TOP 20 – GAME BOY ADVANCE (Parte final)

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STAR WARS TRILOGY – APPRENTICE OF THE FORCE (2004)

O jogo tem seus defeitos, sendo que o mais destacado deles é a repetitividade durante as fases de plataforma. Mas as qualidades falam mais alto: além da jogabilidade estilo Prince of Persia, o game se desenvolve por toda a história da trilogia original de Guerra nas Estrelas. O game começa com Luke como fazendeiro em Tatooine e o leva por toda a jornada até o confronto final com Darth Vader e com o envelhecido Imperador Palpatine. O visual estilizado (uma espécie de cell-shading em 2D) também ajuda. Confesso que é um game que dificilmente cairá nas graças de quem não é fã dos filmes da série, mas para fanáticos por Stars Wars como eu esse game merece ser conferido. Existem vários jogos pra GBA baseados em Star Wars, mas a maioria é uma porcaria. Tirando o excelente Star Wars Episode III – Revenge of the Sith, esse aqui é o melhor deles.

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SPIDER-MAN 3 (2007)

Se tem uma coisa que não dá pra reclamar do GBA é da quantidade de bons games do Homem-Aranha disponíveis para o velho portátil. Além de três games baseados na trilogia de filmes do herói, ainda tem os ótimos Spider-Man – Mysterio’s Menace e Ultimate Spider-Man (evite apenas o fraco Spider-Man – Battle For N.Y). Mas, de todos esse vários bons games estrelados pelo aracnídeo, Spider-Man 3 é o que oferece a melhor combinação de gráficos caprichados, jogabilidade ágil e eficiente e andamento viciante. Além disso, é possivelmente o game do Spider-Man para GBA que mais conta com diferentes movimentos para o herói. O Aranha faz o diabo: sobe pelas paredes, soca, chuta, dispara “tiros” de teia, puxa inimigos com a teia, dá “voadoras” com teia, se pendura, ergue-se em linha reta para cima com a teia (uma espécie de “vôo”) e por aí vai. São 16 fases no total, mas todas curtas e com autosave, o que permite que o jogador avance rumo ao fim mesmo que jogue uns poucos minutos por dia – o que, ao meu ver, é a mecânica ideal para um game de ação em um console portátil. Quer mais? Pois saiba que, nesse jogo, você pode usar o uniforme negro! YEAH! Com a roupa preta, Spidey mata qualquer trombadinha com um único e poderoso web-uppercut (mais ou menos que nem o Scorpion no clássico Mortal Kombat), além de ficar muito mais forte, podendo botar abaixo paredes e portas de ferro. Spider-Man 3 é um dos últimos grandes games do GBA e, provavelmente, um dos games de ação 2D mais interessantes dos últimos anos. Recomendo.

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ZELDA – THE MINISH CAP (2004)

O que dizer desse game? É Zelda, na sua melhor forma, num portátil, com gráficos caprichadíssimos, design maravilhoso, diálogos cômicos e aventura do começo ao fim. É realmente um daqueles casos de unanimidade, pois você irá encontrá-lo em qualquer lista decente de melhores games do GBA de todos os tempos. A meu ver, é o game da série que mais chegou perto do clássico A Link to the Past do Super Nes. Se você tem alguma dúvida sobre o potencial viciante desse game, saiba que ele é o único game da série, até hoje, que eu joguei até o final – pelo simples motivo que é impossível parar de jogá-lo após começar. A menos que você realmente não goste da série Zelda, esse aqui é simplesmente um game obrigatório.

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SUPER GHOULS AND GHOSTS (2002)

Lançado em 1991 para o Super Nes, Super Ghouls and Ghosts se tornou um clássico absoluto do console de 16-bits da Nintendo. Onze anos depois, ele aportou em versão portátil no GBA, mantendo intactas todas as qualidades que fizeram do original um clássico: trilha sonora vibrante, gráficos caprichados, cenários mórbidos e uma dificuldade de arrancar os cabelos. Hoje em dia, jogar esse game num portátil não é mais uma coisa tão impactante, pois existem coletâneas para o PSP contendo todos os três jogos clássicos da série (Ghosts and Goblins, Ghouls and Ghosts e Super Ghouls and Ghosts). Mas, na “Era-GBA”, correr de cuecas por cemitérios num portátil era um prazer sem igual.

