QUANDO OS ARCADES REINAVAM SOBERANOS
Nos anos 80, a dianteira tecnólogica dos games era sempre encontrada nos arcades, aquilo que aqui no Brasil nós chamávamos de “fliperamas”. Aquelas máquinas enormes faziam a alegria da gurizada nos shopping centers, e os consoles domésticos e microcomputadores da época “se puxavam” para tentar reproduzir a experiência dos fliperamas, no conforto do lar do jogador, com a menor perda de qualidade possível.
Essa tarefa nem sempre era fácil, situação que já vinha desde o auge do clássico Atari 2600. Um exemplo: a versão de Pac Man do console, por exemplo, não era ruim em si. O motivo pelo qual o jogo foi universalmente massacrado por crítica e público foi precisamente por ser diferente e muito inferior ao amado original dos arcades. Foi só com a quarta geração de consoles, nascida em 1988 com o Mega Drive da Sega, que os videogames domésticos começaram a “alcançar” os arcades em termos tecnológicos, com suas conversões ficando pelo menos próximas dos originais dos fliperamas.
Portanto, quando um game nascido nos arcades saía para videogames domésticos ou para microcomputadores, a qualidade do título era medida, basicamente, por sua relativa fidelidade na comparação com o original dos fliperamas. E, é claro, na maioria dos vezes o que se tinha era um jogo bem inferior.
Mas, MUITO raramente, ocorria um fenômeno incrível: quando os videogames e microcomputadores da época, apesar de suas limitações tecnológicas, conseguiam exibir uma versão de um game de arcade SUPERIOR ao original. Nas raras vezes em que isso acontecia, esses títulos estavam fadados à consagração junto à mídia e ao público.
Esse é exatamente o caso de ROBOCOP, lançado em 1988 para o microcomputador britânico Spectrum (que aqui no Brasil existia através de clones fabricados pela Microdigital, sendo que os mais famosos eram o TK-90X e o TK-95). O game, é claro, era baseado no excelente filme de mesmo nome.
O jogo Robocop foi originalmente lançado pela softhouse Ocean para arcades. Era um game com graficos detalhados e coloridos, e que contava com bons efeitos sonoros. Mas a jogabilidade do título era sofrível. O jogador, basicamente, perambulava pelas ruas em meio a uma confusão de inimigos correndo, com a tela ficando sempre cheia de personagens desencontrados, numa mecânica aborrecida e repetitiva.
A INIGUALÁVEL VERSÃO DO SPECTRUM
A versão para Spectrum não se limitou a “adaptar” o original dos arcades. A Ocean elaborou um game todo novo, mantendo apenas o estilo ação-plataforma do original. Os gráficos ficaram mais simples e o colorido deu lugar a um visual monocromático, comum em muitos games de Spectrum.
O TK-95, da Microdigital, era um dos micros compatíveis com Spectrum mais populares no Brasil nos anos 80.
Surpreendentemente, disso tudo nasceu um game muito melhor, com aparência mais sóbria e jogabilidade mais adequada e balanceada. A confusão de inimigos correndo na tela deu lugar a um game desafiante mas que se tornava mais fácil a medida em que o jogador se acostumava com os padrões de ataque dos bandidos que encontrava pelas ruas. A grande quantidade de diferentes inimigos, bem como a escassez de munição, deu ao jogo um tom estratégico, com o jogador precisando saber administrar seus tiros e cuidar de seus passos, caso quisesse chegar vivo ao final de cada fase. A liberdade de movimentação era outro ponto forte: Robocop podia atirar para frente, para trás, reto para cima e em diagonal, estando apto a alvejar criminosos em qualquer lugar em que aparecessem.

Além da excelente jogabilidade, outros aspectos fizeram a fama dessa versão de Robocop: a tela de abertura impressionante para os padrões da época, os gráficos bonitos e detalhados (apesar de monocromáticos), a movimentação elegante e suave do personagem protagonista, a qualidade do “scroll” na tela (o que na maioria das vezes não se via naqueles tempos), a trilha sonora excelente, os efeitos de voz digitalizada, a alternância de fases de ação com fases estilo “puzzle”, a fidelidade a elementos do filme, o design das fases que evocava os momentos mais memoráveis do filme, etc.

