ROBOCOP (1988, Spectrum e MSX)

QUANDO OS ARCADES REINAVAM SOBERANOS

Nos anos 80, a dianteira tecnólogica dos games era sempre encontrada nos arcades, aquilo que aqui no Brasil nós chamávamos de “fliperamas”. Aquelas máquinas enormes faziam a alegria da gurizada nos shopping centers, e os consoles domésticos e microcomputadores da época “se puxavam” para tentar reproduzir a experiência dos fliperamas, no conforto do lar do jogador, com a menor perda de qualidade possível.

Essa tarefa nem sempre era fácil, situação que já vinha desde o auge do clássico Atari 2600. Um exemplo: a versão de Pac Man do console, por exemplo, não era ruim em si. O motivo pelo qual o jogo foi universalmente massacrado por crítica e público foi precisamente por ser diferente e muito inferior ao amado original dos arcades. Foi só com a quarta geração de consoles, nascida em 1988 com o Mega Drive da Sega, que os videogames domésticos começaram a “alcançar” os arcades em termos tecnológicos, com suas conversões ficando pelo menos próximas dos originais dos fliperamas.

Portanto, quando um game nascido nos arcades saía para videogames domésticos ou para microcomputadores, a qualidade do título era medida, basicamente, por sua relativa fidelidade na comparação com o original dos fliperamas. E, é claro, na maioria dos vezes o que se tinha era um jogo bem inferior.

Mas, MUITO raramente, ocorria um fenômeno incrível: quando os videogames e microcomputadores da época, apesar de suas limitações tecnológicas, conseguiam exibir uma versão de um game de arcade SUPERIOR ao original. Nas raras vezes em que isso acontecia, esses títulos estavam fadados à consagração junto à mídia e ao público.

Esse é exatamente o caso de ROBOCOP, lançado em 1988 para o microcomputador britânico Spectrum (que aqui no Brasil existia através de clones fabricados pela Microdigital, sendo que os mais famosos eram o TK-90X e o TK-95). O game, é claro, era baseado no excelente filme de mesmo nome.

O jogo Robocop foi originalmente lançado pela softhouse Ocean para arcades. Era um game com graficos detalhados e coloridos, e que contava com bons efeitos sonoros. Mas a jogabilidade do título era sofrível. O jogador, basicamente, perambulava pelas ruas em meio a uma confusão de inimigos correndo, com a tela ficando sempre cheia de personagens desencontrados, numa mecânica aborrecida e repetitiva.

A INIGUALÁVEL VERSÃO DO SPECTRUM

A versão para Spectrum não se limitou a “adaptar” o original dos arcades. A Ocean elaborou um game todo novo, mantendo apenas o estilo ação-plataforma do original. Os gráficos ficaram mais simples e o colorido deu lugar a um visual monocromático, comum em muitos games de Spectrum.

O TK-95, da Microdigital, era um dos micros compatíveis com Spectrum mais populares no Brasil nos anos 80.


Surpreendentemente, disso tudo nasceu um game muito melhor, com aparência mais sóbria e jogabilidade mais adequada e balanceada. A confusão de inimigos correndo na tela deu lugar a um game desafiante mas que se tornava mais fácil a medida em que o jogador se acostumava com os padrões de ataque dos bandidos que encontrava pelas ruas. A grande quantidade de diferentes inimigos, bem como a escassez de munição, deu ao jogo um tom estratégico, com o jogador precisando saber administrar seus tiros e cuidar de seus passos, caso quisesse chegar vivo ao final de cada fase. A liberdade de movimentação era outro ponto forte: Robocop podia atirar para frente, para trás, reto para cima e em diagonal, estando apto a alvejar criminosos em qualquer lugar em que aparecessem.

Robocop03

Além da excelente jogabilidade, outros aspectos fizeram a fama dessa versão de Robocop: a tela de abertura impressionante para os padrões da época, os gráficos bonitos e detalhados (apesar de monocromáticos), a movimentação elegante e suave do personagem protagonista, a qualidade do “scroll” na tela (o que na maioria das vezes não se via naqueles tempos), a trilha sonora excelente, os efeitos de voz digitalizada, a alternância de fases de ação com fases estilo “puzzle”, a fidelidade a elementos do filme, o design das fases que evocava os momentos mais memoráveis do filme, etc.

Robocopfilme07

O SUCESSO

O reconhecimento do game veio a galope, e Robocop se tornou um dos games de computador mais vendidos até então. Veja algumas coisas que a revista inglesa Crash (especializada em Spectrum) publicou na sua edição nº 80, em setembro de 1990, por ocasião do preview da continuação (Robocop 2):

Robocop é o jogo de computador mais vendido de todos os tempos – foi o que mais tempo ficou na primeira posição e, quase dois anos após seu lançamento, continua na décima posição da lista dos títulos mais vendidos para o Spectrum. Como superar um jogo desses?

Robocop passou 32 semanas em primeiro lugar na lista de softwares mais vendidos de qualquer estilo. E depois ficou mais 51 semanas no ranking dos mais vendidos“.

