RETROSPECTIVA “DE VOLTA PARA O FUTURO” – PARTE I


De Volta Para o Futuro (Back to the Future no original) foi um dos filmes definitivos dos anos 80, e marcou toda uma geração com suas doses maravilhosamente bem equilibradas de humor, ficção científica, ação e aventura. O filme deu início a uma trilogia muito bem sucedida e reintroduziu a viagem no tempo no imaginário popular. Um DeLorean que viaja no tempo, skates flutuantes, Michael J.Fox tocando Johnny B.Good na guitarra, carros voadores … são tantos os ícones consagrados por essa série de filmes que chega a ser difícil listá-los.

Como seria natural, o sucesso nas telonas levou ao lançamento de uma série de games baseados no filme. Apesar da conhecida regra de que os games baseados em filmes tendem à mediocridade, o caso de Back to the Future é um dos mais tristes de que se tem notícia: de todos os games baseados no primeiro filme, simplesmente não existe NENHUM que presta!

Duvida? Então acompanhe nossa retrospectiva …

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BACK TO THE FUTURE (Spectrum, 1985)

Lançado pela Software Images em 1985 (mesmo ano de lançamento do filme), o primeiro game baseado em De Volta Para o Futuro saiu para alguns microcomputadores da época, como Spectrum e Commodore 64, sem grandes diferenças entre as versões. Mais do que pelos gráficos pobres, o jogo era marcado pela jogabilidade abominável.

Basicamente, o cenário se resume a uma rua com cinco prédios um do lado do outro: a casa do cientista Doc Brown, a escola, o city hall, o salão de baile e o café.

Você encarna Marty McFly e precisa passear por estes lugares em busca de cinco objetos (um poema, uma xícara de café, uma guitarra, um traje anti-radiação e um caixote de madeira que serve pra fazer um skate). Aleatoriamente, ficam passeando pela rua quatro pessoas: os jovens pais de Marty, o vilão Biff Tannen e Doc Brown.

O objetivo é fazer com que os pais de Marty se cruzem e passem a maior parte do tempo juntos. Quanto mais eles ficam juntos, mais pedaços da sua foto aparecem (quando a foto ficar completa, Marty pode pegar a máquina do tempo e voltar para 1985). O contrário acontece se a mãe de Marty esbarra nele, portanto é preciso evitá-la tanto quanto possível. Por fim, se Biff cruza com Marty pelo caminho, aproveita para socar o herói (isso pode ser evitado caso Marty esteja com o skate).

O game é virtualmente injogável. Os gráficos são horríveis, a jogabilidade limitadíssima e elementos essenciais para o sucesso do objetivo são absolutamente aleatórios e independem da vontade do jogador. Tanto a versão para Spectrum quanto a do C64 foram devidamente massacradas pela mídia especializada já na época de seu lançamento. Quer dizer: esse game era uma MERDA para os padrões vigentes no ano de 1985! E aí, vai querer encará-lo hoje?

“Estou fazendo o que posso, mas a jogabilidade é ruim demais! Esse é o pior jogo de Spectrum que eu já vi!!!”

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BACK TO THE FUTURE (MSX, 1985)

O MSX era um microcomputador sensivelmente superior ao Commodore 64 e ao Spectrum, então poderia ter recebido um jogo melhorzinho baseado no filme. De certa forma isso aconteceu. O jogo do MSX é completamente diferente da versão do Spectrum e é superior àquele. Mas isso se deve mais ao fato de que o jogo do Spectrum é horrível demais, enquanto que o do MSX é “só” ruim.

O maior problema do Back to the Future do MSX é a infantilidade dos gráficos e da jogabilidade. O jogador assume um Marty McFly que parece um smile com um cabelo no estilo Chitãozinho & Chororó. Todos os personagens e cenários parecem ter sido desenhados por uma criança de seis anos, e o objetivo é ficar pulando por cima de inimigos que parecem guardinhas de trânsito, andar pelas ruas e saltar na frente das janelas das casas para abrí-las e encontrar os pais de Marty. Encontrados e reunidos, eles devem ser conduzidos por Marty até a danceteria, para se apaixonarem. Dá pra acreditar numa coisa dessas?

Apesar do visual retardado e da jogabilidade repetitiva e desinteressante, o Back to The Future do MSX pelo menos tem o mérito de funcionar dentro do que se propõe e de ser jogável – o que já é muito mais do que se pode dizer do game do Spectrum.

Muitos usuários de MSX tentaram se matar na época por causa desse game!