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MARIO KART – SUPER CIRCUIT (2001)

E a nossa lista de melhores games de GBA não poderia finalizar de outra forma senão com o mais emblemático e necessário de todos os jogos exclusivos do console: Mario Kart – Super Circuit. Como sabemos, o GBA nunca ganhou um game exclusivo do Mario no estilo plataforma 2D tradicional. No entanto, além de quatro remakes da melhor qualidade (a série Super Mario Advance), Mario estrelou no GBA vários jogos em estilos diversos, como o RPG Mario & Luigi – Superstar Saga e o puzzle Mario Vs Donkey Kong. Mas, de todas essas exclusividades do GBA, nenhuma chega ao patamar desse Mario Kart. Embora o GBA sempre tenha sido considerado um “Super Nes de bolso”, esse é um daqueles games que provam cabalmente que o GBA tinha potencial pra deixar o Super Nes comendo poeira.  O Super Mario Kart original do Super Nes tem o mérito da originalidade e do pioneirismo, é claro. Mas simplesmente não há comparação entre ele e esta versão GBA, que supera – e muito – o original do Super Nes em absolutamente todos os aspectos. Seja jogando sozinho ou no modo 2 players, Mario Kart – Super Circuit proporciona alguns dos momentos mais divertidos que se pode ter com um GBA.

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“PÔ, CAVEIRA, VOCÊ ESQUECEU ESSE, ESSE E AQUELE GAME!”


Chegamos ao final do nosso Top 20 Game Boy Advance, e vocês devem ter reparado que eu cometi várias injustiças. Uma delas foi em relação aos games de corrida do GBA. A trilogia GT Advance, por exemplo, é divertidíssima – e realmente não entrou nesse Top 20 por pouco. Da série, GT Advance 3 é o meu favorito. É um jogo de colecionar carrinhos tanto quanto é “de corrida”, mas vicia pra caramba. Menções honrosas também para F-Zero e para os tecnicamente impressionantes V-Rally 3 e Drome Racers. Falando em “tecnicamente impressionante”, não dá para deixar de mencionar o incrível Driver 3 do GBA, que apresenta gráficos que pareciam impossíveis para o hardware do console. É de babar, parece um bom game do PsOne. Só vendo para crer.


A mais evidente das minhas injustiças, no entanto, é a ausência completa de RPGs na lista. Afinal de contas, o GBA conta literalmente com centenas de bons títulos do estilo, incluindo remakes da melhor qualidade (como Final Fantasy I, II, IV, V e VI; Phantasy Star I, II e III; Breath of Fire I e II; Sword of Mana, etc) e originais como Golden Sun 1 e 2, Lufia – The Ruins of Lore, a série Lord of the Rings e por aí vai. Não tenham a menor dúvida de que o GBA é uma plataforma dos sonhos pra quem curte RPG “old school”. O único motivo pelo qual nenhum jogo do estilo entrou nesse Top 20 é porque essa lista reflete os games que marcaram a minha experiência pessoal com o console, e devo confessar que nenhum RPG do GBA conseguiu REALMENTE me cativar, seja por falta de tempo ou de paciência da minha parte.

De qualquer forma, se você realmente gosta de RPGs estilo 16-bits, fica a dica: separe uma graninha, compre um GBA usado com um cartucho flash regravável e faça a festa!