O número total de cópias de Robocop que foram vendidas não é conhecido, mas a Ocean diz que são várias centenas de milhares ao redor de todo o mundo“.

.

AS VERSÕES

Além do original dos arcades, Robocop teve versões para outras plataformas. Uma das mais conhecidas foi desenvolvida pela Data East para o NES, que na época era o videogame de maior sucesso em todo o mundo. Apesar da boa qualidade da versão NES, nem mesmo ela era páreo para a supremacia do inigualável Robocop do Spectrum.

Robocop_NES_ScreenShot2
A versão do Spectrum foi “convertida” para várias outras plataformas. A conversão mais direta, basicamente idêntica  a do Spectrum, foi para os microcomputadores da linha MSX, que era muito popular aqui no Brasil. Outras versões, ao contrário, eram significativamente diferentes.

Em 1989, uma conversão foi lançada para o Commodore 64, um microcomputador que foi especialmente popular nos EUA nos anos 80. Essa versão contava com gráficos bem coloridos, mas com um pouco menos de definição. No geral, o jogo não ficou com um equilíbrio tão bom quanto o do Spectrum.

robocop_02
Também em 1989 foi lançada uma versão para o micro Amiga, mas era mais fiel ao original do arcade. Apesar da imensa superioridade de hardware do Amiga em relação ao Spectrum, a opinião geral é de que essa versão é uma porcaria.

Ainda em 1989, uma versão para PC foi lançada. Ela rodava no sistema operacional DOS e era basicamente uma versão vagabunda e empobrecida do original dos arcades, com um visual horroroso graças aos gráficos EGA da época.

Por fim, dois anos depois do lançamento para Spectrum, uma conversão foi lançada para o portátil Game Boy em 1990. O design de fases era virtualmente idêntico à versão do Spectrum, mas com o visual levemente modificado para melhor adequação aos padrões do console portátil da Nintendo.

gfs_56940_2_1

.

UM GRANDE GAME

Conheci o Robocop do Spectrum por volta de 1991, quando ainda era um jogo relativamente novo. Me apaixonei imediatamente pelo game, e até hoje o considero não apenas um dos melhores jogos de computador dos anos 80, mas também um dos melhores games da terceira geração de videogames (da qual o Spectrum era equivalente). O jogo captura com espantosa competência o clima distópico, futurista e violento do excelente filme de mesmo nome, conseguindo o raro feito de sustentar-se não apenas como “adaptação de um filme” mas também como um ótimo jogo em si. Até hoje, games baseados em filmes tendem a ser porcarias feitas meramente para lucrar em cima de franquias estabelecidas. Era assim nos anos 80 e isso não mudou muito. Mas essa regra tem suas exceções, e esse Robocop é uma das mais louváveis.

Robocop01 Só essa tela de abertura já fazia o cara babar e ter orgulho do seu computador!


Robocop02 Nosso herói começa fazendo uma patrulha pelas ruas da velha e violenta Detroit.


Robocop04 A bandidada surge de todos os cantos, mas não tem problema: Robocop atira para todos os lados.


Robocop05Esse potinho aí é a comida sintética do Robocop. Lembra do filme? Pois é, aquele troço que parece papinha de bebê. Não deixe passar nenhum, isso aí aumenta a energia do herói.


Robocop08 Ao chegar aqui, Robocop adentra esse beco.


Robocop09Lembra da cena do filme na qual Robocop dava um tiro no meio do saco do bandido que tentava estuprar uma loira? Essa parte em primeira pessoa é uma das mais memoráveis do jogo.


Robocopfilme01 Olha a cena do filme aqui, para refrescar a memória!


Robocop10Depois da cena do “estrupo”, o policial do futuro continua sua patrulha pelas ruas fedorentas, violentas e xexelentas da velha Detroit. Aqui, aparecem uns vagabundos de motocicleta para complicar a vida do herói.


Robocop12Esse lugar aqui parece o posto de gasolina que Robocop explode no filme. E aquele babaca lá atrás parece o cara do caixa do posto, que é assaltado por Emil, lembra? Não lembra?


Robocopfilme02 Aquele trouxa ali no fundo, lembrou agora?


Robocop14A quarta fase é uma espécie de puzzle, na qual Robocop precisa fazer “bater” os dados de identificação do criminoso Emil, integrante da quadrilha que o despedaçou a tiros.


Robocopfilme03 A cena do game é bem fiel ao filme, como se pode ver por esta imagem.


Robocop20Robocop consegue a identificação positiva do criminoso. Veja que os programadores do game fizeram uma piadinha aqui: na ficha do criminoso, além de todos os crimes que aparecem na cena do filme, consta também “software piracy” (pirataria de software). É, software pirata já era um problema nos anos 80, meu amigo!


Robocop21A quinta fase é baseada num dos melhores momentos do filme. Robocop invade uma refinaria de cocaína e mete bala em dezenas de bandidos. A novidade, aqui, é que Robocop pode subir e descer escadas. Outra coisa que chama a atenção é o aumento significativo da dificuldade: é aqui que o game começa a ficar realmente complicado.


Robocop22Nesta fase, Robocop também pode atirar em diagonal para baixo. Esse novo movimento é especialmente útil para chacinar os meliantes.