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BACK TO THE FUTURE (NES, 1989)

Lançado quatro anos depois do filme, era de se esperar que Back to the Future para o Nintendo 8-bits fosse a redenção do filme, que finalmente poderia se orgulhar de ter originado um game que presta. Mas não foi dessa vez. O jogo não chega a ser tão abissalmente ruim quanto as versões Spectrum e MSX, mas não fica muito longe em termos de frustração.


Tudo, absolutamente TUDO está errado nesse jogo. Marty McFly sequer se parece com o personagem visto no filme; a música se resume a um riff de três segundos que fica sendo repetido em loop infinitamente; a jogabilidade é absurdamente repetitiva e o jogo é completamente descontextualizado do filme.

O jogador controla Marty numa visão aérea, conduzindo o herói pelas ruas da cidade. O objetivo é … catar relógios espalhados pelas ruas!!! Sim, não me pergunte que diabos isso tem a ver com o filme. Enquanto vai recolhendo os relógios que aparecem, Marty precisa desviar de abelhas, obreiros carregando vidros, dançarinas de Ula-Ula, valentões de camiseta rosa, latas de lixo, bancos de praça e poças de óleo!

“Ahhhhhhh, que jogo mais HORRÍVEL!!!!”

Em termos de mecânica, o Back to the Future do NES é a versão  que menos tem qualquer coisa a ver com o filme. Aparentemente, os programadores não tinham nenhuma idéia de como fazer um game relacionado com a história do filme, e colocaram Marty para sair recolhendo relógios pelas ruas que nem um catador de lixo, já que relógio tem a ver com o tempo e tempo tem a ver com viagem no tempo. Entendeu a relação? Eu também não.

Depois de uma sequência de fases idênticas de andar pelas ruas, que parece durar uma eternidade, o jogador é recompensado com uma rápida fase bônus na cafeteria, na qual Marty precisa jogar porcarias nos capangas de Biff por trás do balcão.

Quando um dos inimigos chega até o balcão, pega Marty pelo colarinho e o atira contra a parede. E sabe o que acontece daí? Mais fases de andar pela rua recolhendo relógios!

Abominável. Inacreditável. De chorar. Passe longe!

Marty McFly no filme: cabelo castanho, jaquetas jeans e colete vermelho. No NES, o personagem exibe um cabelo preto e uma camisetinha “mamãe quero ser forte” preta, com os braços de fora. Será que os programadores do game se deram ao trabalho de pelo menos VER o filme?!?

Aguardem a PARTE II da Retrospectiva De Volta Para o Futuro, que trará reviews dos games Back to the Future II (Master System), Back to the Future II & III (NES) e Back to the Future III (Mega Drive).

AS TARTARUGAS NINJA – A “QUADRILOGIA”

No final dos anos 80 e começo dos 90, as Tartarugas Ninja (Teenage Mutant Ninja Turtles no original) tomaram o mundo de assalto com um divertido desenho animado, uma trilogia de filmes live-action, uma fabulosa linha de brinquedos e, como não poderia deixar de ser, com uma enxurrada de videogames. No auge do sucesso dos personagens, foram lançados em sequência três games para o NES e um para o Super NES, um melhor do que o outro.

O Cemetery Games aproveita agora para fazer uma retrospectiva da quadrilogia de jogos do quarteto predileto da criançada dos anos 80.


TEENAGE MUTANT NINJA TURTLES (1989, NES)

O primeiro jogo das tartarugas foi lançado em 1989 e se chamava simplesmente Teenage Mutant Ninja Turtles, lançado pela Konami (responsável por todos os games das Tartarugas Ninja daquela época, o que explica a qualidade destes títulos). Era um jogo de ação/aventura, que alternava momentos de side-scrolling com outros de visão aérea. A missão era percorrer esgotos, casas e bases para cumprir missões diversas (resgatar a jornalista April, impedir a destruição de uma represa, etc). O jogador podia jogar com qualquer um dos quatro heróis e trocá-lo por outro a qualquer momento do jogo.


Embora tenha feito grande sucesso, esse primeiro game pecava pela relativa falta de ação (em virtude da mecânica “adventure” em várias partes do jogo), pelos gráficos meia-boca e pela ambientação insatisfatória. Além disso, as fases eram cheias de inimigos bizarros que em nada lembravam os vilões do desenho animado.

De longe, a melhor, mais popular e mais lembrada versão do jogo é a do Nintendo 8-bits (NES), que aliás é a versão original. O jogo vendeu em torno de 4 milhões de unidades e se tornou um dos maiores sucessos do NES entre os títulos não lançados pela própria Nintendo. O game também teve conversões para os microcomputadores Amiga, Amstrad CPC, PC, Atari ST, Commodore 64, Spectrum e MSX (essa última foi, de longe, a que eu mais joguei naquela época). No entanto, nenhuma dessas chegou perto do original em termos de qualidade técnica, sucesso comercial ou boa recepção da crítica.