MASTER GEAR ADAPTOR – o acessório que veio do Céu

Em 1993, juntando algum dinheiro que eu tinha ganho de presente, comprei o segundo videogame da minha vida e o primeiro portátil: o GAME GEAR, da Sega. Lançado três anos antes, o aparelho era um sonho de consumo na época. Portátil, tela colorida com iluminação própria, som estéreo com entrada para fones de ouvido, cartuchos que cabiam na palma da mão e games com qualidade de Master System. Apesar do fato de que o concorrente Game Boy da Nintendo vendia muito mais e fazia bem mais sucesso, do ponto de vista técnico o Game Gear dava de laço e era o máximo para a época, o equivalente do que hoje representa um PSP da Sony.No entanto, havia um problema:pouquíssimas locadoras (principalmente em cidades pequenas ou médias) trabalhavam com cartuchos de Game Gear. Isso era grave porque, naquela época,  as locadoras permitiam que os jogadores conhecessem uma gama maior de títulos gastando relativamente pouco (lembre-se: não existia nenhum tipo de pirataria para o console, muito menos “desbloqueios”, flash cards, memory sticks, cartões R4 e internet para baixar roms e rodar os jogos direto no aparelho). As locadoras eram as únicas alternativas à compra dos games, cujo preço era tão elevado quanto os jogos originais dos consoles contemporâneos. Para piorar, mesmo nas lojas a variedade de títulos que estavam disponíveis para o Game Gear não era muito alta (muitos games lançados no exterior nunca foram lançados por aqui). Era difícil achar uma loja que tivesse mais do que uma dezena de diferentes títulos do console à venda. Pelo menos aqui no Brasil, não apenas o preço era proibitivo como a variedade de games era limitada.

Assim, com todas as qualidades que o portátil tinha, ele acabava limitando o jogador, na prática, a contar com meia dúzia de games e nada além disso. Mas tudo iria mudar em 1994.

Um ano depois da compra do meu Game Gear, abro uma revista de videogame e vejo um anúncio da Tec Toy sobre o lançamento de um acessório chamado MASTER GEAR ADAPTOR (o nome original, fora do Brasil, era Master Gear Converter). Era um trambolho que você encaixava na entrada de cartuchos do Game Gear e que possibilitava usar, no portátil, os cartuchos do Master System, naquela época ainda um dos videogames mais populares no Brasil. Bom, desnecessário dizer que eu quase infartei quando li aquilo. O acessório literalmente transformava o Game Gear num Master System portátil, possibilitando o acesso aos títulos das locadoras e ao grande acervo de games de Master System lançados no país, que era muito maior do que o número de jogos lançados para o Game Gear. Comparando com a atualidade, seria mais ou menos como se não existisse pirataria para o PSP e, de repente, a Sony lançasse um acessório que permitisse que o PSP rodasse todos os jogos do Playstation 2. Compreende o valor do negócio?

Poucos meses depois, acabei ganhando o Master Gear Adaptor dos meus pais (eu provavelmente devo ter enlouquecido eles de tanto implorar por esse bagulho), e o resto foi só festa. Eu conhecia pouca gente que tinha Game Gear e que pudesse me emprestar alguns cartuchos, mas o número de pessoas que tinha Master System era muito maior. Além disso, eu agora podia desfrutar de todo o acervo das locadoras. Star Wars, Jurassic Park, Black Belt, Golden Axe, Phantasy Star, Sonic the Hedgehog, Spy vs Spy, Double Dragon, Moonwalker, Forgotten Worlds e E-Swat são alguns dos games de Master System dos quais lembro até hoje de ter alugado (ou de alguém ter me emprestado), e joguei vários desses até o final. Não posso deixar de citar, também, o inesquecível Prince of Persia do Master System, que ganhei de presente no Natal de 1994.