Robocop23No filme, depois de trucidar todo mundo na refinaria de cocaína, Robocop se dirigia à sede da empresa OCP para prender o corrupto Dick Jones. O game opta por uma liberdade criativa: ainda na refinaria, Robocop entra numa sala com o símbolo da OCP na frente e já sai, magicamente, no escritório de Dick Jones.


Robocop24Como no filme, Robocop precisa encarar o terrível e enorme robô ED-209. No filme, o inimigo era um osso duro de roer. Mas aqui, derrotá-lo é coxinha: basta se abaixar sempre quando o robozão atira, ir se aproximando dele e então meter três socos bem dados no inimigo.


Robocop25_bAgora, Robocop precisa fugir da torre da OCP, pois está sendo perseguido pela polícia. Curiosamente, os inimigos nesta fase são idênticos aos bandidos das outras fases, dando a entender que Robocop continua enfrentando criminosos, e não a polícia de Detroit. Os programadores podiam ter prestado mais atenção nesses detalhes do filme, não? O chato dessa fase são os elevadores. Para fazê-los andar para cima ou para baixo, é preciso posicionar o herói exatamente no meio do elevador, senão não funciona. Chato, não?


Robocop27Após escapar da OCP, Robocop chega na penúltima fase do game: a indústria abandonada na qual foi alvejado e deixado para morrer, antes de ser transformado num ciborgue. Depois da grande dificuldade das fases da refinaria e da OCP, essa aqui é relativamente fácil.


Robocop29Uma das coisas que facilita a vida de Robocop nesta fase é a superarma militar que ele toma dos bandidos, logo no começo da fase. Um único tiro dessa belezinha detona tudo e todos que aparecem pela frente.


Robocop30Antes do fim desta fase, Robocop precisa mais uma vez encarar um robô ED-209. Mas com a superarma, não tem nem graça. Basta um tiro no robozão babaca.


Robocop31A última cena do jogo mostra o safado Dick Jones tomando o presidente da OCP como refém. O esquema é muito parecido com a segunda fase, mas a dificuldade aqui é maior, porque Jones está armado com uma pistola e fica atirando no herói.


Robocop32 Como era comum nos anos 80, o final desse excelente game exibe apenas uma tela de texto chinelona. Que “grande” recompensa para tanto trabalho, hein?


Robocopfilme04

WAVERACE 64 (1996, Nintendo 64)

Wavarace17

Uau, parece até bizarro colocar um game de Nintendo 64 num blog dedicado a games antigos. Mas a realidade é essa, pessoal: estamos em 2009 e Waverace 64 já é um oldgame, lançado há respeitáveis treze anos atrás!

Wavarace01

Waverace 64 foi um dos primeiros games lançados para o N64, o então novo e poderoso console da Nintendo. O jogo saiu em 1996 e era um ARREGAÇO tecnológico. Subitamente, um público criado com jogos bidimensionais no Mega Drive e no Super Nes se via diante de um game de corridas de jet-ski 3D, com gráficos poligonais, água realista, ondas influenciando na física dos competidores, efeitos de luz e outras demonstrações absurdas de poder.

Wavarace00

Os gráficos de Waverace eram simplesmente de BABAR. Lembro que, quando vi o game na época, cheguei a sentir SEDE ao ver o realismo daquela água clarinha e cristalina das pistas. Sem dúvida, o game ficou na história como um dos títulos que melhor exploraram o grande potencial do N64.

Waverace possui os seguintes modos de jogo:

– CHAMPIONSHIP: a disputa de campeonato, com o jogador tendo que buscar a vitória numa série de corridas em diferentes localidades;

– WARM UP: treino livre, com o jogador podendo passear e treinar manobras numa pista específica para isso, chamada Dolphin Park;

– TIME TRIALS: competição de melhores tempos em cada pista;

– STUNT MODE: uma modalidade exclusiva para a prática de manobras radicais de exibição;

– 2P VS: corrida entre dois jogadores, com a tela dividida.

O game conta com oito pistas no total: Sunny Beach, Sunset Bay, Drake Lake, Marine Fortress, Port Blue, Twilight City, Glacier Coast e Southern Island. As quatro primeiras encontram-se liberadas desde o começo, enquanto que as quatro últimas são liberadas dependendo das vitórias do jogador nos modos de dificuldade mais elevados.

O jogador pode escolher, ainda, entre quatro diferentes pilotos, que podem ser personalizados.

Wavarace02

Um lance característico de Wavarace é que o objetivo das corridas não é apenas ultrapassar os adversários, mas também contornar corretamente uma série de bóias luminosas – amarelas e vermelhas – espalhadas pelas pistas. Contornar cada uma pelo lado correto aumenta a potência do seu motor, enquanto que o contrário reduz sua velocidade. Se o número de bóias perdidas for maior que o limite, o jogador é eliminado da corrida.

Outra coisa que não dá pra deixar de elogiar no jogo é a excelente trilha sonora, que fecha perfeitamente com o visual de cada pista e contribui tremendamente para a experiência empolgante gerada pelo game.

