MARATONA ATARI

Inspirado pela Cruzada Master System e pela Cruzada NES do Gaga Games, o Cemetery Games declara aberta a MARATONA ATARI. O objetivo é simples: jogar e resenhar, do começo ao fim, toda a biblioteca de games de um dos consoles mais clássicos e icônicos de toda a história dos videogames, o Atari VCS (Video Computer System), que posteriormente passou a ser mais conhecido como Atari 2600. Trata-se do console definitivo da segunda geração de videogames e da plataforma que definiu a indústria dos games como a conhecemos até hoje, além de ter sido o grande companheiro de infância de muitos retrogamers, eu incluso.

A “Geração Atari” não podia reclamar de ter poucos games em casa. O mercado brasileiro, na época, era abastecido por diversos clones nacionais da plataforma, fabricados por empresas como CCE, Milmar e Dynacom, que também enchiam as lojas de cartuchos a preços bastante acessíveis. Não lembro quantos cartuchos eu tive na época do meu Atari (1987 a 1992), mas creio que tive algo em torno de 40 ou 50 games, o que é um absurdo para os padrões atuais (já pensou quanto você gastaria para ter 50 games originais de Xbox 360?). Apesar disso, foram muitos os games do Atari com os quais infelizmente não tive contato na época, como Gremlins, Ghostbusters, Krull e outros. O objetivo dessa Maratona é realizar o que, naqueles tempos, teria sido meu sonho de criança: jogar TODOS os games do Atari!

As regras da nossa Maratona Atari são:

1 – o objetivo é jogar todos os games que foram lançados durante a vida comercial do console e que estariam disponíveis para nós (no Brasil ou no exterior) nos anos 80. Protótipos que foram revelados muito tempo depois, homebrews, hacks ou games tardios não nos interessam. Coletâneas de games relançados e outros títulos redundantes também não serão analisados;

2 – a Maratona Atari vai considerar a lista de 544 títulos que consta na Wikipedia, no seguinte endereço: http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_Atari_2600_games. Jogos que eventualmente não constem desta lista não serão objeto de análise;

3 – Os games serão jogados no emulador Stella (versão 2.5.1, de 2008) do Windows. Qualquer jogo que não rode nesse emulador, ou apresente funcionamento estranho ou anômalo, será analisado em um emulador secundário que será informado na própria resenha do jogo em questão.


Vamos abrir os trabalhos com 3D Tic-Tac-Toe, lançado pela Atari em 1980. É um jogo-da-velha, só que em três dimensões. Cada um dos quatro tabuleiros é como se fosse um “nível” de um mesmo tabuleiro. Leva algum tempo para compreender a lógica da coisa, mas o pior de tudo é que o joguinho não dá moleza e joga duro, vencendo as partidas em poucas rodadas e frustrando todas as suas jogadas, mesmo depois que você finalmente consegue entender como – em tese – ganhar uma partida. Chato.

Segundo a lista da Wikipedia, o próximo game seria uma coletânea chamada 32 in 1. Não tenho a rom desse cartucho e, pela descrição, parece uma coisa bem ordinária. Vou me dar ao luxo de pular.


O game seguinte é Acid Drop, de 1992. O game tem a distinção de ser considerado oficialmente como o último game lançado para o Atari 2600 em sua (longa) vida comercial. Lembrando que o console foi lançado em 1978, isso significa que ele recebeu títulos ao longo de quatorze anos. Impressionante, não? Pena que a despedida não poderia ser mais melancólica: Acid Drop é uma espécie de Shapes and Columns empobrecido, com gráficos lamentáveis. Apesar da simplicidade, o jogo poderia ser considerado um passatempo aceitável, se não fosse pelo fato de ter uma das trilhas sonoras mais irritantes da história dos videogames. Sério, a música nesse game parece um teste de sanidade. Insuportável.

A lista da Wikipedia fala de um game chamado Actionauts, que foi revelado ao mundo em 2008 e que deveria ter sido lançado em 1983. Em observância aos nossos critérios da Maratona, vou solenemente ignorar esse título.

Action Pak é um pacote reunindo três games de Atari lançados anteriormente: Othello, Dodge’Em e Breakout. Novamente, segundo nossos critérios, esse título não passa de uma coletânea que relançou games já existentes, e portanto não nos interessa.

O próximo game da lista seria o clássico Adventure, mas eu peço licença a vocês para pular esse game por enquanto. Adventure é um game especial da biblioteca do Atari, e eu quero dedicar a próxima parte da Maratona integralmente a este game. Vamos para o próximo!


Adventures of Tron foi lançado em 1982. A M-Network, aproveitando o sucesso do filme Tron, lançou dois games baseados na película para o Atari, ambos no mesmo ano. O outro game, Tron Deadly Discs (que analisaremos futuramente) é mais legal, mas vale à pena dar uma conferida nesse Adventures of Tron. O esquema é o seguinte: você está no mundo digital e precisa pegar alguns itens não identificáveis (que parecem estrelinhas e outras porcarias aleatórias) para transformar o buraco que divide a tela num túnel de luz que permitirá para o herói subir para o próximo nível. Para subir pelos quatro andares de cada tela, é preciso usar os elevadores laterais. O problema é que aquelas tradicionais sentinelas do filme (que parecem uma mistura de arcos gigantes com alienígenas do Space Invaders) ficam patrulhando andar por andar. Um lance que achei interessante no game, além da boa dinâmica, é a jogabilidade simples porém eficiente. O herói pula, sobe pelos elevadores e, estando em cima de um, pode descer para o nível inferior rapidamente (para baixo no joystick). Parece uma gama de movimentos mais sofisticada do que a média dos games do Atari. O ponto negativo é a jogabilidade tirana. Até o momento, eu não consegui fazer mais do que cerca de 10.000 pontos e chegar até o segundo nível. Enfim, o game não é nenhuma obra-prima, mas tem bastante ação e é o tipo de jogo que eu imagino que teria conquistado minha atenção naqueles tempos.

Bem, nossa primeira parte da Maratona Atari fica por aqui! Até a próxima, caros retrogamers.

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2 pensamentos sobre “MARATONA ATARI

  1. Não consigo me imaginar jogando tantos jogos de Atari. Eu mesmo pensava que todos eram iguais. Essa série servirá para esclarecer minhas dúvidas. Desejo-lhe sorte.
    Arrasa Nem!

  2. Apóio totalmente que estejas jogando e nos postando !

    Continue a maratona, está interessantíssima !

    Eu também tive um Atari… aliás… dois !! O Daktari nacional e depois um Atari VCS americano, que meu pai na época comprou em Manaus-AM ( coisas importadas eram só lá na época ) e trouxe 2 cartuchos : Robot Tank e Star Raiders ( show de bola, vinha com um joystiq diferente com teclado ), ambos nas caixas originas, prateadas… amava esses jogos, até o cheirinho era original e cativante e fazia parte da época… pena que acabamos vendendo ele, depois de uns 2 ou 3 anos e comprando um NES…

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