SONIC CHAOS (1993, Master System e Game Gear)

Quando Sonic – The Hedgehog chegou arrasando no Mega Drive em 1991, tornando-se um dos grandes lançamentos daquele ano, parecia improvável que a Sega fosse se preocupar em adaptar o game do seu novo mascote para o Master System. Afinal de contas, o velho Master já estava no mercado há seis anos e o seu sucessor de 16-bits já estava bem estabelecido. Embora firme e forte no Brasil (um dos mercados em que o Master System mais fez sucesso em todo o mundo), no Japão e nos EUA o Master já era um console virtualmente liquidado.


Por isso, foi uma grande surpresa que, ainda em 1991, a Sega tenha lançado para o Master System uma excelente adaptação de Sonic – The Hedgehog (já resenhado do começo ao fim aqui no Cemetery Games). Mas a surpresa maior foi ver o Master System ganhando também uma versão da sequência Sonic 2, no ano seguinte, e em 1993 uma aventura exclusiva do herói, chamada Sonic Chaos (Sonic & Tails no Japão).


Sonic Chaos surpreendeu, de cara, por ter sido o primeiro título do Sonic exclusivo para plataformas de 8-bits. Além disso, foi o primeiro Sonic de 8-bits a trazer Tails como personagem jogável. O jogo apresentou algumas novidades aqui e ali, como mísseis que fazem Sonic sair voando pela tela e loopings em forma de espiral. Mas, no geral, é um Sonic no melhor estilo tradicional, bastante parecido com as aventuras anteriores do personagem no Game Gear/Master System.


Tecnicamente, os gráficos de Sonic Chaos não impressionam tanto quanto os do Sonic – The Hedgehog do Master/Game Gear, mas mesmo assim são bonitos e coloridos. As duas versões de Sonic Chaos são mais ou menos equivalentes, e é difícil saber se é um jogo de Master que ganhou versão para Game Gear ou se foi o contrário. Nos primeiros anos do Game Gear, o normal era que os jogos do portátil fossem simples conversões de jogos do Master. Alguns anos depois, por vezes se verificava exatamente o contrário (mas, pelo menos segundo a Wikipedia, Sonic Chaos teria sido feito primeiro para o Master e depois adaptado para o Game Gear).


Na época em que esse jogo era recente, eu joguei (e terminei!) ele na versão do Master System, mas jogando num Game Gear através do adaptador Master System Converter (um brinquedinho dos velhos tempos que também já foi resenhado aqui no blog). Mas agora, jogando novamente o game para esta análise, fiquei com a nítida impressão de que a versão do Game Gear é mais rápida e que tem menos slowdowns do que a versão do Master. Fiz o teste em mais de um emulador, e essa impressão se manteve.


Não tenho o cartucho do Sonic Chaos do Master, mas tenho o do Game Gear, e resolvi experimentar um pouco do jogo no console real. Infelizmente, meu Game Gear aparentemente está com algum problema técnico e não colaborou. Enfim, graças a Deus pelos emuladores! Entre consoles convencionais e portáteis, antigos e contemporâneos, eu tenho doze videogames na minha casa. Já pensaram se precisássemos depender do bom funcionamento  de tantos consoles, cada um com duas décadas (ou mais) e com seu próprio conjunto de fontes, joysticks pifados e cabos com mau contato? Arghhh!!!!  (Apesar da minha frustração momentânea, quero esclarecer que, a rigor, todos os meus consoles estão funcionando, por incrível que pareça).


Além dessa questão da velocidade, a única outra diferença essencial entre as duas versões de Sonic Chaos está nas proporções do personagem e do cenário. Na versão do Game Gear, Sonic é maior e a área de visão do jogador é menor. Apesar disso, eu ainda arrisco dizer que, no final das contas, o visual do jogo no Game Gear é o que se sai melhor. Na época, a então prestigiada revista americana Electronic Gaming Monthly elegeu Sonic Chaos como o melhor jogo de Game Gear de 1993. Realmente, para um game portátil, Sonic Chaos matava a pau (tecnicamente, não havia nada nem parecido no monocromático portátil da Nintendo). No Master System, no entanto, já rolava aquela inevitável comparação com os Sonics do Mega Drive, que eram muito superiores.