É claro que a fantástica experiência visual de Waverace não é mais a mesma. O visual envelheceu consideravelmente, como não poderia deixar de ser. Os corredores, por exemplo, parecem um tanto “quadradões” para os padrões atuais. Mas o visual do game no geral envelheceu bem, e os gráficos continuam agradáveis, sem comprometer o conjunto.

Wavarace04

A primeira pista do game é a ensolarada e tranquila Sunny Beach.

Wavarace05

Os efeitos de física envolvendo as ondas e o jet-ski eram absolutamente revolucionários para a época.

Wavarace07

A água clarinha de Sunny Beach dá lugar para o tom laranja de Sunset Bay, a segunda pista. Na foto, o corredor está “voando” depois de pegar impulso numa rampa.

Wavarace08

Repare nos efeitos de luz, com o sol de fim de tarde ofuscando o jogador. Um arraso!

Wavarace11

A água calma e cristalina da pista Drake Lake mostrava a variedade dos cenários.

Wavarace12

Apesar da ambientação calma e bucólica e da ausência de ondas, a pista Drake Lake tem seus desafios.

Wavarace14

Na pista Marine Fortress, não tem moleza. Aqui, o jogador encara um mar agitado e águas repletas de entulhos, passando por formações rochosas e contornando instalações militares.

Wavarace16

Na pista Marine Fortress, o lindo céu azul de outras pistas dá lugar a um horizonte nublado.


Enfim, Wavarace 64 é um dos grandes jogos da 5ª geração de consoles, e vale à pena revisitá-lo – ou, para o pessoal mais novo, conhecê-lo. A jogabilidade é fácil de pegar e o jogo é bem divertido e viciante, atirando o jogador rapidamente na ação, sem necessidade de muito treino e sem maiores customizações, complicações, realismos, etc. É um game direto, estilo “arcade”, voltado para a ação rápida e com corridas rápidas e dinâmicas. Divertido e sem frescuras, portanto, coisas que às vezes fazem falta em muitos games atuais.

Wavarace15

Wavarace16

NINJA GAIDEN (NES, 1989)

Lançado em 1989 pela Tecmo, Ninja Gaiden é o primeiro game de uma trilogia que constitui uma das séries mais famosas do NES, o clássico videogame da Nintendo que virtualmente dominou o mercado entre o final dos anos 80 e início dos 90.Ninja_gaiden_nes
Na verdade, Ninja Gaiden nasceu nos arcades em 1988, num game que mais se parecia com um clone de Double Dragon do que com o rápido jogo de aventura e ação que se vê no NES. No entanto, a versão para o console da Nintendo se mostrou muito melhor e mais legal do que o dos arcades, e acabou eclipsando o game original. A prova disso é que o jogo do NES ganhou duas ótimas continuações, enquanto que o original do arcade acabou esquecido.

ninja-gaiden-arcade
O protagonista da série Ninja Gaiden é – surpresa!!! – um ninja. O nome do cara é Ryu Hayabusa, sempre acompanhado de sua poderosa espada, a Dragon Sword, herdada de seu pai.

Sempre achei que o nome “Ninja Gaiden” soa muito bem, mas só Deus sabe de onde tiraram esse nome para o jogo! O nome original da série no Japão é Ninja Ryukenden, que significa literalmente A Lenda da Espada Ninja do Dragão. Parece nome de filme barato de kung-fu, mas pelo menos tem sentido. Já “Ninja Gaiden” significa – pasme – “História Paralela Ninja”(!!!). Como o game não é um spin-off e sim uma história original, a verdade é que o título Ninja Gaiden
não faz sentido algum. Possui apenas o mérito de soar bem aos ouvidos ocidentais.

Ninja Gaiden se tornou um sucesso por muitos motivos: bons gráficos, ação rápida, ótima jogabilidade e excelente trilha sonora. Além disso, pela primeira vez na história dos videogames, o game apresentava uma história que era contada no decorrer do jogo através de “cut scenes”, como breves “filminhos” com imagens estáticas, textos e pequenas animações. Para os padrões da época, tudo isso levava o jogo a um novo patamar narrativo.

th_Ninja Gaiden (U) [!]_032

Outro aspecto folclórico dessa série de games é a dificuldade extrema, de arrancar os cabelos. É complicado dizer se esse primeiro game é mais ou menos difícil do que as duas continuações, mas o que é certo é que o jogo é ralado, roubado, injusto, cruel, doentiamente difícil. Mesmo jogado num emulador e com uso de recursos como save state, o jogo ainda é mais difícil do que qualquer game contemporâneo. Só jogando as últimas fases do game é que se pode ter uma idéia da dificuldade extrema. É o tipo de cartucho que dava vontade de arremessar contra a parede de tão frustrante.

