialmente bem sucedidos dos anos 80. Robocop, como já vimos, foi um ícone do Spectrum, e sempre aparece em qualquer lista decente de melhores jogos já feitos para o célebre micrinho britânico.

Apesar disso, não custa lembrar que, naqueles tempos, a máquina de rodar jogos mais popular do mundo não era o Spectrum, mas sim o então todo-poderoso NES, o popular “Nintendo 8-bits”. E é claro que o NES não poderia ficar sem um game baseado em um dos filmes de maior sucesso daqueles anos. O Robocop do NES não chega a ser nenhuma maravilha, nem tem toda aquela atmosfera do Robocop do Spectrum. Mas é um ótimo jogo de ação e os retrogamers fã do filme não podem deixar de conhecer essa aparição de Robocop no console definitivo da terceira geração de videogames.


Como já vimos no review do Robocop do Spectrum, o primeiro jogo baseado no filme foi lançado nos arcades. Algumas plataformas domésticas (como o Apple II, o Atari ST, o PC e o Amiga) ganharam adaptações do próprio jogo do arcade, enquanto outras (como o Spectrum e o NES) ganharam jogos exclusivos, diferentes do game do arcade, apenas mantendo o mesmo estilo de ação-plataforma.

Enquanto a versão do Spectrum foi adaptada (dependendo do caso, com mais ou menos fidelidade) para o MSX, Commodore 64, Amstrad CPC e Game Boy, a versão do NES pode se gabar de ser a mais original de todas. Apesar disso, o jogo não chega a ser propriamente exclusivo do NES, pois uma adaptação dessa versão foi lançada também para o microcomputador TRS-80 Color, que naturalmente era muito inferior ao game do Nintendo 8-bits.

O TRS-80 Color  Computer (carinhosamente chamado de CoCo) é um micro do qual poucos hoje lembram, mas o padrão chegou a ter alguma penetração aqui no Brasil por meio de alguns clones nacionais, como por exemplo o CP 400 Color, da Prologica.


Apesar do visual e design de fases diferentes, o Robocop do NES segue o mesmo esquema do jogo do arcade e da célebre versão do Spectrum: o negócio é andar pelas ruas atirando em tudo o que se mexer, até eliminar a gangue do perigoso bandido Clarence Boddicker e do corrupto Dick Jones, Vice-Presidente da inescrupulosa corporação OCP.

Mas agora chega de papo. Hora de calibrar a arma e sair para dar uma volta nas ruas da boa e velha Detroit!

O game começa nas violentas ruas da distópica Detroit futurista do filme. Nos primeiros instantes da fase, Robocop conta apenas com socos para arrebentar os bandidos.

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A partir deste ponto, Robocop pode usar sua pistola. Oba!

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A bandidagem do jogo, aparentemente, conta com mais recursos do que os criminosos do filme. Saca só o helicóptero que os infelizes arranjaram para fuzilar o nosso herói!

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Que mancada! Essa já é a segunda fase e eu esqueci de tirar uma foto do chefão da primeira fase. Bom, mas não tem problema, porque o cretino reaparece mais adiante. Nessa segunda fase, Robocop está indo em direção à prefeitura, onde um doido pegou o prefeito de refém. A novidade é que, pelo caminho, aparecem esses trogloditas com lança-chamas nas janelas. Cuidado com eles!

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Aqui, Robocop já está na prefeitura. Ao contrário do que acontecia no filme, aqui o prédio está repleto desses bandidos marrons genéricos que aparecem às centenas ao longo do jogo.

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Esse panaca aqui é o chefão da primeira fase, que faz um súbito “comeback” agora. Para acabar com ele, o procedimento é sempre o mesmo: abaixe-se e dê socos quando ele se aproximar. Não adianta atirar porque o sujeito sempre se defende dos tiros. De vez em quando o cara consegue surrar o Robocop, mas se você pegar o “timing”, conseguirá matar o miserável na porrada sem maiores dificuldades.

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Atenção para esta parte da fase: logo que você chegar aqui, comece a socar sem parar a parede que fica piscando. Se você bobear, aquela esquisita parede ambulante de espinhos prensará o nosso herói. Lembra, no filme, quando uma parede de espinhos robótica caminhava em direção ao Robocop? Pois é, eu também não.

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Chegamos ao maníaco que está fazendo o prefeito de refém. No começo é meio chato matar o cara, pois é preciso ter em mente que o prefeito não deve ser acertado por nenhum tiro. Mas é só pegar o padrão do inimigo que fica fácil acabar com ele. Mantenha o Robocop perto do bandido e, quando notar que o prefeito tenta reagir, abaixe-se e espere ele se abaixar também, momento em que o bandido irá atirar em você. Logo após o disparo do infeliz, levante-se rapidamente e atire nele. Após repetir esse procedimento umas três vezes, o criminoso fica de saco cheio, solta o refém e parte para cima de você. Nesse momento, animalize o cretino com socos.