Turtles no MSX.

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TEENAGE MUTANT NINJA TURTLES II – THE ARCADE GAME (1990, NES)

Ainda em 1989, a Konami lançou nos arcades (fliperamas) outro jogo das tartarugas. Embora tivesse o mesmo nome do jogo do NES (Teenage Mutant Ninja Turtles), esse novo game era totalmente diferente – pura ação side-scrolling, com gráficos maravilhosos e traduzindo com perfeição a estética e o clima do desenho animado que estreou em 1987. Efeitos sonoros, jogabilidade, visual, tudo era perfeito. Não é por nada que esse jogo até hoje é lembrado com saudades por todo mundo que o conheceu na época.

No ano seguinte, a Konami resolveu fazer uma adaptação do jogo de arcade para o NES, dando sequência ao jogo anterior do console. O game foi rebatizado como Teenage Mutant Ninja Turtles II – The Arcade Game e foi lançado em 1990, sendo que logo se tornou a preferência de 10 entre 10 proprietários de NES na época (e uma das principais razões para a criançada da época ranger os dentes de vontade de ter um).

Como já seria de se esperar, em termos de gráficos e som a versão do NES é sensivelmente inferior ao original do arcade. Mas não só a jogabilidade excelente foi mantida como, ainda, a versão do NES tinha suas próprias vantagens: duas fases inéditas, que não existiam no game original. Além disso, a maioria das fases foi ampliada na versão NES. Some-se a isso gráficos e músicas excelentes para os padrões do console e pronto: um clássico instantâneo e inesquecível, cultuado por todo mundo que curte ou já curtiu games da “geração 8-bits”.

O jogo também teve versões para os microcomputadores Amiga, Amstrad CPC, Atari ST, Commodore 64, PC e Spectrum. Nunca joguei as quatro primeiras, mas pelo que sei a versão do Commodore 64 é uma droga. A versão para PC era razoavelmente semelhante a do NES em termos de visual (mas sem as fases adicionais), mas inferior em termos de jogabilidade. A versão para Spectrum padecia das naturais limitações do micro, e os gráficos eram tão pobres que sequer lembravam o jogo original. De qualquer forma, era um bom lançamento para os padrões do Spectrum, e na época foi um jogo bastante festejado pela mídia especializada neste micro.

Além de dar de dez a zero no primeiro jogo em termos de gráficos, música, jogabilidade e ambientação, TMNT II ainda tinha a vantagem de introduzir na série um aspecto maravilhoso: a ótima jogabilidade cooperativa em two-players. Poucos games da época eram tão divertidos de jogar em dupla com um amigo quanto esses das Tartarugas Ninja!

TMNT II do NES é ação videogâmica de 8-bits na sua melhor forma. Me desculpem pela pagação de pau, mas eu AMO esse game!

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TEENAGE MUTANT NINJA TURTLES III – THE MANHATTAN PROJECT (1992, NES)

Assumindo de uma vez por todas que o Nes era O videogame das Tartarugas Ninja, a Konami lançou em 1992 a continuação do “Arcade Game exclusivamente para o console da Nintendo. Em termos de visual e jogabilidade, o game era extremamente semelhante ao TMNT II, porém com gráficos levemente superiores. Para compensar a repetição da estética do jogo anterior, TMNT III introduziu cenários diferentes e bem legais. Só a título de exemplo, a primeira fase é numa PRAIA e na sequência tem até as Tartarugas Ninja fazendo surf e enfrentando inimigos no mar!

O roteiro, dessa vez, vai além da tradicional pendenga genérica entre o Destruidor e as tartarugas. Os heróis, no começo do jogo, são mostrados tirando férias numa praia. Se tartarugas pegando bronzeado já é uma coisa que parece estranha, imaginem ainda vendo televisão na beira da praia. Pois é, mais é isso aí mesmo. Tudo vai as mil maravilhas quando subitamente uma reportagem de April (a repórter amiga dos heróis) é interrompida pela notícia de que o Destruidor raptou … a ilha de Manhattan! Sim, a ilha INTEIRA foi elevada à altura dos céus (o jogo não explica como). Bom, ninguém iria querer muita lógica num jogo estrelado por tartarugas adolescentes que são ninja, não é mesmo? O importante é ter uma boa premissa para o pau comer solto!