A trama é aquela mesma baboseira de todos os jogos da série, com o ensandecido cientista malévolo Dr. Robotnik tentando dominar o mundo através do poder místico das Esmeraldas do Caos. O design de fases também não é muito original, e copia mais ou menos “na cara dura” as orientações dos jogos anteriores – tem a fase das colinas verdejantes, a fase do cenário urbano/industrial, etc. Mas, no geral, Sonic Chaos é bem mais fácil do que os games anteriores do personagem nos consoles de 8-bits da Sega.


A versão do Game Gear de Sonic Chaos foi relançada em 2003 como um bônus escondido no game Sonic Adventure DX (Game Cube/PC). Ele também foi incluído na coletânea Sonic Mega Collection Plus (Playstation 2/Xbox/PC). Em 2009, a versão do Master System foi disponibilizada no Virtual Console do Nintendo Wii. Em 1994, Sonic Chaos ganhou uma continuação chamada Sonic Triple Trouble (Sonic & Tails 2 no Japão), mas desta vez o jogo só saiu para o Game Gear.


Embora seja um título exclusivo dos 8-bits, não seria exatamente correto dizer que Sonic Chaos foi “o primeiro Sonic exclusivo dos 8-bits”. Afinal de contas, não custa lembrar que as versões de Sonic – The Hedgehog e Sonic 2 para os consoles de 8-bits da Sega eram totalmente diferentes (em termos de design de fases) dos originais do Mega Drive. Ou seja, os dois primeiros Sonics do Master/Game Gear já eram, de certa forma, exclusivos destas plataformas. E a verdade é que Sonic Chaos não é tão bom quanto aqueles dois primeiros jogos. Mas para os fãs do Sonic dos velhos tempos, o importante é que se trata de um game do personagem no estilo clássico que o consagrou, e só isso já é motivo para recomendá-lo. Converter a beleza e a ação dos Sonics do Mega Drive para o limitado hardware do Master System e do Game Gear implicava em naturais perdas de qualidade, mas mesmo assim Sonic Chaos é um game legal, fiel às origens do personagem e digno de carregar o nome do Sonic, o que já é muito mais do que se pode dizer de boa parte dos jogos do azulão lançados na última década.

RETROSPECTIVA SEGA & DISNEY – PARTE II: DONALD, O AVENTUREIRO!


Depois de Castle of Illusion, possivelmente o game da parceria Sega/Disney mais lembrado até hoje é QUACKSHOT, lançado em dezembro de 1991 para o Mega Drive. Com gráficos excelentes, o jogo apresentava o Pato Donald com um visual de Indiana Jones e metido numa aventura de caça-ao-tesouro pelo mundo bem no estilo do famoso arqueólogo do cinema. As referências aos filmes da série Indiana Jones são múltiplas: as roupas de Donald, as letras da tela título, a parte com o carrinho de mina (similar à cena de O Templo da Perdição), a luta com um cavaleiro no fim do game (similar ao cavaleiro que aparece no final de A Última Cruzada), etc.


Na trama, Donald estava fuçando na biblioteca do Tio Patinhas quando encontra, no meio de alguns livros, um velho mapa do tesouro do Rei Garuzia, antigo governante do Grande Reino dos Patos. Vendo nisso a oportunidade de ficar rico, Donald parte em busca de mais pistas sobre o tesouro, tomando as informações do mapa como ponto de partida. O problema é que o vilão João Bafo de Onça toma conhecimento da expedição de Donald e convoca seus capangas para perseguirem o herói pelo mundo para roubar o mapa e botar as mãos no antigo tesouro.

Com gráficos bonitos e detalhados e cenários variados, Quackshot fez sucesso e logo se tornou um dos mais emblemáticos games exclusivos do Mega Drive. O jogo nunca chegou a ser adaptado para outras plataformas. No entanto, quem tinha Master System ou Game Gear não ficou na mão: quase que simultaneamente ao lançamento de Quackshot, a Sega também lançou para estas plataformas um novo game, que era um “equivalente de 8-bits” de Quackshot: THE LUCKY DIME CAPER.