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Depois da segunda fase, rola uma breve fase-bônus. É uma galeria de tiro bem simples, e o objetivo é acertar tantos alvos quanto possível no curto espaço de tempo disponível.

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A terceira fase é na fábrica de tóxicos do bandidão Clarence Boddicker. A dica aqui é não perder tempo. A fase é menos linear que as anteriores, e há caminhos dispensáveis que fazem o nosso herói perder tempo, o que pode levá-lo a morrer subitamente no meio da fase. Fique atento aos itens que parecem pequenas baterias: eles aumentam o tempo que Robocop tem para terminar a fase.

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O chefão dessa fase é Clarence Boddicker. O palhaço fica lá na parte superior direita da tela, jogando bombas em você, enquanto que seus lacaios ficam atacando na parte inferior. Detone os bandidos do andar de baixo, desvie das bombas do chefão e atire nele em diagonal sempre que possível. Depois de levar uns balaços, o chefão amarela e foge pelo elevador. O problema é que ele manda três imbecis que ficam atacando você de perto e de longe. Fique no canto inferior esquerdo da tela – isso impedirá que eles encurralem o herói por cima e pelos lados. De resto, atire. Atire muito!

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A quarta fase é na OCP, e aqui o jogo começa a ficar sensivelmente mais difícil. A novidade fica por conta dessas aranhas robóticas. Atire de longe nelas até destruí-las.

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Esse canhão high-tech, aparentemente, é indestrutível. Tentei de tudo contra o miserável, mas nada funcionou. Socos, tiros, tiros com a metralhadora (lembre-se: pause e direcional para o lado para trocar de arma!), atacar de perto, atacar de longe … NADA funcionou! É, pessoal, por enquanto a nossa incursão no Robocop do NES vai ficando por aqui. Se eu descobrir como destruir esse canhão apelador, eu aviso!

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11 pensamentos sobre “ROBOCOP (1989, NES)

  1. hahaha joguei muito esse jogo… na minha cabeça embaralhada esse era um “port” do jogo do arcade… pelo visto não é hehehe (e eu nunca consegui salvar o prefeito…)

  2. Mais uma ótima análise de um jogo clássico.

    Enquanto eu jogava até não poder mais o Robocop do MSX, um amigo meu devorava este jogo do NES.

    Interessante notar que, apesar de ser “original” esta versão do NES também utiliza alguns elementos da versão de fliperama (as aranhas robóticas, a parede de espinhos, a fase de bônus)…

  3. Bem observado, Cidraman. Apesar de as versões Spectrum/MSX e NES não serem propriamente “ports” do game do arcade, todas as versões de Robocop possuem diversas semelhanças com o arcade original. Todas têm a fase da refinaria de cocaína, os inimigos atirando das janelas e algum tipo de fase com visão em primeira pessoa (embora a versão do Spectrum seja insuperável nesse aspecto, tendo substituído aquela fase bônus chatinha pela reprodução de uma das cenas mais memoráveis do filme, ou seja, quando Robocop salva a loira dos estupradores atirando no meio do vestido dela hehehe). Gostei bastante deste game do NES, mas pra mim o do Spectrum ainda é o game definitivo do Robocop!

  4. Vi um vídeo no youtube que o cara usa uma arma que parece uma metralhadora (max 255 balas) e simplesmente encosta no canhão e dá rajada. O canhão desce e ele prossegue.

    Nunca vi esse jogo (não tive NES), mas estava gostando de ler =)

  5. Já tentei jogar uma vez esse jogo e não consegui ir muito além da primeira fase não, joguinho difícil.

    Vou treinar mais, quem sabe eu chego nesse canhão overpower ae.

  6. Detestava este jogo porque nesta versão o robocop não pulava.
    Infelizmente tive essa lástima de cartucho, tive até paciência de fechá-lo em 1990.

    Parabéns a este site, ótimo mesmo, conteúdo de primeira sem baixarias

  7. Fala a verdade: vc não teve foi saco pra passar do tal canhão, né? Basta atirar nele abaixado, pra não ser atingido pelo fogo. Ele não explode, apenas volta para o chão. E não pode ficar muito longe, senão os tiros não pegam, ou seja, se vc não for rápido na defesa (botão “select”), vai levar torrada.

    Mas esse jogo é difícil mesmo, e o review ficou muito bom! Sou viciado nos games do Robocop, e esse foi o que mais joguei. Abraço!

    • Hahahaha, pois é, ficou mal para a minha reputação não ter conseguido chegar ao final desse game! Mas juro que não foi preguiça, eu realmente não entendi como matar o canhão miserável mesmo. Mas eu ainda vou voltar a este game para virá-lo uma hora dessas. Abraço! 🙂

  8. Joguei muito esse game no meu Dynavision,Penei até descobrir como matar o bandido que sequestrou o prefeito e o macete da “super arma”.
    Mas tanto eu,quanto meu irmão zeramos esse jogo.

  9. Pingback: ROBOCOP 3 (1993, NES) |

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