TMNT III é um dos melhores beat’em ups da terceira geração de consoles (talvez o melhor) e foi um dos últimos grandes jogos do Nintendo 8-bits antes do final de sua vida útil (seu sucessor, o Super Nes, já estava no mercado há dois anos).  Na época a revista americana Electronic Gaming Monthly o elegeu como o melhor game de NES do ano de 1992 (aliás, eu lembro de ter lido essa notícia fresquinha, no verão de 1993, num exemplar da extinta revista Videogame).

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TEENAGE MUTANT NINJA TURTLES IV – TURTLES IN TIME (1992, SUPER NES)

TMNT – Turtles in Time foi o segundo jogo das tartarugas nos arcades. Adaptado para o Super Nintendo, o jogo foi rebatizado de TMNT IV – Turtles in Time, a fim de mostrá-lo como a continuação natural da trilogia de games das Turtles no NES.

Assim como TMNT III, Turtles in Time apresentava um roteiro rebuscado: as Turtles estavam assistindo a uma reportagem da amiga April quando subitamente Krang aparece em cena e leva a Estátua da Liberdade embora. Nossos heróis vão atrás do alienígena e dos capangas do Foot Clan, mas o Destruidor abre um portal temporal e despacha as tartarugas para o passado. Agora, o quarteto precisa abrir caminho na base da porrada em diferentes épocas para retornar ao presente e derrotar o Destruidor e Krang.

Se os últimos dois jogos das Tartarugas Ninja no NES já eram fenomenais, esse aqui era simplesmente como ter uma máquina de arcade em casa. A versão para o Super Nes não ficou devendo absolutamente nada ao original, ou seja: gráficos, música, efeitos sonoros, jogabilidade dinâmica … tudo simplesmente PERFEITO. Preferências pessoais à parte, tecnicamente não há dúvida: Turtles in Time é o melhor game das tartarugas de todos os tempos.

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PARA ALÉM DA QUADRILOGIA

Outros bons games estrelados pelas Tartarugas Ninja foram lançados para outros sistemas na mesma época. O Game Boy clássico da Nintendo teve a trilogia composta por TMNT – Fall of The Foot Clan de 1989 (que já foi detonado do começo ao fim aqui no Cemetery Games), TMNT II – Back From the Sewers (1990) e pelo não tão interessante TMNT III – Radical Rescue (1992).

Quebrando a tradicional hegemonia dos consoles da Nintendo em relação a games das Turtles, o Mega Drive da Sega recebeu em 1991 o ótimo TMNT – The Hyperstone Heist (que era uma espécie de conversão de Turtles in Time, mas com várias fases novas e um roteiro diferente).

Além desses, foi lançado em 1991 o pouquíssimo lembrado TMNT – The Manhattan Missions para PC. O jogo era mais baseado nas histórias em quadrinhos originais dos personagens e nem tanto no desenho animado, e era bem diferente dos games do NES.

Pegando carona na nascente febre dos games de luta, a Konami lançou em 1993 TMNT – Tournament Fighters, com versões para NES, Super Nes e Mega Drive. Era um joguinho de luta razoável, mas sem cacife para competir com os ótimos Mortal Kombat e Street Fighter II que dominavam a cena.

Depois disso, as Tartarugas Ninja caíram em ostracismo no mundo dos games e só voltaram à cena em 2002, com um novo jogo para o Game Boy Advance (Teenage Mutant Ninja Turtles – não confundir com o TMNT lançado em 2007!), uma nova trilogia para Playstation-2 e outros consoles e alguns outros jogos esparsos. No entanto, todos são baseados no novo desenho dos personagens, com estética bem diferente do desenho oitentista e dos filmes do começo dos anos 90. E, sem sombra de dúvida, o único desses games mais recentes que faz jus ao nível de qualidade dos antigos games da Konami é o TMNT de 2007, lançado para o Game Boy Advance (e que, curiosamente, não foi feito pela Konami e sim pela Ubisoft).

Turtles no Game Boy Advance, em TMNT (2007). A versão dos outros consoles é medíocre, mas a do GBA é simplesmente o melhor game das Tartarugas Ninja dos últimos 18 anos!

“Hey, desliguem essa porcaria desse programa, quero jogar Super Nintendo na TV!!!”

UNCLE FESTER’S QUEST – THE ADDAMS FAMILY (1990, NES)

Aqui no Cemetery Games, a gente gosta de games antigos de qualidade. Mas é ilusão achar que todos os games da 3ª e 4ª geração eram legais. Assim como hoje, as prateleiras eram entupidas também com muito lixo. Hoje nós vamos falar de um desses exemplares deploráveis de jogos antigos.