The Lucky Dime Caper começa com o Tio Patinhas presenteando seus sobrinhos Huguinho, Zezinho e Luisinho com três moedas da sorte, explicando que uma moedinha como aquelas tinha sido o começo de sua grande fortuna. Enquanto isso, todos estão sendo observados pela malévola Maga Patalógica, que manda seus corvos negros raptarem todos os meninos e suas respectivas moedinhas. A bruxa ainda aproveita para roubar a moeda da sorte original do Tio Patinhas, que prontamente envia Donald para uma missão de resgate dos meninos e das moedinhas. Em sua busca, Donald passará por ruínas astecas, pirâmides egípcias, florestas, ilhas tropicais, pelo pólo sul e, por fim, terá que adentrar o castelo assombrado da Maga Patalógica na Transilvânia.


The Lucky Dime Caper manteve o alto padrão de qualidade de Quackshot e Castle of Illusion, e se tornou um clássico instantâneo do Master System. Até hoje é comum vê-lo em listas dos melhores games do console de 8-bits da Sega.

Curiosamente, enquanto que Quackshot nunca veio a ter uma continuação, The Lucky Dime Caper teve uma sequência em 1993, novamente lançada para Master System e Game Gear, chamada DEEP DUCK TROUBLE. Dessa vez, Donald se aventurava numa misteriosa ilha para salvar o Tio Patinhas de uma maldição que o transformou num balão flutuante (!), fruto de uma desastrada expedição prévia do velho sovina à ilha. O jogo já foi analisado aqui no Cemetery Games, confira: https://cemeterygames.wordpress.com/2009/03/07/deep-duck-trouble-master-system-1993/

Deep Duck Trouble contava com alguns dos melhores gráficos já vistos num videogame de 8-bits e, sob vários aspectos, era tão bom ou melhor do que The Lucky Dime Caper. Apesar disso, o jogo não chamou muita atenção, pois em 1993 o Master System já era uma plataforma defunta em países como os EUA e o Game Gear continuava num distante segundo lugar no mercado de portáteis, sufocado pela hegemonia quase total do Game Boy da Nintendo. Além disso, os consoles de 8-bits já eram ultrapassados na época, pois os consoles da moda eram o Super Nes e o Mega Drive, que já estavam bem estabelecidos no mercado e travavam uma briga feia pela liderança do mercado.


Na terceira e última parte desta retrospectiva, vamos falar sobre a “ovelha negra” da parceria Sega/Disney: o controverso FANTASIA, de 1991.

BATMAN RETURNS (Game Gear, 1992)

O filme BATMAN, lançado em 1989 e dirigido por Tim Burton, foi o responsável por popularizar no cinema o célebre herói dos quadrinhos. Ao contrário de leituras anteriores (como o clássico e multicolorido seriado de TV dos anos 60), o filme seguia a linha das HQs do herói na época e apostava numa atmosfera mais sombria, com uma Gotham City cuja estética beirava o gótico. O filme foi um imenso sucesso de crítica e público, e três anos depois era lançada a continuação, BATMAN RETURNS, novamente com Michael Keaton interpretando o homem-morcego.

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Batman Returns deu origem a uma enxurrada de games baseados no filme, lançados para quase tudo o que era máquina de rodar jogo na época: Master System, Mega Drive, Sega-CD, Nes, Super Nes, Atari Lynx e também para alguns microcomputadores da época (PC, Amiga e Atari-ST). Um aspecto interessante é que não se tratavam de meras “conversões” de um mesmo jogo para diferentes máquinas, sendo que cada uma dessas plataformas ganhou um game único (exceto pela versão do Sega-CD, essencialmente semelhante a do Mega Drive, e a do Master System, muito semelhante a do Game Gear). Algumas destas versões são umas porcarias, como a do Amiga, do Lynx e do PC. Outras variam do medíocre (Mega Drive), passando pelo bom (como a do NES e esta versão do Game Gear) e provavelmente a melhor e mais célebre das versões é do Super Nes, que certamente ainda vai dar as caras aqui no CEMETERY GAMES.

Minha opção pela versão do Game Gear é essencialmente passional, na medida em que foi um dos primeiros games do portátil que eu tive, logo que comprei meu Game Gear em 1993. Joguei muito esse jogo, ao ponto de conseguir terminá-lo com extrema facilidade. O jogo tem um visual muito bem acabado para um game da geração 8-bits, as músicas são muito bem feitas e as fases são divertidas, seguindo com razoável fidelidade o roteiro do filme.

