MARATONA ATARI

Ano novo, vida nova, videogame velho! Cá estamos com a primeira etapa da nossa Maratona Atari em 2011, dando continuidade ao nosso ambicioso projeto de desbravar por completo toda a vasta biblioteca de games do Atari 2600, o representante máximo da segunda geração de videogames e um dos consoles mais importantes de todos os tempos.

 

Essa etapa da nossa maratona começa com BASKETBALL, lançado em 1978 pela própria Atari. O jogo é um basquete “mano a mano”, com apenas dois jogadores, e é tão primitivo quanto se pode imaginar, mas bem executado. Você pode jogar contra o console ou contra um amigo, e o jogo rende algumas “roubadas” de bola divertidas. Apesar dos gráficos apresentarem aquela pobreza típica das primeiras levas de jogos do Atari 2600, a jogabilidade é surpreendentemente funcional e o resultado, no geral, é positivo. Mas eu devo confessar que, quando era criança, não tinha muito saco para esses jogos de esportes do Atari (comer pastilhas, fugir de fantasmas, explodir naves alienígenas e me aventurar em lugares exóticos era mais do meu agrado).

 



O próximo game na nossa lista é BEAMRIDER, lançado pela Activision em 1984. Confesso que nunca joguei ele no Atari, pois só fui conhecê-lo no MSX, já no começo dos anos 90 – e eu achava esse jogo muito legal! Para ser sincero, o Beamrider do Atari 2600 não fica devendo quase nada para o do MSX, e é um ótimo game para os padrões do console.

O jogador comanda uma espaçonave que se move horizontalmente, e precisa destruir todas as naves inimigas num determinado setor antes de avançar para o próximo. No final de cada setor, aparece uma enorme nave-mãe inimiga, que deve ser destruída com os mísseis especiais (que são disparados colocando-se o direcional do joystick para cima). Os gráficos são realmente muito bons para o que se espera do Atari, e davam um efeito “high tech” de tridimensionalidade ao jogo (as linhas pontilhadas verticais são estáticas, enquanto que a tela é continuamente varrida pelo movimento das linhas horizontais, criando uma ilusão de movimento “em grade”). O Atari 2600 era infestado de games de naves espaciais, sendo que muitos deles eram derivativos demais, então sempre é legal ver jogos do estilo no console que se destacam e que possuem alguma personalidade. Beamrider é um game que envelheceu muito bem e ainda garante umas partidas divertidas para qualquer retrogamer de plantão.

 


Se você achava que o misterioso Triângulo das Bermudas era um lugar estranho, espere até conhecer BERMUDA TRIANGLE, um game de ação ambientado nessas sinistras águas. Esse game, lançado pela Data Age em 1982, coloca no chinelo até as mais excêntricas teorias sobre o lugar. No comando de um submarino esquisito, o jogador se atira nas águas do Triângulo das Bermudas e enfrenta ataques de tubarões, polvos, minas submarinas e discos voadores(!). Destruir essas coisas dá pontos, mas além disso você pode incrementar o seu placar usando um peculiar “raio trator” do submarino para abduzir (ou algo do tipo) algumas estruturas submersas (até onde pude entender, preferencialmente as torres cor de rosa). Se você usar o raio trator onde não deve, seu submarino é destruído. Enfim, o jogo é uma espécie de shot’em up subaquático, e até que rende umas partidas divertidas, apesar de a ação ser meio confusa e de a jogabilidade não ser tudo isso.


Não é fácil ficar animado para jogar um game chamado BEANY BOPPER, mas fazer o quê? Esse joguinho, lançado em 1982, é seguramente uma das coisas mais esquisitas que eu já vi na minha vida em termos de videogames! O jogador controla o que aparenta ser uma bola com um furo que dispara tiros, e o objetivo é atirar em outros objetos esquisitos para deixá-los estáticos e, então, pegá-los. Entre esses objetos, estão pequenos mísseis, coisas que parecem pequenos helicópteros com carinhas tristes e outras bolas furadas iguais a que o jogador controla. E tudo isso ocorre dentro do que parece ser um labirinto em movimento.

O jogo até que tem uma ação dinâmica, mas parece mais um teste de sanidade do que propriamente um game. Confesso que ele é um pouco viciante, mas provavelmente pelas razões erradas. Se você se sentir compelido a jogar Beany Bopper por um longo período, sugiro que procure ajuda psiquiátrica imediatamente!

 


Essa etapa da nossa longa e intrépida Maratona Atari se encerra com um clássico: BERZERK, lançado em 1980 nos arcades e depois convertido para o Atari 2600 em 1982. A versão do Atari é mais simples do que original, deixando de lado principalmente as vozes digitalizadas dos robôs, o que era uma das características técnicas mais inovadores de Berserk nos arcades. Mesmo assim, a versão do Atari é ótima, pura diversão videogâmica de segunda geração no seu melhor.

O jogador controla o herói dentro de um labirinto cheio de robôs, e deve destruir todos eles a tiros antes de avançar para outra tela. O problema é que os robôs também atiram no nosso destemido guerreiro e, como se não bastasse, as paredes do labirinto são eletrificadas – encostar nelas representa morte instantânea. A jogabilidade em Berserk é surpreendentemente boa para os padrões da época, permitindo que o jogador atire em diagonal para todos os lados que desejar, sendo que o botão de tiro do joystick e o direcional são usados em conjunto para determinar a direção dos ataques. Fácil, intuitivo e funcional – uma combinação de qualidades na jogabilidade que poucos games do Atari podem se orgulhar de ter.

Era isso por enquanto, caros retrogamers! 2011 está apenas começando, e ao longo do ano nós vamos nos aprofundar cada vez mais na jurássica e clássica biblioteca de games do icônico Atari 2600, o console que inaugurou o mercado de videogames como o conhecemos hoje. Fiquem ligados e até mais!


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2 pensamentos sobre “MARATONA ATARI

  1. Verdadeiramente o Atari jogos divertidos, e que estimulavam a imaginação, pois não tinha gráfico.

    Mesmo assim, curto demais Hero, River Raid, Beamrider, Keystone Kepers, Megamania, Enduro, Frostbyte, Jungle Hunt, Demon Attack, e muitos outros que nem me lembro mais.

    Possuí um Atari da Polyvox de 11/1988 até final de 89, quando o Nes chegou

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