Ryu Hayabusa foi um dos garotos propaganda da Nintendo, graças ao sucesso da ótima trilogia Ninja Gaiden no NES e de uma versão do game lançada para o portátil Game Boy. Mas isso mudou em 1991, quando uma nova versão do jogo foi lançada para o Game Gear, o videogame portátil da concorrente Sega. O jogo parecia uma mistura do primeiro game do NES com o original dos arcades, e não era grande coisa. Já em 1992, uma excelente versão original do game foi lançada para o Master System, o principal concorrente do NES, também fabricado pela Sega. No entanto, nessa época o Master System já estava virtualmente morto nos EUA, razão pela qual o game só saiu na Europa e no Brasil (sim, o nosso país foi um dos melhores mercados do Master System em todo o mundo).

Depois do original dos arcades, da trilogia do NES, das aparições no Game Gear e no Game Boy e do game para Master System, a série Ninja Gaiden hibernou por DOZE ANOS, até ser ressuscitada no game Ninja Gaiden (de 2004, lançado para o Xbox). Após este elogiado renascimento da série, Ryu Hayabusa apareceu novamente em 2008 em dois novos games: Ninja Gaiden II (para o Xbox 360) e Ninja Gaiden Dragon Sword, para o console portátil Nintendo DS.

Ninja_Gaiden_Shadow_Coverart

A HISTÓRIA

Antes de o jogador iniciar uma partida, uma breve animação começa a contar a trama do game. Essa abertura mostra o pai de Ryu num duelo noturno de espadas com um desconhecido, sendo derrotado por este misterioso inimigo. Intrigado com o desaparecimento de seu pai, Ryu vai até a casa daquele e encontra uma carta destinada a ele, escrita por seu pai. Na carta, o pai de Ryu revela que está indo para um duelo do qual pode não retornar, e que nesse caso Ryu deverá ir imediatamente para os Estados Unidos para encontrar um arqueólogo chamado Walter Smith.

Desejando vingança pela morte de seu pai, Ryu vai para os EUA. Na primeira fase, vemos o ninja sendo atacado por uma enorme quantidade de criminosos já nas ruas, à procura do tal Smith.

th_Ninja Gaiden (U) [!]_003

A fase termina com Ryu saindo no pau com um grandalhão num bar.

th_Ninja Gaiden (U) [!]_005

Logo após derrotá-lo, uma cut scene mostra uma misteriosa mulher perseguindo Ryu. Assim que este vê a garota, ela subitamente atira no ninja.

th_Ninja Gaiden (U) [!]_007
Ryu acorda numa prisão, descobrindo que foi atingido por algum tipo de sedativo. A mesma mulher misteriosa que atirou nele abre a porta de sua cela e dá ao ninja uma estranha estatueta. A mulher diz para Ryu fugir e então desaparece.

th_Ninja Gaiden (U) [!]_009

th_Ninja Gaiden (U) [!]_010

Saindo da prisão, Ryu descobre que estava numa espécie de complexo de ruínas antigas.

th_Ninja Gaiden (U) [!]_014

Seguindo em frente, ele enfrenta uma série de soldados e inimigos e, no fim da fase, mais um grandalhão maluco.

th_Ninja Gaiden (U) [!]_016

Após estas aventuras, Ryu finalmente chega até a casa do Dr. Walter Smith, localizada à beira de um lago nas montanhas. O arqueólogo revela que era um amigo próximo do pai de Ryu, e que ambos fizeram uma expedição para a floresta amazônica anos antes, ocasião na qual descobriram uma tabuleta e uma antiga estátua, que revelavam um terrível segredo …

th_Ninja Gaiden (U) [!]_019

th_Ninja Gaiden (U) [!]_020

Séculos atrás, um poderoso demônio havia entrado em nosso mundo. No entanto, um ninja de poderes excepcionais chamado Shinobi (nada a ver com o famoso ninja da Sega!) derrotou o demônio e aprisionou os poderes da criatura em duas pequenas estatuetas, que representavam respectivamente a luz e a escuridão. Os acontecimentos recentes indicam que, aparentemente, alguém está tentando se apoderar dessas duas estatuetas e trazer de volta ao nosso mundo a terrível entidade demoníaca.

th_Ninja Gaiden (U) [!]_021

Enquanto Ryu e Walter estão conversando, subitamente um ninja entra na casa, pega a estatueta e foge pelo telhado.

th_Ninja Gaiden (U) [!]_023

Começa aí a terceira fase, com Ryu saindo da casa de Walter e subindo as montanhas em direção ao misterioso ladrão.

th_Ninja Gaiden (U) [!]_024

th_Ninja Gaiden (U) [!]_029

Chegando numa caverna, Ruy enfrenta mais um grandalhão e consegue recuperar a estátua.

th_Ninja Gaiden (U) [!]_030

Ao voltar à cabana do Dr.Smith, ele descobre que o arqueólogo foi baleado. Antes de morrer, Smith dá a Ryu a outra estátua, que ficou guardada com ele.

th_Ninja Gaiden (U) [!]_037

Um grupo de homens armados surge e eles levam Ryu até a presença de um agente chamado Foster, que revela que eles são homens da CIA. Foster explica a Ryu que o antigo templo amazônico encontrado pelo Dr.Smith foi tomado por um vilão com o exótico nome de Guardia de mieux, que se auto intitula JAQUIO. Os homens da Cia então mandam Ryu para a Amazônia.