GAME GEAR x MASTER SYSTEM

Como se sabe, tecnicamente o Game Gear era praticamente um Master System portátil. Portanto, os dois consoles da Sega compartilhavam muitos games em comum, que frequentemente eram muito parecidos e equivalentes em qualidade. Mas não é o caso de Batman Returns. Acredite: a versão do Game Gear dá DE RELHO na versão do seu irmão maior. Em síntese, as diferenças são as seguintes:

– Na versão do Master, não há a animação de abertura que mostra Batman sendo acusado pelo assassinato de uma moça;

– A tela de abertura da versão Game Gear tem como fundo uma parede molhada, com a luz de um holofote passeando pela tela. A tela de abertura no Master é mais simples e não tem nada disso;

– A proporção dos personagens na tela é melhor na versão Game Gear. Na versão do Master, Batman e seus inimigos parecem pequenos demais;

– Na versão do Master System, Batman não tem barra de energia! Com isso, ele morre no primeiro golpe que leva de qualquer inimigo;

– A paleta de cores tem menos qualidade, o que resulta num visual piorado em relação à versão Game Gear;

– Na versão Master System, Batman só conta com um tipo de bumerangue (contra três do Game Gear) e não possui o “especial” (a possibilidade de chamar o Batmóvel ou a Batlancha para detonar os inimigos).

Enfim, a versão do Master System parece uma conversão barata e mal-feita do jogo do Game Gear. Passe longe!

Feitas essas considerações, é hora de destrinchar o BATMAN RETURNS do Game Gear …

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Já na tela de abertura se vê que a versão de Batman Returns do Game Gear bota no chinelo a versão do Master System.

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O game começa com uma pequena animação que mostra o Pinguim jogando uma garota do alto de um prédio. Batman tenta salvá-la mas, como no filme, acaba sendo incriminado pelo inimigo.

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Um aspecto interessante do jogo é que todas as fases (exceto a última) oferecem duas “rotas” diferentes, cada uma com leves diferenças no design de fase.

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O game começa nas ruas de Gotham City. Repare no cartaz anunciando a candidatura do Pinguim para Prefeito ao fundo.

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Batman conta com três diferentes tipos de bumerangues: long range, normal e powerful. O primeiro é o que vai mais longe, mas é o mais fraco. O último tem o alcance mais curto, mas proporciona a cacetada mais forte nos inimigos. Minha dica: tenha sempre o bumerangue equipado no “powerful” e só use o “long range” nas raras ocasiões do game em que isso for necessário.

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Uma coisa essencial nesse game é dominar a arte de se pendurar no teto e de se balançar. Do meio para o fim do jogo, a habilidade e a precisão nesses movimentos fazem a diferença entre viver ou morrer.

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Saltando de uma plataforma e mantendo o botão de pulo apertado, o jogador faz com que Batman dê esse “planada” com a capa. Legal, hein?

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Esse é o primeiro inimigo do game, um gordão que cospe fogo. Na verdade, o jogo mostra também neve caindo e um muro ao fundo. Mas esses elementos “piscam” o tempo todo na tela (uma forma de economizar memória e poder de processamento), de modo que nenhuma foto consegue pegar todos os elementos na tela ao mesmo tempo.

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Derrotar o gordão não tem muito mistério. Primeiro ele assopra um jato de fogo. Basta ficar longe para se salvar. Depois, ele cospe labaredas pelo chão, e então o negócio é pular uma de cada vez, rapidamente. Por fim, ele solta uma bola de fogo. Novamente, basta manter distância para não ser acertado. O gordão se torna vulnerável a ataques toda vez em que estiver tomando seu goró na garrafa. Nessa hora, é só meter um bumerangue no infeliz!

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A segunda fase é dentro da loja do inescrupuloso Max Schreck.

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No segundo subnível dessa fase, cuidado com os lustres que desabam do teto, causando pequenos incêndios.

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Aqui vemos Batman apavorando um inimigo com a sua voadinha estilosa. Mas não banque o bobo: se chegar muito perto dos inimigos, eles atacam o herói com socos.

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Chegando ao telhado da loja, é hora de enfrentar a Mulher-Gato. A vilã não fica parada nem um segundo, e ataca com cambalhotas e pulos. No começo parece quase impossível vencer a desgraçada, mas basta compreender o padrão de ataque dela e a coisa fica bastante fácil.

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A terceira fase é no alto dos prédios de Gotham.

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Embora os subníveis do game sejam curtos, é interessante explorá-los para encontrar itens que repõem a energia do herói e adicionam ataques especiais.