No que você pensa quando ouve falar na Família Addams? Piadas de humor negro? Fantasmas? Cemitérios à luz do luar? Mansões decrépitas em estilo gótico? Uma mão sem corpo saindo de uma caixinha e correndo por aí? Um mordomo com as feições do monstro de Frankenstein? Bruxaria, artefatos macabros, plantas carnívoras?

E que tal em … ALIENÍGENAS?!? Não, né? Alienígenas certamente não combinam com o tema “Família Addams”. Ainda assim, sabe-se lá por qual motivo incompreensível, a produtora Sunsoft resolveu fazer  Uncle Fester’s Quest – The Addams Family (o primeiro videogame da Família Addams de todos os tempos!) baseado numa … invasão alienígena.

Ai, meu saco!

Tudo bem, dá pra compreender que o jogo não fosse baseado no filme The Addams Family, de 1991, que revitalizou os personagens da antiga série de TV dos anos 60. Afinal de contas, esse game do NES foi lançado um ano antes do filme, na onda do hype gerado pela produção da película. Mas, porca miséria, será que não podiam aparecer com uma historinha melhor? Tio Fester atirando em ETs?!? Caramba, é um conceito tão retardado e arbitrário que ficamos a imaginar o que mais a Sunsoft pode ter pensado na época. Será que cogitaram um game de culinária com a Mortícia? Ou quem sabe Gomes Addams num labirinto, fugindo de fantasmas e tendo que comer todas as pastilhas pra passar de fase?

Mas o pior de tudo é que a história ridícula é o menor dos problemas do game. Após assistir a uma das mais bonitas e bem feitas introduções de um jogo para console de 8-bits, o jogador é atirado num game de tiro com gráficos horríveis, chatíssimo, com design de fases abominável e jogabilidade tosca. Tio Fester sai andando pelas ruas da cidade, atirando em alienígenas que parecem sapos e em outros que parecem poças de sagú, andando também pelos esgotos. Sim, um Addams com uma arma laser matando ETs nos esgotos da cidade! Isso é que eu chamo de aproveitar “bem” os personagens.

Esse game é uma decepção MUITO grande pra mim por dois motivos. Primeiro, porque eu sou um fã de longa data dos Addams (desde antes da época em que o filme estava pra sair). Segundo, porque eu tinha uns nove ou dez anos de idade quando comprei uma saudosa revista AÇÃO GAMES (alguém lembra?) nas bancas e vi o anúncio desse jogo. A pequena matéria que falava sobre o game, sabiamente, mostrou apenas imagens da tela de abertura, o que fazia o jogo parecer lindo. Na época, só faltou eu ter um ataque cardíaco! Minha reação foi algo como “oh meu Deus, oh meu Deus, um game da FAMÍLIA ADDAMS pro Nintendo!!! Deve ser a coisa mais legal do mundo, com certeza!!!“.

Foi apenas depois de muitos anos que eu fui ter a oportunidade de conhecer esse jogo e … rapidamente dei graças a Deus por ter sido poupado de semelhante flagelo na infância.

Para provar que não estou de sacanagem, vejam o review do game que a revista britânica Computer and Video Games fez na época do lançamento:

Uncle Fester – que personagem maluco. Uncle Fester – que droga de jogo. Depois da fabulosa sequencia de abertura com o banho de lua de Fester e a a música funkadelic na tela título, a jogabilidade sem recompensas de andar e atirar foi uma decepção. Você apenas anda e anda e atira em monstros que parecem bolhas e que reaparecem no momento em que a tela se move, e o potencial humorístico do Tio Fester nunca é de fato usado durante o jogo. Mesmo os gráficos são falhados e pouco impressionantes, então não há sequer muito estímulo para jogar e chegar até a próxima porção do jogo. É de se reconhecer que, quanto ao preço, este é um dos cartuchos mais baratos do catálogo da Nintendo, mas é melhor você salvar seu dinheiro para perto do Natal, quando haverá alguns lançamentos realmente bons da Sunsoft saindo. NOTA: 56%“.

Tirando a sequencia de abertura e a arte da caixinha, simplesmente não há nada de positivo a dizer sobre esse lamentável game. Em 1992, a Ocean lançou um game bem melhor, baseado no filme, chamado simplesmente The Addams Family. O jogo saiu pra tudo o que era máquina de rodar jogo na época (Game Boy, Game Gear, NES, Master System, ZX Spectrum, Commodore 64, Mega Drive e Super Nes), e não era perfeito – mas dava de dez a zero em Uncle Fester’s Quest. Sorte da Família Addams!