th_Ninja Gaiden (U) [!]_038

th_Ninja Gaiden (U) [!]_042th_Ninja Gaiden (U) [!]_044

th_Ninja Gaiden (U) [!]_051

th_Ninja Gaiden (U) [!]_053

th_Ninja Gaiden (U) [!]_054

th_Ninja Gaiden (U) [!]_055

th_Ninja Gaiden (U) [!]_056

th_Ninja Gaiden (U) [!]_060

Na Amazônia, o jogo começa a ficar REALMENTE difícil, com Ryu enfrentando uma crescente quantidade de inimigos cada vez mais letais, até chegar num templo, onde terá que enfrentar dois sapos de pedra, gigantes e demoníacos.

th_Ninja Gaiden (U) [!]_066

Depois de derrotar esses bizarros inimigos, Ryu fica de cara com o vilão Jaquio, que raptou a agente do FBI que atirou em Ryu no final da primeira fase. Ameaçando matar a garota, Jaquio força Ryu a entregar as estátuas, e então joga o nosso herói num alçapão.

th_Ninja Gaiden (U) [!]_068

th_Ninja Gaiden (U) [!]_070

th_Ninja Gaiden (U) [!]_073

Ryu vai parar numas cavernas infestadas de inimigos, e terá que subir novamente ao topo do templo, enfrentando uma dificuldade de arrancar os cabelos!

th_Ninja Gaiden (U) [!]_080

th_Ninja Gaiden (U) [!]_081

th_Ninja Gaiden (U) [!]_087

Nosso herói então passa por mais uma série de apuros até chegar em Malth, o sinistro guerreiro que duelou com seu pai.

th_Ninja Gaiden (U) [!]_089

Os sapos gigantes são inimigos bem desafiantes, mas Malth é o primeiro inimigo extremamente difícil de vencer dos vários que ainda virão.

th_Ninja Gaiden (U) [!]_094

Derrotado, Malth revela que o pai de Ryu não está morto.

th_Ninja Gaiden (U) [!]_096

th_Ninja Gaiden (U) [!]_098

Essa última fase é de uma dificuldade que beira o inacreditável, com quantidades enormes de inimigos saindo por todos os lados e colocando Ryu em perigo a cada centímetro avançado no jogo.

th_Ninja Gaiden (U) [!]_106

Seguindo em frente, Ryu chega até o templo aonde está encastelado Jaquio. Lá ele descobre a terrível verdade: o pai de Ryu não foi morto, mas sim transformado num demônio mascarado, possuído por uma misteriosa força sobrenatural que controla a sua mente.

th_Ninja Gaiden (U) [!]_111

th_Ninja Gaiden (U) [!]_115

Aqui o jogo – que já vinha sendo monstruosamente difícil desde o começo da fase da Amazônia – mostra a sua verdadeira face e se torna virtualmente IMPOSSÍVEL de ser vencido. Isso porque Ryu terá que enfrentar TRÊS grandes inimigos, um atrás do outro, e a sua morte significa ser automaticamente remetido ao começo da última fase, após a derrota de Malth. É mole?!?

O primeiro inimigo é o pai de Ryu, transformado no demônio mascarado. Aqui, o negócio é atacar a pedra vermelha no centro da tela, e não o demônio em si. Só que a tarefa é osso duro de roer, porque a maldita coisa fica atirando no ninja.

th_Ninja Gaiden (U) [!]_116

Em seguida, libertado da magia que dominava sua mente, o pai de Ryu se atira na frente de uma bola de fogo lançada por Jaquio contra Ryu. Ao ver seu pai moribundo, Ryu perda a paciência e jura Jaquio de morte.

th_Ninja Gaiden (U) [!]_119

th_Ninja Gaiden (U) [!]_120

th_Ninja Gaiden (U) [!]_124

th_Ninja Gaiden (U) [!]_125

Jaquio é basicamente uma enorme bosta voadora, e o desgraçado fica varrendo a tela com bolas de fogo. Matá-lo é insanamente difícil, pois é complicado até evitar de ser acertado a toda hora por alguma bola de fogo safada do vilão.

th_Ninja Gaiden (U) [!]_126

Você pensa que é hora do final feliz depois desses dois dificílimos inimigos consecutivos? Ledo engano! Derrotado Jaquio, surge o temível eclipse lunar que traria a demoníaca divindade de volta à vida.

th_Ninja Gaiden (U) [!]_132

th_Ninja Gaiden (U) [!]_134

th_Ninja Gaiden (U) [!]_135

E lá vem mais uma luta, agora contra esse demônio enorme e cretino que aparentemente não morre de jeito nenhum!

th_Ninja Gaiden (U) [!]_136

O negócio é encher a cabeça dele de porrada, até a cabeça rolar e cair. Depois, é hora de atacar o ferrão da cauda do inimigo, até ela explodir. Depois de tudo isso, são necessários vários ataques na barriga da criatura. E só daí, realmente, é o fim desse joguinho miseravelmente difícil.