O SUCESSO
O reconhecimento do game veio a galope, e Robocop se tornou um dos games de computador mais vendidos até então. Veja algumas coisas que a revista inglesa Crash (especializada em Spectrum) publicou na sua edição nº 80, em setembro de 1990, por ocasião do preview da continuação (Robocop 2):
“Robocop é o jogo de computador mais vendido de todos os tempos – foi o que mais tempo ficou na primeira posição e, quase dois anos após seu lançamento, continua na décima posição da lista dos títulos mais vendidos para o Spectrum. Como superar um jogo desses?”
“Robocop passou 32 semanas em primeiro lugar na lista de softwares mais vendidos de qualquer estilo. E depois ficou mais 51 semanas no ranking dos mais vendidos“.
“O número total de cópias de Robocop que foram vendidas não é conhecido, mas a Ocean diz que são várias centenas de milhares ao redor de todo o mundo“.
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AS VERSÕES
Além do original dos arcades, Robocop teve versões para outras plataformas. Uma das mais conhecidas foi desenvolvida pela Data East para o NES, que na época era o videogame de maior sucesso em todo o mundo. Apesar da boa qualidade da versão NES, nem mesmo ela era páreo para a supremacia do inigualável Robocop do Spectrum.

A versão do Spectrum foi “convertida” para várias outras plataformas. A conversão mais direta, basicamente idêntica a do Spectrum, foi para os microcomputadores da linha MSX, que era muito popular aqui no Brasil. Outras versões, ao contrário, eram significativamente diferentes.
Em 1989, uma conversão foi lançada para o Commodore 64, um microcomputador que foi especialmente popular nos EUA nos anos 80. Essa versão contava com gráficos bem coloridos, mas com um pouco menos de definição. No geral, o jogo não ficou com um equilíbrio tão bom quanto o do Spectrum.

Também em 1989 foi lançada uma versão para o micro Amiga, mas era mais fiel ao original do arcade. Apesar da imensa superioridade de hardware do Amiga em relação ao Spectrum, a opinião geral é de que essa versão é uma porcaria.
Ainda em 1989, uma versão para PC foi lançada. Ela rodava no sistema operacional DOS e era basicamente uma versão vagabunda e empobrecida do original dos arcades, com um visual horroroso graças aos gráficos EGA da época.
Por fim, dois anos depois do lançamento para Spectrum, uma conversão foi lançada para o portátil Game Boy em 1990. O design de fases era virtualmente idêntico à versão do Spectrum, mas com o visual levemente modificado para melhor adequação aos padrões do console portátil da Nintendo.