A sequencia de abertura mostra a mansão Addams e, ali perto, o Tio Fester tomando um banho de lua e curtindo uma birita. De repente, um disco voador surge ao fundo e lança um raio sobre a cidade. É uma das aberturas mais divertidas e bem-feitas já vistas num jogo da terceira geração de videogames.  O problema é que, depois disso, o jogo vira uma porcaria!


Uma das várias coisas chatas desse game: a arma laser com “efeito bumerangue”. Os tiros saem em “ziguezague” e frequentemente não acertam os inimigos, obrigando Fester a recuar ou mesmo causando a morte do personagem.

Uma das várias coisas chatas desse game: os “paus de sprite” (quando partes dos personagens somem por falta de memória ou conflito de vídeo). Era um defeito relativamente comum nos jogos da era 8-bits, mas aqui os programadores não se esforçaram nem um pouquinho. Repare que partes do corpo do Tio Fester ficam sumindo o tempo todo.

Uma das várias coisas chatas desse game: a maioria dos inimigos requer um zilhão de tiros para morrer, dando a sensação de que você está sempre armado com uma funda. E tem mais: a barra de energia de Fester tem apenas dois risquinhos! Se for encostado duas vezes por um inimigo – ainda que seja um mero ratinho de esgoto – é GAME OVER! Acha que é só isso? Não, é claro que tem mais: a opção “CONTINUE” preserva apenas sua arma, mas o coloca de volta no começo da fase, seja lá onde você estava quando morreu. Que noção peculiar de “continue”, não?


O menu do jogo mostra a potência da arma de Fester no momento e a quantidade de itens que o jogador possui.

Uma das várias coisas chatas desse game: alguns inimigos, como essa bolha verde mal feita, se MULTIPLICAM conforme você atira neles. Ou seja, quanto mais você luta, mais precisa recuar para fugir dos inimigos – e ainda tem que sofrer para acertá-los com os tiros em ziguezague. Claro, dá pra usar a dinamite (TNT) pra detoná-los com mais facilidade … mas não custa lembrar que a dinamite é limitada!

Em alguns lugares, Fester encontra membros da família, que lhe presenteiam com itens úteis para a aventura.

Repare na mansão de filme de terror no fundo, nos raios de tempestade e na aranha. Evidentemente, nenhum desses elementos de horror foram aproveitados no game, que preferiu investir em armas laser, ratos de esgoto, bolhas verdes, sapos e outras monstruosidades alienígenas esdrúxulas.  Eu sempre achei muito legal essa caixinha do game, mas pela primeira vez estou reparando que Fester parece estar de batom e usando um casaco de peles! Pô, Sunsoft, não precisavam sacanear o Tio Fester com esse visual de travesti da terceira idade, né?!?

NINJA GAIDEN (NES, 1989)

Lançado em 1989 pela Tecmo, Ninja Gaiden é o primeiro game de uma trilogia que constitui uma das séries mais famosas do NES, o clássico videogame da Nintendo que virtualmente dominou o mercado entre o final dos anos 80 e início dos 90.Ninja_gaiden_nes
Na verdade, Ninja Gaiden nasceu nos arcades em 1988, num game que mais se parecia com um clone de Double Dragon do que com o rápido jogo de aventura e ação que se vê no NES. No entanto, a versão para o console da Nintendo se mostrou muito melhor e mais legal do que o dos arcades, e acabou eclipsando o game original. A prova disso é que o jogo do NES ganhou duas ótimas continuações, enquanto que o original do arcade acabou esquecido.

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O protagonista da série Ninja Gaiden é – surpresa!!! – um ninja. O nome do cara é Ryu Hayabusa, sempre acompanhado de sua poderosa espada, a Dragon Sword, herdada de seu pai.

Sempre achei que o nome “Ninja Gaiden” soa muito bem, mas só Deus sabe de onde tiraram esse nome para o jogo! O nome original da série no Japão é Ninja Ryukenden, que significa literalmente A Lenda da Espada Ninja do Dragão. Parece nome de filme barato de kung-fu, mas pelo menos tem sentido. Já “Ninja Gaiden” significa – pasme – “História Paralela Ninja”(!!!). Como o game não é um spin-off e sim uma história original, a verdade é que o título Ninja Gaiden
não faz sentido algum. Possui apenas o mérito de soar bem aos ouvidos ocidentais.

Ninja Gaiden se tornou um sucesso por muitos motivos: bons gráficos, ação rápida, ótima jogabilidade e excelente trilha sonora. Além disso, pela primeira vez na história dos videogames, o game apresentava uma história que era contada no decorrer do jogo através de “cut scenes”, como breves “filminhos” com imagens estáticas, textos e pequenas animações. Para os padrões da época, tudo isso levava o jogo a um novo patamar narrativo.