th_Ninja Gaiden (U) [!]_137

Ryu se despede de seu moribundo pai. O ninja e a garota fogem do templo que desmorona, e observam de longe o lugar ruir por completo. Foster liga para a garota e ordena que ela mate Ryu, que escuta a conversa e promete que irá cagar Foster a pau. A garota joga o comunicador longe e beija Ryu, revelando seu nome: Irene Lew.

th_Ninja Gaiden (U) [!]_150

th_Ninja Gaiden (U) [!]_161

Os dois pombinhos então observam o nascer do sol sobre a floresta amazônica. THE END! Até o proximo detonado, caros amigos cemeterygamers!!

th_Ninja Gaiden (U) [!]_167

th_Ninja Gaiden (U) [!]_169

STREETS OF RAGE (Game Gear, 1992)

Imagino que praticamente todo gamer das antigas lembre de Streets of Rage, lançado pela Sega em 1991 para o Mega Drive. Numa época em que os beat’em ups (games de andar pelas ruas dando porrada) faziam o maior sucesso, Streets of Rage era uma das pérolas do estilo.

Agora imagine jogar, naquela época, esse grande jogo num videogame PORTÁTIL! Foi isso que aconteceu com o lançamento, em 1992, da versão de Streets of Rage para o Game Gear, o videogame portátil lançado pela Sega dois anos antes.

É claro que – como já seria de se esperar – a versão Game Gear era bem diferente do original do Mega Drive. A movimentação suave, os efeitos de luz e ambiente, a profundidade e a rica paleta de cores se perderam, conforme se pode ver pelas fotos comparativas abaixo. O que restou foi um beat’em up eficiente e com visual arrasador para os padrões de um portátil da época.

GAME GEAR x MASTER SYSTEM

Em 1993, Streets of Rage foi lançado também para o Master System. Não é de todo fácil concluir qual versão 8-bits de Streets of Rage é melhor. A versão Master System tinha mais memória, o que possibilitou um game mais completo. A “engine” gráfica da versão Master é melhor, com personagens bem mais nítidos e detalhados do que no Game Gear. Além disso, todos os três personagens originais que apareciam no Mega Drive – Axel, Blaze e Adam – se fazem presentes também no Master System. Por fim, todas as oito fases originais marcam presença.

A adaptação para o Game Gear, por outro lado, é “econômica”. O jogador só pode escolher entre Axel e Blaze. O terceiro personagem, Adam, tomou chá de sumiço. As oito fases originais foram reduzidas para apenas cinco. A versão Game Gear também suprimiu o “especial” (ou seja, a possibilidade de chamar um carro de polícia amigo que usa uma bazuca para liquidar com todos os inimigos na tela) que existia no Mega Drive e que foi mantido no Master System.

Dito isso, parece fácil concluir que a adaptação para Master System era louvável e que a versão do Game Gear era um caça-níqueis tosco, não é? Nada disso! Com todas as vantagens já apontadas, por incrível que pareça, a melhor das duas versões é precisamente a do portátil da Sega. Isso porque a jogabilidade da versão Master System é simplesmente um desastre, com péssima detecção de colisão e movimentação confusa. No Game Gear, a jogabilidade é sensivelmente mais lenta mas indiscutivelmente mais segura e firme.

A física, na versão para Master, é igualmente ridícula e visivelmente “desleixada”: você soca um inimigo e, por vezes, ele quica até o outro lado da tela, como se fosse algum tipo de boneco de borracha. A programação realmente deixou a desejar no Master System.

Além disso, embora o Game Gear apresente gráficos mais pobres (com personagens um pouco “pixelados”), no fim das contas – por causa da tela pequena – ele acaba exibindo um visual mais elegante e bem acabado do que a versão do Master System, cujos “sprites” parecem excessivamente “lavados”.

Resumo da ópera: apesar de mais modesta, o Streets of Rage do Game Gear é um beat’em up mais divertido e bem acabado do que a versão do Master System.

th_Streets of Rage (W) (REV 00) [!]000O Streets of Rage original do Mega Drive. Repare nos personagens grandes e detalhados, na atmosfera sombria e em alguns efeitos caprichados, como as luzes que refletem na vitrine da loja ao fundo.

th_Streets of Rage (1993)(Sega)(En)000A versão do Master System: personagens menores em relação ao ambiente, mas gráficos caprichados para os padrões do console, com um visual “limpo” e pouco pixelado.

th_Streets of Rage (1992)(Sega)(En)031 A versão Game Gear: personagens reduzidos e ambiente menor, mas melhor jogabilidade.

A HISTÓRIA

Axel Stone e Blaze Fielding são dois ex-colegas policiais de uma cidade outrora pacata e pacífica, que rapidamente mergulhou no caos e na corrupção em virtude da ação de um misterioso sindicato criminoso, que espalhou violência e terror generalizados e acabou com quaisquer esperanças de retorno à normalidade. Axel e Blaze, cercados por corruptos, resolvem abandonar a polícia e fazer justiça com as próprias mãos. A jornada dos heróis os levará das perigosas ruas da cidade até o QG da organização criminosa, onde se esconde o seu poderoso líder.