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UM GRANDE GAME
Conheci o Robocop do Spectrum por volta de 1991, quando ainda era um jogo relativamente novo. Me apaixonei imediatamente pelo game, e até hoje o considero não apenas um dos melhores jogos de computador dos anos 80, mas também um dos melhores games da terceira geração de videogames (da qual o Spectrum era equivalente). O jogo captura com espantosa competência o clima distópico, futurista e violento do excelente filme de mesmo nome, conseguindo o raro feito de sustentar-se não apenas como “adaptação de um filme” mas também como um ótimo jogo em si. Até hoje, games baseados em filmes tendem a ser porcarias feitas meramente para lucrar em cima de franquias estabelecidas. Era assim nos anos 80 e isso não mudou muito. Mas essa regra tem suas exceções, e esse Robocop é uma das mais louváveis.
Só essa tela de abertura já fazia o cara babar e ter orgulho do seu computador!
Nosso herói começa fazendo uma patrulha pelas ruas da velha e violenta Detroit.
A bandidada surge de todos os cantos, mas não tem problema: Robocop atira para todos os lados.
Esse potinho aí é a comida sintética do Robocop. Lembra do filme? Pois é, aquele troço que parece papinha de bebê. Não deixe passar nenhum, isso aí aumenta a energia do herói.
Ao chegar aqui, Robocop adentra esse beco.
Lembra da cena do filme na qual Robocop dava um tiro no meio do saco do bandido que tentava estuprar uma loira? Essa parte em primeira pessoa é uma das mais memoráveis do jogo.
Olha a cena do filme aqui, para refrescar a memória!
Depois da cena do “estrupo”, o policial do futuro continua sua patrulha pelas ruas fedorentas, violentas e xexelentas da velha Detroit. Aqui, aparecem uns vagabundos de motocicleta para complicar a vida do herói.
Esse lugar aqui parece o posto de gasolina que Robocop explode no filme. E aquele babaca lá atrás parece o cara do caixa do posto, que é assaltado por Emil, lembra? Não lembra?
Aquele trouxa ali no fundo, lembrou agora?
A quarta fase é uma espécie de puzzle, na qual Robocop precisa fazer “bater” os dados de identificação do criminoso Emil, integrante da quadrilha que o despedaçou a tiros.
A cena do game é bem fiel ao filme, como se pode ver por esta imagem.
Robocop consegue a identificação positiva do criminoso. Veja que os programadores do game fizeram uma piadinha aqui: na ficha do criminoso, além de todos os crimes que aparecem na cena do filme, consta também “software piracy” (pirataria de software). É, software pirata já era um problema nos anos 80, meu amigo!
A quinta fase é baseada num dos melhores momentos do filme. Robocop invade uma refinaria de cocaína e mete bala em dezenas de bandidos. A novidade, aqui, é que Robocop pode subir e descer escadas. Outra coisa que chama a atenção é o aumento significativo da dificuldade: é aqui que o game começa a ficar realmente complicado.
Nesta fase, Robocop também pode atirar em diagonal para baixo. Esse novo movimento é especialmente útil para chacinar os meliantes.
No filme, depois de trucidar todo mundo na refinaria de cocaína, Robocop se dirigia à sede da empresa OCP para prender o corrupto Dick Jones. O game opta por uma liberdade criativa: ainda na refinaria, Robocop entra numa sala com o símbolo da OCP na frente e já sai, magicamente, no escritório de Dick Jones.
Como no filme, Robocop precisa encarar o terrível e enorme robô ED-209. No filme, o inimigo era um osso duro de roer. Mas aqui, derrotá-lo é coxinha: basta se abaixar sempre quando o robozão atira, ir se aproximando dele e então meter três socos bem dados no inimigo.
Agora, Robocop precisa fugir da torre da OCP, pois está sendo perseguido pela polícia. Curiosamente, os inimigos nesta fase são idênticos aos bandidos das outras fases, dando a entender que Robocop continua enfrentando criminosos, e não a polícia de Detroit. Os programadores podiam ter prestado mais atenção nesses detalhes do filme, não? O chato dessa fase são os elevadores. Para fazê-los andar para cima ou para baixo, é preciso posicionar o herói exatamente no meio do elevador, senão não funciona. Chato, não?
Após escapar da OCP, Robocop chega na penúltima fase do game: a indústria abandonada na qual foi alvejado e deixado para morrer, antes de ser transformado num ciborgue. Depois da grande dificuldade das fases da refinaria e da OCP, essa aqui é relativamente fácil.
Uma das coisas que facilita a vida de Robocop nesta fase é a superarma militar que ele toma dos bandidos, logo no começo da fase. Um único tiro dessa belezinha detona tudo e todos que aparecem pela frente.
Antes do fim desta fase, Robocop precisa mais uma vez encarar um robô ED-209. Mas com a superarma, não tem nem graça. Basta um tiro no robozão babaca.
A última cena do jogo mostra o safado Dick Jones tomando o presidente da OCP como refém. O esquema é muito parecido com a segunda fase, mas a dificuldade aqui é maior, porque Jones está armado com uma pistola e fica atirando no herói.
Como era comum nos anos 80, o final desse excelente game exibe apenas uma tela de texto chinelona. Que “grande” recompensa para tanto trabalho, hein?





















