MARATONA ATARI

E chegamos a mais uma etapa da nossa Maratona Atari, mas eu lamento informá-los de que ainda não é dessa vez que iremos nos esbaldar em games clássicos e divertidos. A verdade é que alguns jogos bem asquerosos nos aguardam, mas a nossa coragem e determinação falam mais alto! Vamos nos armar de nossa valentia retrogamer e encarar uma leva de títulos de qualidade, ahn … “duvidosa”, vamos dizer.

Vamos começar com Alien, lançado em 1982. Uau, o grande filme de ficção científica da época, combinado com o videogame mais popular daqueles tempos! O resultado deve ter sido épico, não acham? Mas não, não foi. Acredite se quiser, o Alien do Atari não passa de um clone vagabundo de Pac-Man.

O jogador controla a heroína Ripley (que mais parece uma velha gorda) dentro de um labirinto, e a intrépida tenente precisa comer todas as pastilhas do labirinto (deve ser pra ficar ainda mais gorda) para passar para o próximo labirinto, enquanto foge de alguns aliens famintos que infestam o local. É tudo tão vergonhosamente copiado de Pac-Man que rola até um “teletransportador” nas laterais da tela, fazendo com que a heroína saia de um lado da tela e apareça no outro. Ruim, muito ruim. Um game ridiculamente derivativo, que não tem 10% da diversão do Pac-Man original e que só se aproveitou do nome de um filme famoso para tentar empurrar para os consumidores uma bomba que, de outra forma, ninguém compraria.

O título seguinte é Alien’s Return, lançado em 1983. Apesar do nome, o jogo não tem nada a ver com os filmes da série Alien. Aliás, esse jogo não aparenta ter nada a ver com nada, e é seguramente um dos games mais esquisitos do Atari.

Você controla um bichinho dentro de uma espécie de labirinto, e nesse labirinto há uma série de casulos que parecem pequenas tocas. Ao fuçar nessas tocas, eventualmente você dará de cara com alienígenas esquisitos, e então você perde uma vida. Esse é um daqueles games que você joga diversas vezes, por quinze minutos a fio, e não consegue sequer entender as regras básicas. Tenebroso. Fiz uma breve pesquisa na internet pra tentar entender qual seria a moral do jogo, e aparentemente o nosso herói é ele próprio um ET que caiu na Terra e está tentando voltar para sua casa (sim, tenho certeza de que você lembra de um “certo” filme com um roteiro parecido, e não é à toa que esse jogo também é conhecido como E.T Go Home. Que vergonha, hein?). O objetivo de fuçar nas casinhas, pelo que li, é procurar partes de sua espaçonave para poder voltar para seu planeta natal. Só o que tenho a dizer é o seguinte: se você achava que o infame E.T do Atari era a pior coisa imaginável, tente jogar esse Alien’s Return por alguns minutos e veja o que é bom pra tosse!

Outro jogo que me deu um nó no cérebro foi Alpha Beam with Ernie, de 1983. Eu simplesmente não consegui fazer o jogo sequer começar! Mas, depois de pesquisar um pouco sobre esse game, creio que descobri o motivo. Aparentemente, ele era pra ser jogado com um controle especial (um Keyboard Controller, ou com outro apetrecho chamado Kid’s Controller), pois se tratava de um jogo educativo, para crianças de três a sete anos.

O objetivo é ajudar Ernie (personagem da Vila Sésamo) a pilotar uma nave espacial, coletando tanques de combustível com diferentes letras. Enfim, não deu pra jogar esse, mas a menos que você seja uma criança de três a sete anos, imagino que você não ficará decepcionado, não é mesmo? 

O próximo game da nossa maratona é Amidar, lançado em 1982. O destaque para esse game vai para o fato de ele ter sido um dos primeiros títulos da célebre desenvolvedora Konami. Na verdade, o jogo do Atari é uma adaptação do jogo de mesmo nome lançado pela Konami nos arcades no ano anterior. Apesar disso, realmente não dá pra dizer que estamos diante de um jogo “bom”. O jogador controla um bichinho numa espécie de labirinto (ahhhh, MAIS UM game de bichinhos em labirintos!!!) e essa criatura vai deixando um rastro por onde passa.

O objetivo é contornar cada uma das áreas retangulares do labirinto, o que faz o quarteirão em questão ficar colorido, sendo que o objetivo é, através desse procedimento, colorir o labirinto inteiro. Enfim, Amidar é um joguinho bonitinho, mas a sua mecânica é francamente retardada, dificultando qualquer possibilidade de diversão – a menos, é claro, que você se enquadre naquela faixa etária dos jogadores de Alpha Beam with Ernie!

Vamos terminar essa etapa da nossa maratona com Armor Ambush, mais um game do Atari 2600 lançado em 1982. É um game para dois jogadores, no qual cada um começa com 25 unidades militares que se enfrentam em vários combates diferentes, sendo que em cada combate os jogadores contam cada um com dois tanques, e se enfrentam em terrenos com diferentes geografias. É um jogo bem interessante para sua época. Não tive a oportunidade de experimentá-lo com outro jogador, mas o game parece render confrontos bem divertidos no modo two players. Curiosamente, pelo que li sobre o jogo na internet, ele teria um modo single player, mas eu simplesmente não consegui descobrir, de jeito nenhum, como é que se faz pra jogar nesse modo de um jogador. O jogo me lembrou o Battle City do NES, mas num cenário mais aberto. Enfim, é um jogo bem legal, principalmente se você tiver alguém disposto a encarar algumas partidas dessa simpática velharia com você!

Na próxima etapa da nossa Maratona Atari, conheceremos os quatro jogos da série Artillery Duel!

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