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Nessa altura do jogo, é bom você ter dominado o uso da bat-corda. Caso contrário, prepare-se para se estatelar no chão com desagradável frequência.

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O chefão da terceira fase é um … MONSTRO GIGANTE DE PEDRA?!? Aparentemente, os programadores tomaram algumas liberdades criativas nessa parte do jogo (ou fumaram um baseado), já que evidentemente não existe nada parecido com isso no filme. Pendure-se no teto quando o monstrão atirar as rochas em você e enquanto ele avança na tela e depois aproveite o tempo que ele leva para se reposicionar para enchê-lo de bat-rangues.

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Chegamos aos esgotos de Gotham, a penúltima fase do game!

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Essa é sem dúvida a minha fase predileta do game! Fala sério, você já viu um esgoto mais estiloso e gótico do que esse? O lugar é cheio de cachoeiras saindo da boca de enormes gárgulas de pedra. Quanto será que a prefeitura de Gotham City gasta para manter um esgoto lindo desses?

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É bom andar com cuidado nessa fase. Qualquer passo em falso significa morrer afogado.

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As cachoeiras pequenas interrompem seu fluxo por rápidos segundos, e Batman precisa aproveitar esses instantes para prosseguir.

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A chefona dessa fase é a boa e velha Mulher-Gato, de novo! O padrão de ataque dela é idêntico ao anterior, exceto pelas lâminas que ela dispara enquanto pula pelo teto. Se você pegou a manha para matá-la antes, basta um pouco mais de cuidado para surrá-la novamente aqui.

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E vamos ao estágio final: o covil do Pinguim nos esgotos.

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Se na fase anterior morrer afogado era um risco, aqui é quase um destino. O volume de água nessa fase é uma coisa inacreditável. Batman precisa passar por cachoeiras comparáveis às Cataratas do Niágara. Mas que raio de esgoto é esse?!?

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Em algumas partes da fase, é preciso usar a bat-corda em pedras e tonéis que caem da cachoeira para avançar.

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Chegamos ao fim da fase. Atrás daquela porta, se esconde o terrível Pinguim!

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Enfrentar o Pinguim não chega a ser a coisa mais difícil do mundo, mas ele é de longe o inimigo mais “ralado” do jogo. Primeiro, ele voa pela tela com um guarda-chuva/helicóptero e fica atirando alguns fogos no herói. Depois, ele muda o padrão de ataque e passa a arremessar umas lâminas contra Batman. Por fim, o covardão entra num enorme tanque em forma de Pato e começa a atirar mísseis no homem-morcego.

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Uma boa dica é economizar no uso da Batlancha ao longo de toda a última fase e, quando Pinguim atacar com o pato gigante, detoná-lo com todos os especiais disponíveis. Com três ataques de Batlancha e mais um ou dois golpes de bumerangue, o patinho vai pro saco!

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Aqui vemos o pato ridículo do vilão explodindo pelos ares.

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O final do game mostra Batman vigiando Gotham City, depois de ter detonado Pinguim e toda a sua gangue.

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Como no filme, o final do jogo também mostra que a misteriosa Mulher-Gato inexplicavelmente sobreviveu.

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É isso aí, caro retrogamer! Mais uma pérola das antigas detonada. Obrigado pela paciência e até o próximo game destrinchado aqui no Cemetery Games!

STREETS OF RAGE (Game Gear, 1992)

Imagino que praticamente todo gamer das antigas lembre de Streets of Rage, lançado pela Sega em 1991 para o Mega Drive. Numa época em que os beat’em ups (games de andar pelas ruas dando porrada) faziam o maior sucesso, Streets of Rage era uma das pérolas do estilo.

Agora imagine jogar, naquela época, esse grande jogo num videogame PORTÁTIL! Foi isso que aconteceu com o lançamento, em 1992, da versão de Streets of Rage para o Game Gear, o videogame portátil lançado pela Sega dois anos antes.

É claro que – como já seria de se esperar – a versão Game Gear era bem diferente do original do Mega Drive. A movimentação suave, os efeitos de luz e ambiente, a profundidade e a rica paleta de cores se perderam, conforme se pode ver pelas fotos comparativas abaixo. O que restou foi um beat’em up eficiente e com visual arrasador para os padrões de um portátil da época.

