KNIGHTS OF THE ROUND (1991, Arcades/1994, Super Nes)


No verão de 1994 (ou 1995, não lembro bem) eu estava na praia de Canasvieiras, em Santa Catarina, e então saí de noite para ir no fliperama (na época em que isso ainda existia). Lá conheci Knights of the Round, um game que já não era novo (foi lançado pela Capcom em 1991), mas que era tudo o que um fã de longa data de Golden Axe poderia querer. Jogabilidade rápida, gráficos caprichados, trilha sonora inspirada e porradaria medievel comendo solta. Até hoje, o game é um dos meus arcades favoritos!

Em termos de estilo, Knights of the Round é uma espécie de Golden Axe com clima menos sombrio, seguindo a mesma linha de beat’em up medieval inaugurada pelo velho clássico da Sega. Os gráficos são muito bons, com cenários cheios de detalhes, e as músicas são muito legais, criando a ambientação ideal para o jogador entrar no clima de violência medieval do jogo.


A história começa com Arthur tirando a mítica espada Excalibur da pedra. Após realizar esse feito, o jovem é instruído pelo mago Merlin a unificar a Grã-Bretanha sob o trono de um único rei. Para fazê-lo, Arthur terá que enfrentar as horas do tirano rei Garibaldi e tirar o infeliz do poder. Nessa missão, ele contará com dois futuros cavaleiros da Távola Redonda: o ágil Lancelot e o fortão Percival.


O game é relativamente curto, como era comum nos jogos do estilo, e conta com apenas sete fases. A jogabilidade é simples ao extremo, com o herói escolhido pelo jogador contando tão somente com um ataque simples de espada, pulo e com um ataque “especial” (aquele famigerado e costumeiro golpe que tira energia do herói, e que só deve ser utilizado na hora do desespero). Não rolam magias de nenhum tipo, tudo aqui é resolvido na porrada mesmo.


O interessante é que, além da ambientação medieval típica de RPGs, a Capcom introduziu no jogo um sistema de progressão de níveis por experiência, típico de RPGs. A mecânica dessa evolução de níveis dos personagens é bastante simples, mas ajuda a dar ao game aquele ar de “RPG de ação”. E esse jogo não foi a única tentativa da Capcom de mesclar beat’em up com RPG medieval, pois ainda em 1991 a empresa faria algo semelhante com o game The King of Dragons, embora o meu predileto desses dois, sem dúvida, seja Knights of the Round.


Em 1994, quando Knights of the Round já estava longe de ser uma novidade, o game ganhou uma adaptação para o Super Nes, a única versão do jogo para plataformas domésticas (não considerando futuras compilações). O Knights of the Round do Super Nes é muito bom e, grosso modo, não deixava muito a desejar em relação ao original. Mas hoje em dia, nessa era de emuladores, é evidente que a versão mais recomendável para quem quiser conhecer o jogo é a original do arcade, que é bem mais rica em detalhes gráficos (principalmente no que se refere aos cenários de fundo, bem mais detalhados do que no Super Nes).

A maior vantagem do game do arcade sobre a versão do Super Nes, no entanto, se dá nos efeitos sonoros, como vozes e ruído de golpes, que ficaram sensivelmente prejudicados na adaptação para o console de 16-bits da Nintendo. E, é claro, o game original do arcade contava  também com generosas doses de sangue jorrando dos inimigos em meio às lutas, elemento de violência que tomou chá de sumiço na versão do Super Nes (Naquela época, a Nintendo tinha uma política bastante severa de intolerância ao sangue em seus games).


Em 2006, Knights of the Round (o original do arcade) foi lançado como parte da coletânea Capcom Classics Collection: Reloaded do PSP. No mesmo ano, o jogo também apareceu na coletânea Capcom Classics Collection Vol. 2, lançada para o Playstation 2.

Para quem gosta de Golden Axe (e existe alguém que não gosta?!?), Knights of the Round é um hack and slash extremamente satisfativo e viciante. Apesar de sua curta duração, é o tipo do jogo que incita retrogamers como eu a revisitá-lo, de novo e de novo, depois de um certo tempo. Recomendo, sem restrições.

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Um pensamento sobre “KNIGHTS OF THE ROUND (1991, Arcades/1994, Super Nes)

  1. Esse é um dos meus arcades preferidos junto com King os Dragons e os perfeitos Dungeons And Dragons. Era uma daquelas escolhas que salvavam o final de semana. Adorei o texto. E a melhor parte é ficar montando os personagens e jogando o cabelão do Lancelot. Um Luxo!

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