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O Streets of Rage original do Mega Drive. Repare nos personagens grandes e detalhados, na atmosfera sombria e em alguns efeitos caprichados, como as luzes que refletem na vitrine da loja ao fundo.
A versão do Master System: personagens menores em relação ao ambiente, mas gráficos caprichados para os padrões do console, com um visual “limpo” e pouco pixelado.
A versão Game Gear: personagens reduzidos e ambiente menor, mas melhor jogabilidade.
Tela de abertura.
Os dois heróis disponíveis.
Primeira fase: as ruas da cidade. O lugar está virado numa praça de guerra. Espere todo o tipo de maníaco e marginal. Na foto, Axel segura o cano, a melhor arma do game para “porrar” seus inimigos.
Esse grandalhão com cara de bad boy é o primeiro “chefão” do jogo. Ele ataca com um bumerangue! Além de mau, o cara é aparentemente bem excêntrico. Detoná-lo é barbadinha.
A segunda fase é numa ponte, à noite, com as luzes da cidade refletindo no rio. Quando conheci esse game em 1993, eu simplesmente BABAVA nos gráficos desta fase, que eram muito bons para os padrões do Game Gear.
O problema dos personagens reduzidos é que alguns ficavam impossíveis de identificar. Aumentei um pouco a imagem aqui para você poder ver esses bandidos vestidos de roxo. Alguém poderia me explicar O QUE SÃO ESSES CARAS? Parecem uns clones do Monstro da Lagoa! Na boa, esses bichos mais parecem alienígenas do que bandidos de rua.
Esse gordão que cospe labaredas de fogo é o chefe da segunda fase.
Da ponte, nossos heróis vão parar num navio dos criminosos, que vem a ser a terceira fase do game. Aqui a Sega aproveitou para mostrar uns gráficos legais também. Repare no grande e iluminado barco ao fundo.
Essas duas piranhas com as pernas de fora são talvez as inimigas mais “raladas” do jogo. Elas ficam dando piruetas e saltos mortais enquanto descem a porrada sem dó em você. O negócio é agarrá-las e arremessá-las longe.
A quarta e penúltima fase é uma fábrica. Por que os bandidos têm uma FÁBRICA?!? Não vão me dizer que eles precisam de prensas e esteiras rolantes para fabricarem drogas, né?
Um jeito divertido de trucidar os inimigos nessa fase é atraindo-os para perto dessas enormes prensas e então acioná-las se aproximando delas. Mas cuidado para você mesmo não ser transformado em panqueca em uma delas.
Economia de memória ou falta de criatividade? Olha só quem é o chefe da quarta fase: o gordinho baforento de novo!
A quinta e última fase é o QG do sindicato do crime, mais precisamente um grande hotel de luxo, com os corredores repletos de bandidos.
Esse pulinho seguido de joelhada é provavelmente o golpe mais eficiente do jogo.
À medida em que o protagonista avança no hotel, vai encontrando todos os chefões derrotados das fases anteriores. Olha o bad boy do bumerangue aí, enchendo o saco de novo!
Atrás destas portas duplas, esconde-se o poderoso líder do sindicato do crime. Ah, esse “S” no chão é muito útil. Ao pegá-lo, o herói “explode” com todos os inimigos na tela. Foi uma forma simplificada de reproduzir o “especial” do game original do Mega Drive, no qual um carro de polícia aparecia na tela, dizimando todo mundo.
Não poderia ser mais clichê: vestido com um terno BRANCO e sentado numa grande cadeira diante de uma enorme janela, o chefão do crime desdenha do herói. Antes de enfrentar o cara, é preciso matar mais uns delinquentes que o safado manda para darem um pau em você.
O todo poderoso líder do crime vem encarar o herói, só que armado com uma metralhadora! Corajoso ele, não? Provavelmente ele tinha acabado de assistir SCARFACE …
Derrotado, o chefão do crime vai ao chão. É o fim da organização criminosa na cidade.



Mais um final feliz! Até o próximo game, pessoal!