GAME GEAR x MASTER SYSTEM

Em 1993, Streets of Rage foi lançado também para o Master System. Não é de todo fácil concluir qual versão 8-bits de Streets of Rage é melhor. A versão Master System tinha mais memória, o que possibilitou um game mais completo. A “engine” gráfica da versão Master é melhor, com personagens bem mais nítidos e detalhados do que no Game Gear. Além disso, todos os três personagens originais que apareciam no Mega Drive – Axel, Blaze e Adam – se fazem presentes também no Master System. Por fim, todas as oito fases originais marcam presença.

A adaptação para o Game Gear, por outro lado, é “econômica”. O jogador só pode escolher entre Axel e Blaze. O terceiro personagem, Adam, tomou chá de sumiço. As oito fases originais foram reduzidas para apenas cinco. A versão Game Gear também suprimiu o “especial” (ou seja, a possibilidade de chamar um carro de polícia amigo que usa uma bazuca para liquidar com todos os inimigos na tela) que existia no Mega Drive e que foi mantido no Master System.

Dito isso, parece fácil concluir que a adaptação para Master System era louvável e que a versão do Game Gear era um caça-níqueis tosco, não é? Nada disso! Com todas as vantagens já apontadas, por incrível que pareça, a melhor das duas versões é precisamente a do portátil da Sega. Isso porque a jogabilidade da versão Master System é simplesmente um desastre, com péssima detecção de colisão e movimentação confusa. No Game Gear, a jogabilidade é sensivelmente mais lenta mas indiscutivelmente mais segura e firme.

A física, na versão para Master, é igualmente ridícula e visivelmente “desleixada”: você soca um inimigo e, por vezes, ele quica até o outro lado da tela, como se fosse algum tipo de boneco de borracha. A programação realmente deixou a desejar no Master System.

Além disso, embora o Game Gear apresente gráficos mais pobres (com personagens um pouco “pixelados”), no fim das contas – por causa da tela pequena – ele acaba exibindo um visual mais elegante e bem acabado do que a versão do Master System, cujos “sprites” parecem excessivamente “lavados”.

Resumo da ópera: apesar de mais modesta, o Streets of Rage do Game Gear é um beat’em up mais divertido e bem acabado do que a versão do Master System.

th_Streets of Rage (W) (REV 00) [!]000O Streets of Rage original do Mega Drive. Repare nos personagens grandes e detalhados, na atmosfera sombria e em alguns efeitos caprichados, como as luzes que refletem na vitrine da loja ao fundo.

th_Streets of Rage (1993)(Sega)(En)000A versão do Master System: personagens menores em relação ao ambiente, mas gráficos caprichados para os padrões do console, com um visual “limpo” e pouco pixelado.

th_Streets of Rage (1992)(Sega)(En)031 A versão Game Gear: personagens reduzidos e ambiente menor, mas melhor jogabilidade.

A HISTÓRIA

Axel Stone e Blaze Fielding são dois ex-colegas policiais de uma cidade outrora pacata e pacífica, que rapidamente mergulhou no caos e na corrupção em virtude da ação de um misterioso sindicato criminoso, que espalhou violência e terror generalizados e acabou com quaisquer esperanças de retorno à normalidade. Axel e Blaze, cercados por corruptos, resolvem abandonar a polícia e fazer justiça com as próprias mãos. A jornada dos heróis os levará das perigosas ruas da cidade até o QG da organização criminosa, onde se esconde o seu poderoso líder.

Ou seja: bla-bla-bla, bla-bla-bla, PORRADA!!! 🙂

Agora chega de conversa fiada, pois está na hora de destrincharmos o Streets of Rage do Game Gear, do começo ao fim!

th_Streets of Rage (1992)(Sega)(En)030 Tela de abertura.

th_Streets of Rage (1992)(Sega)(En)029 Os dois heróis disponíveis.

th_Streets of Rage (1992)(Sega)(En)033Primeira fase: as ruas da cidade. O lugar está virado numa praça de guerra. Espere todo o tipo de maníaco e marginal. Na foto, Axel segura o cano, a melhor arma do game para “porrar” seus inimigos.

th_Streets of Rage (1992)(Sega)(En)034Esse grandalhão com cara de bad boy é o primeiro “chefão” do jogo. Ele ataca com um bumerangue! Além de mau, o cara é aparentemente bem excêntrico. Detoná-lo é barbadinha.