Ou seja: bla-bla-bla, bla-bla-bla, PORRADA!!! 🙂

Agora chega de conversa fiada, pois está na hora de destrincharmos o Streets of Rage do Game Gear, do começo ao fim!

th_Streets of Rage (1992)(Sega)(En)030 Tela de abertura.

th_Streets of Rage (1992)(Sega)(En)029 Os dois heróis disponíveis.

th_Streets of Rage (1992)(Sega)(En)033Primeira fase: as ruas da cidade. O lugar está virado numa praça de guerra. Espere todo o tipo de maníaco e marginal. Na foto, Axel segura o cano, a melhor arma do game para “porrar” seus inimigos.

th_Streets of Rage (1992)(Sega)(En)034Esse grandalhão com cara de bad boy é o primeiro “chefão” do jogo. Ele ataca com um bumerangue! Além de mau, o cara é aparentemente bem excêntrico. Detoná-lo é barbadinha.

th_Streets of Rage (1992)(Sega)(En)000A segunda fase é numa ponte, à noite, com as luzes da cidade refletindo no rio. Quando conheci esse game em 1993, eu simplesmente BABAVA nos gráficos desta fase, que eram muito bons para os padrões do Game Gear.

th_Streets of Rage (1992)(Sega)(En)002O problema dos personagens reduzidos é que alguns ficavam impossíveis de identificar. Aumentei um pouco a imagem aqui para você poder ver esses bandidos vestidos de roxo. Alguém poderia me explicar O QUE SÃO ESSES CARAS? Parecem uns clones do Monstro da Lagoa! Na boa, esses bichos mais parecem alienígenas do que bandidos de rua.

th_Streets of Rage (1992)(Sega)(En)003 Esse gordão que cospe labaredas de fogo é o chefe da segunda fase.

th_Streets of Rage (1992)(Sega)(En)004Da ponte, nossos heróis vão parar num navio dos criminosos, que vem a ser a terceira fase do game. Aqui a Sega aproveitou para mostrar uns gráficos legais também. Repare no grande e iluminado barco ao fundo.

th_Streets of Rage (1992)(Sega)(En)006Essas duas piranhas com as pernas de fora são talvez as inimigas mais “raladas” do jogo. Elas ficam dando piruetas e saltos mortais enquanto descem a porrada sem dó em você. O negócio é agarrá-las e arremessá-las longe.

th_Streets of Rage (1992)(Sega)(En)008A quarta e penúltima fase é uma fábrica. Por que os bandidos têm uma FÁBRICA?!? Não vão me dizer que eles precisam de prensas e esteiras rolantes para fabricarem drogas, né?

th_Streets of Rage (1992)(Sega)(En)009Um jeito divertido de trucidar os inimigos nessa fase é atraindo-os para perto dessas enormes prensas e então acioná-las se aproximando delas. Mas cuidado para você mesmo não ser transformado em panqueca em uma delas.

th_Streets of Rage (1992)(Sega)(En)010Economia de memória ou falta de criatividade? Olha só quem é o chefe da quarta fase: o gordinho baforento de novo!

th_Streets of Rage (1992)(Sega)(En)011A quinta e última fase é o QG do sindicato do crime, mais precisamente um grande hotel de luxo, com os corredores repletos de bandidos.

th_Streets of Rage (1992)(Sega)(En)012 Esse pulinho seguido de joelhada é provavelmente o golpe mais eficiente do jogo.

th_Streets of Rage (1992)(Sega)(En)013À medida em que o protagonista avança no hotel, vai encontrando todos os chefões derrotados das fases anteriores. Olha o bad boy do bumerangue aí, enchendo o saco de novo!

th_Streets of Rage (1992)(Sega)(En)014Atrás destas portas duplas, esconde-se o poderoso líder do sindicato do crime. Ah, esse “S” no chão é muito útil. Ao pegá-lo, o herói “explode” com todos os inimigos na tela. Foi uma forma simplificada de reproduzir o “especial” do game original do Mega Drive, no qual um carro de polícia aparecia na tela, dizimando todo mundo.

th_Streets of Rage (1992)(Sega)(En)016Não poderia ser mais clichê: vestido com um terno BRANCO e sentado numa grande cadeira diante de uma enorme janela, o chefão do crime desdenha do herói. Antes de enfrentar o cara, é preciso matar mais uns delinquentes que o safado manda para darem um pau em você.

th_Streets of Rage (1992)(Sega)(En)017O todo poderoso líder do crime vem encarar o herói, só que armado com uma metralhadora! Corajoso ele, não? Provavelmente ele tinha acabado de assistir SCARFACE …

th_Streets of Rage (1992)(Sega)(En)019 Derrotado, o chefão do crime vai ao chão. É o fim da organização criminosa na cidade.

th_Streets of Rage (1992)(Sega)(En)021 th_Streets of Rage (1992)(Sega)(En)022 th_Streets of Rage (1992)(Sega)(En)023 th_Streets of Rage (1992)(Sega)(En)024th_Streets of Rage (1992)(Sega)(En)025th_Streets of Rage (1992)(Sega)(En)026th_Streets of Rage (1992)(Sega)(En)028 Mais um final feliz! Até o próximo game, pessoal!