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Outro aspecto folclórico dessa série de games é a dificuldade extrema, de arrancar os cabelos. É complicado dizer se esse primeiro game é mais ou menos difícil do que as duas continuações, mas o que é certo é que o jogo é ralado, roubado, injusto, cruel, doentiamente difícil. Mesmo jogado num emulador e com uso de recursos como save state, o jogo ainda é mais difícil do que qualquer game contemporâneo. Só jogando as últimas fases do game é que se pode ter uma idéia da dificuldade extrema. É o tipo de cartucho que dava vontade de arremessar contra a parede de tão frustrante.

Ryu Hayabusa foi um dos garotos propaganda da Nintendo, graças ao sucesso da ótima trilogia Ninja Gaiden no NES e de uma versão do game lançada para o portátil Game Boy. Mas isso mudou em 1991, quando uma nova versão do jogo foi lançada para o Game Gear, o videogame portátil da concorrente Sega. O jogo parecia uma mistura do primeiro game do NES com o original dos arcades, e não era grande coisa. Já em 1992, uma excelente versão original do game foi lançada para o Master System, o principal concorrente do NES, também fabricado pela Sega. No entanto, nessa época o Master System já estava virtualmente morto nos EUA, razão pela qual o game só saiu na Europa e no Brasil (sim, o nosso país foi um dos melhores mercados do Master System em todo o mundo).

Depois do original dos arcades, da trilogia do NES, das aparições no Game Gear e no Game Boy e do game para Master System, a série Ninja Gaiden hibernou por DOZE ANOS, até ser ressuscitada no game Ninja Gaiden (de 2004, lançado para o Xbox). Após este elogiado renascimento da série, Ryu Hayabusa apareceu novamente em 2008 em dois novos games: Ninja Gaiden II (para o Xbox 360) e Ninja Gaiden Dragon Sword, para o console portátil Nintendo DS.

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A HISTÓRIA

Antes de o jogador iniciar uma partida, uma breve animação começa a contar a trama do game. Essa abertura mostra o pai de Ryu num duelo noturno de espadas com um desconhecido, sendo derrotado por este misterioso inimigo. Intrigado com o desaparecimento de seu pai, Ryu vai até a casa daquele e encontra uma carta destinada a ele, escrita por seu pai. Na carta, o pai de Ryu revela que está indo para um duelo do qual pode não retornar, e que nesse caso Ryu deverá ir imediatamente para os Estados Unidos para encontrar um arqueólogo chamado Walter Smith.

Desejando vingança pela morte de seu pai, Ryu vai para os EUA. Na primeira fase, vemos o ninja sendo atacado por uma enorme quantidade de criminosos já nas ruas, à procura do tal Smith.

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A fase termina com Ryu saindo no pau com um grandalhão num bar.

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Logo após derrotá-lo, uma cut scene mostra uma misteriosa mulher perseguindo Ryu. Assim que este vê a garota, ela subitamente atira no ninja.

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Ryu acorda numa prisão, descobrindo que foi atingido por algum tipo de sedativo. A mesma mulher misteriosa que atirou nele abre a porta de sua cela e dá ao ninja uma estranha estatueta. A mulher diz para Ryu fugir e então desaparece.

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Saindo da prisão, Ryu descobre que estava numa espécie de complexo de ruínas antigas.

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Seguindo em frente, ele enfrenta uma série de soldados e inimigos e, no fim da fase, mais um grandalhão maluco.

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Após estas aventuras, Ryu finalmente chega até a casa do Dr. Walter Smith, localizada à beira de um lago nas montanhas. O arqueólogo revela que era um amigo próximo do pai de Ryu, e que ambos fizeram uma expedição para a floresta amazônica anos antes, ocasião na qual descobriram uma tabuleta e uma antiga estátua, que revelavam um terrível segredo …

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Séculos atrás, um poderoso demônio havia entrado em nosso mundo. No entanto, um ninja de poderes excepcionais chamado Shinobi (nada a ver com o famoso ninja da Sega!) derrotou o demônio e aprisionou os poderes da criatura em duas pequenas estatuetas, que representavam respectivamente a luz e a escuridão. Os acontecimentos recentes indicam que, aparentemente, alguém está tentando se apoderar dessas duas estatuetas e trazer de volta ao nosso mundo a terrível entidade demoníaca.

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Enquanto Ryu e Walter estão conversando, subitamente um ninja entra na casa, pega a estatueta e foge pelo telhado.

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Começa aí a terceira fase, com Ryu saindo da casa de Walter e subindo as montanhas em direção ao misterioso ladrão.