Uma curiosidade é que a caixinha do Master Gear Adaptor afirmava que o acessório “não era compatível” com cartuchos de 4 mega de memória. Na prática, isso seria uma grave limitação, pois impediria o acesso aos games mais sofisticados do Master, como Phantasy Star. No entanto, eu usei no aparelho vários cartuchos de Master System que tinham 4 megas e nunca tive maiores problemas (lembro apenas de alguns “glitches” visuais mínimos em Phantasy Star, em algumas telas, mas nada que atrapalhasse o jogo). Curiosamente, embora a caixa apresentasse tal advertência, a imagem frontal da caixa mostrava o aparelho rodando Sonic – The Hedgehog 2 do Master System, que é precisamente um cartucho com 4 mega de memória. Vai entender…

Em 1996, eu vendi meu Game Gear com todos os seus apetrechos (coisa da qual me arrependo amargamente até hoje), colocando um fim na era do portátil da Sega na minha vida. Mas foram anos de jogatina inesquecível da melhor qualidade, e com o conforto da portabilidade. Essa farra, sem dúvida, não teria sido tão divertida sem o Master Gear Adaptor. Valeu, Sega – e valeu, Tec Toy!!!

(As fotos foram todas “roubadas” de anúncios do Mercado Livre. Agradeço aos respectivos vendedores pelas imagens!)

Diário de Bordo – FINAL FANTASY I (Parte 5)

Demorou, mas finalmente estamos dando continuidade ao nosso Diário de Bordo – Final Fantasy I!

No episódio anterior da nossa aventura, meu grupo de heróis valorosos e destemidos havia acabado de chegar na cidade élfica de Elfheim. Mal pisei no lugar e os habitantes já começaram a encher o meu saco suplicando ajuda para um tal de príncipe deles. Visitei o castelo local e – acreditem se quiser – o príncipe elfo está dormindo há CINCO ANOS, vítima de um feitiço que lhe foi colocado por um sujeito maligno cujo nome eu já esqueci. Ah, se bem me lembro, o nome desse cretino era Astos!

Em cinco anos, ninguém achou uma solução para o feitiço colocado no príncipe. Que povinho ordinário, hein?


O pior é que ninguém me deu nenhuma pista sobre onde ir ou o que fazer, então fui tirar um ronco na pousada local, comprei umas armas e armaduras melhores e resolvi passear a pé um pouco.

Caminhei para o oeste até não poder mais, ao longo de uma extensão quase continental, e não encontrei nem um vilarejo sequer, apenas um monte de combates aleatórios chatos. Depois segui para o sul até encontrar um buraco no chão.

Os caras da Square-Enix acham que eu sou a ALICE pra ficar me enfiando em qualquer buraco que encontro no chão?!?


O buraco conduzia a uma dungeon sinistra. Me aventurei lá dentro até o segundo nível da masmorra, mas comecei a me apavorar com os bichos que apareciam por lá e resolvi dar no pé. Felizmente, consegui voltar para Elfheim vivo.

Com os bolsos forrados de moedas em virtude das minhas aventuras, comprei mais umas porcarias e uns feitiços novos, mandei todo mundo dormir de novo na pousada e resolvi então voltar para o meu navio em busca de novos portos. Felizmente, seguindo para oeste e depois para o norte, encontrei um porto. Não lembrava se já tinha andado por ali ou não, mas resolvi arriscar. Deixei o navio ali e segui a pé para oeste, numa longa caminhada, até que encontrei uma caverna. Entrando nela, para minha surpresa, me vejo numa mina de anões.

Bati um papo com todos os anões, e também com o Dunga e com a Branca de Neve. Um deles diz que precisaria de uma espécie de pólvora especial (ou nitroglicerina, agora não lembro) para derrubar uma parede no fundo da mina, e outro dos anões me diz que essa tal pólvora/nitroglicerina poderia estar num castelo antigo que eu não faço ideia de onde fica. Nessa hora, eu me recordo de que – lá em Elfheim – um elfo tinha me contado uma história sobre uma vez em que ele tinha ido explorar um castelo abandonado mas que tinha se cagado de medo e saído correndo do lugar.

Será que é o mesmo castelo? E onde será que essa merda fica? Essas respostas nós teremos na próxima parte do nosso Diário de Bordo!

Lembram da piada que eu fiz com o Link no episódio anterior do nosso Diário de Bordo? Olhem quem eu encontrei enterrado nesse pequeno cemitério em Elfheim! Sacanagem dos caras da Square-Enix, não acham?