th_Streets of Rage (1992)(Sega)(En)000A segunda fase é numa ponte, à noite, com as luzes da cidade refletindo no rio. Quando conheci esse game em 1993, eu simplesmente BABAVA nos gráficos desta fase, que eram muito bons para os padrões do Game Gear.

th_Streets of Rage (1992)(Sega)(En)002O problema dos personagens reduzidos é que alguns ficavam impossíveis de identificar. Aumentei um pouco a imagem aqui para você poder ver esses bandidos vestidos de roxo. Alguém poderia me explicar O QUE SÃO ESSES CARAS? Parecem uns clones do Monstro da Lagoa! Na boa, esses bichos mais parecem alienígenas do que bandidos de rua.

th_Streets of Rage (1992)(Sega)(En)003 Esse gordão que cospe labaredas de fogo é o chefe da segunda fase.

th_Streets of Rage (1992)(Sega)(En)004Da ponte, nossos heróis vão parar num navio dos criminosos, que vem a ser a terceira fase do game. Aqui a Sega aproveitou para mostrar uns gráficos legais também. Repare no grande e iluminado barco ao fundo.

th_Streets of Rage (1992)(Sega)(En)006Essas duas piranhas com as pernas de fora são talvez as inimigas mais “raladas” do jogo. Elas ficam dando piruetas e saltos mortais enquanto descem a porrada sem dó em você. O negócio é agarrá-las e arremessá-las longe.

th_Streets of Rage (1992)(Sega)(En)008A quarta e penúltima fase é uma fábrica. Por que os bandidos têm uma FÁBRICA?!? Não vão me dizer que eles precisam de prensas e esteiras rolantes para fabricarem drogas, né?

th_Streets of Rage (1992)(Sega)(En)009Um jeito divertido de trucidar os inimigos nessa fase é atraindo-os para perto dessas enormes prensas e então acioná-las se aproximando delas. Mas cuidado para você mesmo não ser transformado em panqueca em uma delas.

th_Streets of Rage (1992)(Sega)(En)010Economia de memória ou falta de criatividade? Olha só quem é o chefe da quarta fase: o gordinho baforento de novo!

th_Streets of Rage (1992)(Sega)(En)011A quinta e última fase é o QG do sindicato do crime, mais precisamente um grande hotel de luxo, com os corredores repletos de bandidos.

th_Streets of Rage (1992)(Sega)(En)012 Esse pulinho seguido de joelhada é provavelmente o golpe mais eficiente do jogo.

th_Streets of Rage (1992)(Sega)(En)013À medida em que o protagonista avança no hotel, vai encontrando todos os chefões derrotados das fases anteriores. Olha o bad boy do bumerangue aí, enchendo o saco de novo!

th_Streets of Rage (1992)(Sega)(En)014Atrás destas portas duplas, esconde-se o poderoso líder do sindicato do crime. Ah, esse “S” no chão é muito útil. Ao pegá-lo, o herói “explode” com todos os inimigos na tela. Foi uma forma simplificada de reproduzir o “especial” do game original do Mega Drive, no qual um carro de polícia aparecia na tela, dizimando todo mundo.

th_Streets of Rage (1992)(Sega)(En)016Não poderia ser mais clichê: vestido com um terno BRANCO e sentado numa grande cadeira diante de uma enorme janela, o chefão do crime desdenha do herói. Antes de enfrentar o cara, é preciso matar mais uns delinquentes que o safado manda para darem um pau em você.

th_Streets of Rage (1992)(Sega)(En)017O todo poderoso líder do crime vem encarar o herói, só que armado com uma metralhadora! Corajoso ele, não? Provavelmente ele tinha acabado de assistir SCARFACE …

th_Streets of Rage (1992)(Sega)(En)019 Derrotado, o chefão do crime vai ao chão. É o fim da organização criminosa na cidade.

th_Streets of Rage (1992)(Sega)(En)021 th_Streets of Rage (1992)(Sega)(En)022 th_Streets of Rage (1992)(Sega)(En)023 th_Streets of Rage (1992)(Sega)(En)024th_Streets of Rage (1992)(Sega)(En)025th_Streets of Rage (1992)(Sega)(En)026th_Streets of Rage (1992)(Sega)(En)028 Mais um final feliz! Até o próximo game, pessoal!