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Chegando numa caverna, Ruy enfrenta mais um grandalhão e consegue recuperar a estátua.

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Ao voltar à cabana do Dr.Smith, ele descobre que o arqueólogo foi baleado. Antes de morrer, Smith dá a Ryu a outra estátua, que ficou guardada com ele.

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Um grupo de homens armados surge e eles levam Ryu até a presença de um agente chamado Foster, que revela que eles são homens da CIA. Foster explica a Ryu que o antigo templo amazônico encontrado pelo Dr.Smith foi tomado por um vilão com o exótico nome de Guardia de mieux, que se auto intitula JAQUIO. Os homens da Cia então mandam Ryu para a Amazônia.

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Na Amazônia, o jogo começa a ficar REALMENTE difícil, com Ryu enfrentando uma crescente quantidade de inimigos cada vez mais letais, até chegar num templo, onde terá que enfrentar dois sapos de pedra, gigantes e demoníacos.

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Depois de derrotar esses bizarros inimigos, Ryu fica de cara com o vilão Jaquio, que raptou a agente do FBI que atirou em Ryu no final da primeira fase. Ameaçando matar a garota, Jaquio força Ryu a entregar as estátuas, e então joga o nosso herói num alçapão.

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Ryu vai parar numas cavernas infestadas de inimigos, e terá que subir novamente ao topo do templo, enfrentando uma dificuldade de arrancar os cabelos!

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Nosso herói então passa por mais uma série de apuros até chegar em Malth, o sinistro guerreiro que duelou com seu pai.

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Os sapos gigantes são inimigos bem desafiantes, mas Malth é o primeiro inimigo extremamente difícil de vencer dos vários que ainda virão.

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Derrotado, Malth revela que o pai de Ryu não está morto.

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Essa última fase é de uma dificuldade que beira o inacreditável, com quantidades enormes de inimigos saindo por todos os lados e colocando Ryu em perigo a cada centímetro avançado no jogo.

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Seguindo em frente, Ryu chega até o templo aonde está encastelado Jaquio. Lá ele descobre a terrível verdade: o pai de Ryu não foi morto, mas sim transformado num demônio mascarado, possuído por uma misteriosa força sobrenatural que controla a sua mente.

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Aqui o jogo – que já vinha sendo monstruosamente difícil desde o começo da fase da Amazônia – mostra a sua verdadeira face e se torna virtualmente IMPOSSÍVEL de ser vencido. Isso porque Ryu terá que enfrentar TRÊS grandes inimigos, um atrás do outro, e a sua morte significa ser automaticamente remetido ao começo da última fase, após a derrota de Malth. É mole?!?

O primeiro inimigo é o pai de Ryu, transformado no demônio mascarado. Aqui, o negócio é atacar a pedra vermelha no centro da tela, e não o demônio em si. Só que a tarefa é osso duro de roer, porque a maldita coisa fica atirando no ninja.

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Em seguida, libertado da magia que dominava sua mente, o pai de Ryu se atira na frente de uma bola de fogo lançada por Jaquio contra Ryu. Ao ver seu pai moribundo, Ryu perda a paciência e jura Jaquio de morte.

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Jaquio é basicamente uma enorme bosta voadora, e o desgraçado fica varrendo a tela com bolas de fogo. Matá-lo é insanamente difícil, pois é complicado até evitar de ser acertado a toda hora por alguma bola de fogo safada do vilão.

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Você pensa que é hora do final feliz depois desses dois dificílimos inimigos consecutivos? Ledo engano! Derrotado Jaquio, surge o temível eclipse lunar que traria a demoníaca divindade de volta à vida.

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E lá vem mais uma luta, agora contra esse demônio enorme e cretino que aparentemente não morre de jeito nenhum!

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O negócio é encher a cabeça dele de porrada, até a cabeça rolar e cair. Depois, é hora de atacar o ferrão da cauda do inimigo, até ela explodir. Depois de tudo isso, são necessários vários ataques na barriga da criatura. E só daí, realmente, é o fim desse joguinho miseravelmente difícil.

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Ryu se despede de seu moribundo pai. O ninja e a garota fogem do templo que desmorona, e observam de longe o lugar ruir por completo. Foster liga para a garota e ordena que ela mate Ryu, que escuta a conversa e promete que irá cagar Foster a pau. A garota joga o comunicador longe e beija Ryu, revelando seu nome: Irene Lew.

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Os dois pombinhos então observam o nascer do sol sobre a floresta amazônica. THE END! Até o proximo detonado, caros amigos cemeterygamers!!

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